Se há uma forma de arte cada vez mais rara, nobre, que é mais elevada e requer maior independência e soberania da consciência do artista frente à contaminação presente em derredor, esta é a “arte pela arte”, a arte desprovida de qualquer alinhamento, qualquer engajamento, alheia a qualquer anseio “social” e livre dos ranços de matriz política, sem aquele panfletarismo vulgar.
É no compromisso com a ordem do alma do criador, no fluir das experiências dele como ser humano enquanto cria e materializa a obra, naquele processo no qual visa superar as limitações das suas ferramentas e dos múltiplos devires da sua vida interior no momento mesmo da criação, no instante mesmo da conexão plena do seu ‘eu’ com sua obra, (o ápice da arte?) é que a arte, evidenciando o que há de mais nobre no ser humano, alcance suas mais nobres prerrogativas.
A arte que permanece, que acaba por tornar-se realmente relevante, que supera a passagem das épocas e que realmente emancipa e beneficia os homens é essa, comprometida não com as agitações frívolas, passageiras e desumanizadoras (porque imediatistas, pragmáticas e ávidas por dominação) dos discursos políticos, mas sim com o que é inerente a todos os homens, com aquilo que os faz os deiformes, autônomos e cosmonômicos. A obra de arte que fica é essa, que se torna “um clássico”, justamente por evocar o que abarca e transcende todas as eras.
Quando a arte é realizada por aqueles que estão submetidos à Verdade Absoluta, esta, uma vez louvada, resgata e projeta a subjetividade humana a uma nova dimensão, na qual a inspiração se renova e o Eterno se estabelece.
ps: Como bem me alertou um visitante, usei o termo "arte pela arte" de uma forma um tanto dúbia, equivocada. No anseio de falar sobre uma arte sem ranço panfletário, fiz, sem intenção, alusão a uma outra forma de pensar a arte: aquela na qual a obra é um fim em si mesmo. Como dá para perceber no restante do texto, não era dessa abordagem que quis me referir.
"O intelectualismo isolado é como o luar, porque é uma luz sem calor, uma luz secundária refletida por um mundo morto. (...) a lua é completamente racional; a lua é mãe dos lunáticos, e a todos eles deu o seu nome." G. K. Chesterton
terça-feira, 29 de agosto de 2006
segunda-feira, 21 de agosto de 2006
P.R.O.P.I.N.A.
Um fenômeno que grassa o ambiente dos debates políticos num país vítima da hegemonia gramsciana é o P.R.O.P.I.N.A.. Não, não falo das safadezas daqueles que de gatos-do-mato no Araguaia passaram a ser os gatunos de smoking de Brasília. Refiro-me ao Plano Revolucionário de Ocultação Político-Ideológica Narcisista e Alienante – P.R.O.P.I.N.A. Tal plano consiste naquilo que vemos os viciados no ópio dos intelectuais praticarem todos os dias: 1- ser um ferrenho esquerdômano e dizer que não é; 2- dizer que não é de direita nem de esquerda, afirmando que estas seriam classificações anacrônicas, mas sem conseguir parar de tagarelar canhotismos um instante sequer.
É óbvio que nestas hordas, há, sim, os que praticam o P.R.O.P.I.N.A. por pura burrice e ingenuidade – os típicos idiotas úteis - aquele povinho de classe média que lê Dan Brown, assiste o canal Futura e enche a boca para dizer que "o comunismo acabou". Porém, os mais perigosos praticantes do P.R.O.P.I.N.A. sabem exatamente o que estão fazendo.
Nos dois grupos que fazem do P.R.O.P.I.N.A. sua cadeira-de-rodas mental, há um aspecto comum e fundamental: ao dizer que não é de esquerda, subentender que nada seria mais correto, moral e lógico do que defender premissas coletivistas como a "justiça social" e a "distribuição de renda". Assim reafirmam o velho maniqueísmo falacioso: solidariedade e sensibilidade aos problemas alheios é monopólio da esquerda e a direita não passa de uma horda de avarentos moralistas. Não é preciso dizer que tais alienadores e alienados nunca leram uma linha sequer escrita por Ludwig von Mises ou Eric Voegelin.
Entre os do segundo tipo, muitos até dizem que odeiam Nietzsche, mas são o retrato vivo da tamanha umbigolatria que se pode chegar o "super-homem" idealizado pelo prussiano raivoso. "Quem tem rótulo é vidro de requeijão", dizem esses que, como Nietzsche pensou, pensam poder estar além e acima do bem e do mal. Mas como são humanos, demasiadamente humanos, é claro que acabam pendendo para um lado. E como todo "último-homem", seguem a boiada que entrou na onda hegemônica.
E lá vem eles, com aquela eloqüência sui generis: "não é a questão de ser de esquerda, ah, tipo, nada a ver, mas é que, pô, olha aí 'os pobrinho', tanta gente com fome, sem emprego... poxa, capitalismo é uma....". É o que dizem nas salas de aula, nas festas de família, à mesa do bar, na qual jogam a chave do Audi TT, o celular Nokia e os óculos Oakley. (Calma, o porco capitalista aqui só está descrevendo, não está fazendo "merchand" – mas gostaria e está precisando – Anuncie aqui!).
P.R.O.P.I.N.A., Plano Revolucionário de Ocultação Político-Ideológica Narcisista e Alienante: O que toda a (not so) New Left tapuia pratica compulsivamente, seja na forma da sigla – entre seus militantes, ou na pura acepção da palavra – com seus líderes engravatados. Pois ser de esquerda está na moda, é "cool", e todo esquerdista que se preze deve estar com o modelito mais "in": no momento, trata-se de um disfarce mal feito, mal cortado, mal costurado, sujo do sangue de milhões de vítimas e que sai voando assim que os mais desprezíveis esquerdômanos brasileiros abrem a boca.
É óbvio que nestas hordas, há, sim, os que praticam o P.R.O.P.I.N.A. por pura burrice e ingenuidade – os típicos idiotas úteis - aquele povinho de classe média que lê Dan Brown, assiste o canal Futura e enche a boca para dizer que "o comunismo acabou". Porém, os mais perigosos praticantes do P.R.O.P.I.N.A. sabem exatamente o que estão fazendo.
Nos dois grupos que fazem do P.R.O.P.I.N.A. sua cadeira-de-rodas mental, há um aspecto comum e fundamental: ao dizer que não é de esquerda, subentender que nada seria mais correto, moral e lógico do que defender premissas coletivistas como a "justiça social" e a "distribuição de renda". Assim reafirmam o velho maniqueísmo falacioso: solidariedade e sensibilidade aos problemas alheios é monopólio da esquerda e a direita não passa de uma horda de avarentos moralistas. Não é preciso dizer que tais alienadores e alienados nunca leram uma linha sequer escrita por Ludwig von Mises ou Eric Voegelin.
Entre os do segundo tipo, muitos até dizem que odeiam Nietzsche, mas são o retrato vivo da tamanha umbigolatria que se pode chegar o "super-homem" idealizado pelo prussiano raivoso. "Quem tem rótulo é vidro de requeijão", dizem esses que, como Nietzsche pensou, pensam poder estar além e acima do bem e do mal. Mas como são humanos, demasiadamente humanos, é claro que acabam pendendo para um lado. E como todo "último-homem", seguem a boiada que entrou na onda hegemônica.
E lá vem eles, com aquela eloqüência sui generis: "não é a questão de ser de esquerda, ah, tipo, nada a ver, mas é que, pô, olha aí 'os pobrinho', tanta gente com fome, sem emprego... poxa, capitalismo é uma....". É o que dizem nas salas de aula, nas festas de família, à mesa do bar, na qual jogam a chave do Audi TT, o celular Nokia e os óculos Oakley. (Calma, o porco capitalista aqui só está descrevendo, não está fazendo "merchand" – mas gostaria e está precisando – Anuncie aqui!).
P.R.O.P.I.N.A., Plano Revolucionário de Ocultação Político-Ideológica Narcisista e Alienante: O que toda a (not so) New Left tapuia pratica compulsivamente, seja na forma da sigla – entre seus militantes, ou na pura acepção da palavra – com seus líderes engravatados. Pois ser de esquerda está na moda, é "cool", e todo esquerdista que se preze deve estar com o modelito mais "in": no momento, trata-se de um disfarce mal feito, mal cortado, mal costurado, sujo do sangue de milhões de vítimas e que sai voando assim que os mais desprezíveis esquerdômanos brasileiros abrem a boca.
sábado, 12 de agosto de 2006
Não ofende, não é mesmo?
Como se obter paciência para lidar com essa esquerda-Häagen-Dasz que toma as dores do Hezbollah?
O quê dizer do novo anti-semitismo/anti-sionismo evangélico baseado no “vi no Jornal Nacional”? O que é que deu nesse povo? Muita novela? Levaram a sério os livrinhos de geopolítica recomendados pelo MEC?
Só mais duas:
Quem será o próximo colunista-Katiusha das revistas evangélicas brasileiras?
Quem fará o texto mais lacrimogêneo e repleto de justiça cósmica/abstrata da próxima edição da revista Ultimato?
Quem acertar leva aquela paçoquinha "trique-trique"...
ps: Alô, alô, canhotinho: antes de começar o duckspeacking orwelliano em minha caixa de comentários, leia isso, veja isso, e mais isso. Aí você diz quem é o manipulado. Dá uma passadinha aqui e aqui também.
O quê dizer do novo anti-semitismo/anti-sionismo evangélico baseado no “vi no Jornal Nacional”? O que é que deu nesse povo? Muita novela? Levaram a sério os livrinhos de geopolítica recomendados pelo MEC?
Só mais duas:
Quem será o próximo colunista-Katiusha das revistas evangélicas brasileiras?
Quem fará o texto mais lacrimogêneo e repleto de justiça cósmica/abstrata da próxima edição da revista Ultimato?
Quem acertar leva aquela paçoquinha "trique-trique"...
ps: Alô, alô, canhotinho: antes de começar o duckspeacking orwelliano em minha caixa de comentários, leia isso, veja isso, e mais isso. Aí você diz quem é o manipulado. Dá uma passadinha aqui e aqui também.
domingo, 6 de agosto de 2006
Miséria vicia
Que o ‘bom’ é inimigo do ‘melhor’ é sabido. O que me espanta é perceber que o ‘ruim’ é inimigo dos dois, e parece ser tão cativante, ao menos para alguns. Me assombra ver tantas pessoas se contentarem com tão pouco. Sabe aquela pessoa que, de tão acostumada a ver as atrações musicais do programa do Faustão ou das rádios FM, “acha chato”, “pra velho”, escutar um virtuoso pianista executar Liszt (ah, Liszt) ou então a Sinfônica de Viena? Pois é.
Não que eu seja o mais rigoroso dos elitistas culturais, estou longe disso, e o que quero destacar é que o problema é ainda mais grave quando não se trata apenas de arte e cultura, mas sim da vida espiritual. Jesus nos prometeu vida em abundância, mas vejo muitos cristãos com uma vida capenga em tantas áreas que só posso chegar a essa conclusão: miséria certamente vicia. São emocionalmente frágeis, cheios de complexos, orgulhosos/tímidos, (nesse caso o problema é exatamente o mesmo, apenas com manifestações distintas) etc. Mas ao serem confrontados a se posicionar de forma diferente, a correr como a mulher com o fluxo de sangue em direção a Jesus e receber a cura que as farão voar mais alto, se retraem, fingem que não é com elas e prolongam suas existências (vida aquilo não é) naquela versão distorcida e amesquinhada do Evangelho que inventaram para si mesmas, para acomodar suas misérias. Triste de ver.
É preciso estar atento e pedir para o Senhor mostrar em quais áreas da vida pode-se estar nessa condição. Ninguém está livre de se viciar na miséria em alguma área, e não se conformar com ela fará com que sejamos odres novos, capazes de receber o vinho novo que nos encherá de alegria e nos capacitará para toda boa obra.
Não que eu seja o mais rigoroso dos elitistas culturais, estou longe disso, e o que quero destacar é que o problema é ainda mais grave quando não se trata apenas de arte e cultura, mas sim da vida espiritual. Jesus nos prometeu vida em abundância, mas vejo muitos cristãos com uma vida capenga em tantas áreas que só posso chegar a essa conclusão: miséria certamente vicia. São emocionalmente frágeis, cheios de complexos, orgulhosos/tímidos, (nesse caso o problema é exatamente o mesmo, apenas com manifestações distintas) etc. Mas ao serem confrontados a se posicionar de forma diferente, a correr como a mulher com o fluxo de sangue em direção a Jesus e receber a cura que as farão voar mais alto, se retraem, fingem que não é com elas e prolongam suas existências (vida aquilo não é) naquela versão distorcida e amesquinhada do Evangelho que inventaram para si mesmas, para acomodar suas misérias. Triste de ver.
É preciso estar atento e pedir para o Senhor mostrar em quais áreas da vida pode-se estar nessa condição. Ninguém está livre de se viciar na miséria em alguma área, e não se conformar com ela fará com que sejamos odres novos, capazes de receber o vinho novo que nos encherá de alegria e nos capacitará para toda boa obra.
segunda-feira, 31 de julho de 2006
Post de aniversário

Neste mês o P.U. completou um ano!
Este foi o primeiro post.
Gente, obrigado pela atenção, apreço, pelas visitas e comentários! Fiquem com Deus e até depois.
quinta-feira, 27 de julho de 2006
Sobre show do Slipknot, ou ‘Incoerências filistéias’
Para mim, rock é mais ou menos como gibi ou buffet de sorvete: é legal, divertido, mas sei que há coisas melhores e só aquilo não me sacia e nem pode ser levado muito a sério. Dias atrás assisti a um show da banda Slipknot num canal de tevê a cabo. O som dos caras, dentro da proposta, é bom. A performance é impressionante. Os trajes e máscaras evidenciam uma atitude poser às avessas, na qual a vaidade mezzo gay mezzo brega a la Motley Crüe é substituída pela estética horror-subversão-casa-de-carnes. Marketing puro, nesses tempos em que a moda é ser malvadão, rebelde e monstrengo. Mas duro de agüentar é o discurso, não só pelas blasfêmias...
Certamente uma das características mais fortes atualmente da cultura de massas é a retórica da “revolta contra o sistema”. O mesmo “sistema” que permite aos artistas liberdade para criticá-lo, garantem bons rendimentos (o cd ‘Iowa’ vendeu absurdamente) e permite que adolescentes gordinhos de bochechas róseas (1) sejam levados pelos pais aos shows confortavelmente com seus Audi ou Toyota, após um reforçado lanche com Fruit Loops, Nutella, batatas Pringles, etc.
É a esses de cortes de cabelo sóbrios e bem passadinhas camisetas pretas que o vocalista da banda se refere como “novos abortos” e “maggots”. Hilário, ainda mais quando a câmara dá um zoom nos bem-nascidos. Ouve-se muito aquela palavrinha que evidencia a pobreza do vocabulário torpe no idioma inglês. E a molecada grita ensadecida...
No final das contas, engraçado, quem não vive o que prega e é taxado de burro é o crente aqui... Até meus amigos não-cristãos concordaram comigo, ao perceberem tantos contra-sensos. Alguém até pode me dizer ninguém estava ali para ser coerente, apenas para se divertir. Mas o problema é que essa incoerência, hoje, está em toda parte, tem um propósito claro e disso só discordam os que, normalmente, já aderiram a ela.
1 - Lembrei aquela do W. H. Auden sobre Nietzsche, Hitler e mais um outro.
Certamente uma das características mais fortes atualmente da cultura de massas é a retórica da “revolta contra o sistema”. O mesmo “sistema” que permite aos artistas liberdade para criticá-lo, garantem bons rendimentos (o cd ‘Iowa’ vendeu absurdamente) e permite que adolescentes gordinhos de bochechas róseas (1) sejam levados pelos pais aos shows confortavelmente com seus Audi ou Toyota, após um reforçado lanche com Fruit Loops, Nutella, batatas Pringles, etc.
É a esses de cortes de cabelo sóbrios e bem passadinhas camisetas pretas que o vocalista da banda se refere como “novos abortos” e “maggots”. Hilário, ainda mais quando a câmara dá um zoom nos bem-nascidos. Ouve-se muito aquela palavrinha que evidencia a pobreza do vocabulário torpe no idioma inglês. E a molecada grita ensadecida...
No final das contas, engraçado, quem não vive o que prega e é taxado de burro é o crente aqui... Até meus amigos não-cristãos concordaram comigo, ao perceberem tantos contra-sensos. Alguém até pode me dizer ninguém estava ali para ser coerente, apenas para se divertir. Mas o problema é que essa incoerência, hoje, está em toda parte, tem um propósito claro e disso só discordam os que, normalmente, já aderiram a ela.
1 - Lembrei aquela do W. H. Auden sobre Nietzsche, Hitler e mais um outro.
segunda-feira, 17 de julho de 2006
Perseverar na comunhão
(...) afim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim. Oração de Jesus, em João 17:23
O Vinícius e a beleza que me desculpem, mas comunhão com os irmãos é fundamental. E não falo só do “ir à igreja”, mas sim do “perseverar na doutrina dos apóstolos, no partir do pão e nas orações”. Tenho sido muito edificado ao buscar estar mais próximo dos meus irmãos na fé. Estes e também minhas novas amizades têm contribuído para o mais importante dos crescimentos na minha vida, o espiritual, que dinamiza todos os outros, na caminhada rumo à “estatura de varão perfeito” da qual o cristão jamais deve perder o foco.
Deus manifesta seu amor por mim por meio das minhas amizades. Exortam-me, confortam-me e me agüentam, pois sou um chatão, e isso não é novidade para ninguém. Todos nós temos nossas idiossincrasias, e é por isso que Lucas usou o termo “perseveram” para descrever a atitude com que os primeiros cristãos buscavam um padrão de convívio que glorificasse a Deus. A igreja primitiva perseverava, persistia na comunhão. Comunhão requer esforço, muitas vezes. Porque amor não é sentimento, é decisão.
Para finalizar, uma ótima do Isaque: Não tenhas nojo de beber na minha taça, pois não terás nojo de viajar na minha lancha.
O Vinícius e a beleza que me desculpem, mas comunhão com os irmãos é fundamental. E não falo só do “ir à igreja”, mas sim do “perseverar na doutrina dos apóstolos, no partir do pão e nas orações”. Tenho sido muito edificado ao buscar estar mais próximo dos meus irmãos na fé. Estes e também minhas novas amizades têm contribuído para o mais importante dos crescimentos na minha vida, o espiritual, que dinamiza todos os outros, na caminhada rumo à “estatura de varão perfeito” da qual o cristão jamais deve perder o foco.
Deus manifesta seu amor por mim por meio das minhas amizades. Exortam-me, confortam-me e me agüentam, pois sou um chatão, e isso não é novidade para ninguém. Todos nós temos nossas idiossincrasias, e é por isso que Lucas usou o termo “perseveram” para descrever a atitude com que os primeiros cristãos buscavam um padrão de convívio que glorificasse a Deus. A igreja primitiva perseverava, persistia na comunhão. Comunhão requer esforço, muitas vezes. Porque amor não é sentimento, é decisão.
Para finalizar, uma ótima do Isaque: Não tenhas nojo de beber na minha taça, pois não terás nojo de viajar na minha lancha.
quinta-feira, 6 de julho de 2006
Pós-modernidade e fé cristã
Quase todas elas são bobagens sem mais tamanho, mas se há uma característica da tal pós-modernidade, (são poucos os bons teóricos que usam tal termo) é a descrença na possibilidade de um conhecimento pleno sobre as coisas, o ceticismo quanto à pura apreensão do que de fato é um objeto por parte do sujeito; enfim, a descrença na objetividade racional. “A razão sempre é afetada pelas influências externas, condicionadas socialmente”, diz o pós-moderno, conspurcando imanentismo e lançando toneladas de terrestrialização sobre os ombros alheios. De qualquer explicação lógica da origem transcendente dessas “influências externas” tais teóricos fogem como o diabo da Luz. Pois correriam o risco de ter de lançar o discurso que lhes confere autoridade e bons salários no lixo.
Engraçado é que eles criticam a validade da “lógica linear”, mas não conseguiram estabelecer qualquer lógica multilinear, não linear ou coisa que o valha para refutar as velhas premissas das teorias do conhecimento embasadas sobretudo em Aristóteles. Criticando a lama em que os porcos iluministas chafurdam, as bernes encalacradas sugerem aos seus hospedeiros os esgotos pútridos da irracionalidade.
A presunção dos parasitas pós-modernos também começa lá na metafísica tosca de Kant. Sim, não há ninguém “neutro”, tampouco livre de influências, mas essa visão puramente quantitativa da verdade, desprovida do conhecimento mesmo dos fundamentos da própria objetualidade, legitimou o pai dos métodos tronchos e modelos apriorísticos baseados no umbigo do sujeito e no desconhecimento do objeto: o subjetivismo. A partir desse “cada um na sua”, nasce nas planícies áridas da ignorância o cacto relativista.
É nisso que dá a “razão” sem Deus dos modernos e o “nem razão moderna, nem Deus” dos ditos pós-modernos. Quando a Bíblia fala que a sabedoria edificou para si uma casa, é porque tal sabedoria não só é possível, como habita num lugar definido e seguro. Quando por meio do profeta Oséias Deus declara que meu povo padece por falta de conhecimento, fica claro que o conhecimento não só é possível como é absolutamente necessário ao homem. Quando observa-se a evolução das idéias materialistas e os resultados medonhos do advento destas na sociedade, percebe-se que a humanidade jamais deveria ter esquecido que o temor do Senhor é o princípio da sabedoria.
Pior do que a burrice dos materialistas é a dos sedizentes cristãos que endossam os tais pressupostos pós-modernos. Mas é assim mesmo. O suicídio intelectual e o espiritual sempre andaram juntos.
Engraçado é que eles criticam a validade da “lógica linear”, mas não conseguiram estabelecer qualquer lógica multilinear, não linear ou coisa que o valha para refutar as velhas premissas das teorias do conhecimento embasadas sobretudo em Aristóteles. Criticando a lama em que os porcos iluministas chafurdam, as bernes encalacradas sugerem aos seus hospedeiros os esgotos pútridos da irracionalidade.
A presunção dos parasitas pós-modernos também começa lá na metafísica tosca de Kant. Sim, não há ninguém “neutro”, tampouco livre de influências, mas essa visão puramente quantitativa da verdade, desprovida do conhecimento mesmo dos fundamentos da própria objetualidade, legitimou o pai dos métodos tronchos e modelos apriorísticos baseados no umbigo do sujeito e no desconhecimento do objeto: o subjetivismo. A partir desse “cada um na sua”, nasce nas planícies áridas da ignorância o cacto relativista.
É nisso que dá a “razão” sem Deus dos modernos e o “nem razão moderna, nem Deus” dos ditos pós-modernos. Quando a Bíblia fala que a sabedoria edificou para si uma casa, é porque tal sabedoria não só é possível, como habita num lugar definido e seguro. Quando por meio do profeta Oséias Deus declara que meu povo padece por falta de conhecimento, fica claro que o conhecimento não só é possível como é absolutamente necessário ao homem. Quando observa-se a evolução das idéias materialistas e os resultados medonhos do advento destas na sociedade, percebe-se que a humanidade jamais deveria ter esquecido que o temor do Senhor é o princípio da sabedoria.
Pior do que a burrice dos materialistas é a dos sedizentes cristãos que endossam os tais pressupostos pós-modernos. Mas é assim mesmo. O suicídio intelectual e o espiritual sempre andaram juntos.
quarta-feira, 28 de junho de 2006
'Ad botocundiam', essa falácia é nossa!
Pela natureza do meu ofício, sempre procuro estar atento à presença das variadas formas de manipulações, falsificações e falácias que permeiam as relações humanas. E se há algo que aprendi, é que, seja nas conversas na fila do banco ou analisando o conteúdo dos meios de comunicação de massa, todo cuidado é pouco. De uns tempos para cá, fazendo essa pesquisa de campo às vezes até de forma involuntária, ainda assim acabei por descobrir uma nova categoria de falácia. Só no Brasil ela poderia surgir, e aqui é usada compulsivamente. Deve ter suas versões devidamente regionalizadas em outras plagas, mas certamente é a expressão mais macabra e emburrecedora que o patriotismo doentio pode parir. Uma vez identificada, classifiquei-a de argumentum ad botocundiam.
O ad botocundiam, na verdade, é uma variante do ad verecundiam, o argumento de autoridade, e se refere ao Brasil, aos brasileiros, à cultura brasileira, como se em tudo isso existisse alguma autoridade per si. Ao defender o óbvio, ou coisas que deram certo em outros países pelo simples fato de que dariam certo em qualquer lugar, o botocudo usa o ad botocundiam para afirmar que “o Brasil é diferente”, “nosso caso é outro”, e pior: “ah, mas nós devemos encontrar soluções nossas”.
Ouço tais sandices e fico pensando o que há de tão especial num povo que mal consegue se ater aos fatos – e as provas estão aí - e não contorna problemas há muito tempo superados por outras nações. Mas que ainda assim se considera o supra-sumo da humanidade, com atributos diferentes do restante da raça humana; e, por isso, distinto demais para fazer o que é certo para os outros.
Constatei também que quem usa o ad botocundiam não percebe as implicações subjacentes de sua atitude: se o Brasil nada precisa imitar de outros povos, pois é um caso à parte, logo também nada tem a acrescentar ao mundo. Mas se disso você alertar quem usa essa falácia/patriotada, ele te ridiculariza, diz que você é um desertor, que se vendeu, que é um ressentido etc. Lógica, definitivamente, não seria o forte de quem usa o ad botocundiam.
É exatamente a tentativa de driblar a consciência dessa constatação – de que a Botocúndia está longe de ser exemplo para o mundo - que faz o usuário do argumentum ad botocundiam se exaltar tão facilmente. Pois a muleta psíquica, a prótese existencial de um povo frívolo não pode ser chutada assim, de forma tão implacável. Mais que uma falácia, o ad botocundiam mostra que a desinformação e o orgulho besta podem descambar na cegueira e fazer um país sucumbir a um estado de torpor ufanista mesmo quando a corrosão institucional, a decadência, e o caos social tornam-se praticamente sinônimos do seu nome.
O ad botocundiam, na verdade, é uma variante do ad verecundiam, o argumento de autoridade, e se refere ao Brasil, aos brasileiros, à cultura brasileira, como se em tudo isso existisse alguma autoridade per si. Ao defender o óbvio, ou coisas que deram certo em outros países pelo simples fato de que dariam certo em qualquer lugar, o botocudo usa o ad botocundiam para afirmar que “o Brasil é diferente”, “nosso caso é outro”, e pior: “ah, mas nós devemos encontrar soluções nossas”.
Ouço tais sandices e fico pensando o que há de tão especial num povo que mal consegue se ater aos fatos – e as provas estão aí - e não contorna problemas há muito tempo superados por outras nações. Mas que ainda assim se considera o supra-sumo da humanidade, com atributos diferentes do restante da raça humana; e, por isso, distinto demais para fazer o que é certo para os outros.
Constatei também que quem usa o ad botocundiam não percebe as implicações subjacentes de sua atitude: se o Brasil nada precisa imitar de outros povos, pois é um caso à parte, logo também nada tem a acrescentar ao mundo. Mas se disso você alertar quem usa essa falácia/patriotada, ele te ridiculariza, diz que você é um desertor, que se vendeu, que é um ressentido etc. Lógica, definitivamente, não seria o forte de quem usa o ad botocundiam.
É exatamente a tentativa de driblar a consciência dessa constatação – de que a Botocúndia está longe de ser exemplo para o mundo - que faz o usuário do argumentum ad botocundiam se exaltar tão facilmente. Pois a muleta psíquica, a prótese existencial de um povo frívolo não pode ser chutada assim, de forma tão implacável. Mais que uma falácia, o ad botocundiam mostra que a desinformação e o orgulho besta podem descambar na cegueira e fazer um país sucumbir a um estado de torpor ufanista mesmo quando a corrosão institucional, a decadência, e o caos social tornam-se praticamente sinônimos do seu nome.
terça-feira, 20 de junho de 2006
A medida do Espírito
No ano de 2000, ao retornar de um impacto evangelístico da Jocum, em Porto Seguro, passei alguns dias na casa da família de um amigo em Ilhéus, junto a mais dois amigos. Lá, certo dia, recebemos uma visita muito especial: uma amiga de sua mãe, da Igreja Assembléia de Deus. Sábia e cheia da presença de Deus, conversou conosco no que, para mim, foi um dos mais agradáveis cafés da tarde de toda a minha vida.
Durante a conversa, entre exortações, conselhos e reflexões preciosas, esta senhora profetizou sobre as nossas vidas, na mais pura acepção da palavra ‘profetizar’: falou movida pelo Espírito de Deus – ou melhor – deixou Deus falar através dela; deixou-se ser usada por Deus.
Não é preciso dizer que a experiência, para mim e para meus amigos foi magnífica. Fomos confrontados, confortados, consolados e incentivados a fazer as mais extremas concessões à ação de Deus em nossas vidas. Mas, ao final da conversa, quando eu pensava já ter recebido tudo o que Deus reservara para mim naquele dia, essa abençoada mulher disse:
- Amigos, agora vou embora, para que façamos tudo conforme a medida do Espírito.
“A medida do Espírito.” Tais palavras atingiram-me em cheio. “Tudo conforme a medida do Espírito”.
Pensei: É isso!
Sim! Nem mais, nem menos! Nada deixar por fazer, e não fazer nada mais do que Deus direciona! Tudo à medida do Espírito Santo. Ah, e o quão sensível preciso estar ao Santo Espírito!
- Deus, só Tu podes me ajudar a fazer tudo sempre conforme a medida do Espírito!
Porque a completa obediência a Ele é o alvo do cristão. Em tudo, até nos detalhes. Assim Ele é plenamente glorificado.
Durante a conversa, entre exortações, conselhos e reflexões preciosas, esta senhora profetizou sobre as nossas vidas, na mais pura acepção da palavra ‘profetizar’: falou movida pelo Espírito de Deus – ou melhor – deixou Deus falar através dela; deixou-se ser usada por Deus.
Não é preciso dizer que a experiência, para mim e para meus amigos foi magnífica. Fomos confrontados, confortados, consolados e incentivados a fazer as mais extremas concessões à ação de Deus em nossas vidas. Mas, ao final da conversa, quando eu pensava já ter recebido tudo o que Deus reservara para mim naquele dia, essa abençoada mulher disse:
- Amigos, agora vou embora, para que façamos tudo conforme a medida do Espírito.
“A medida do Espírito.” Tais palavras atingiram-me em cheio. “Tudo conforme a medida do Espírito”.
Pensei: É isso!
Sim! Nem mais, nem menos! Nada deixar por fazer, e não fazer nada mais do que Deus direciona! Tudo à medida do Espírito Santo. Ah, e o quão sensível preciso estar ao Santo Espírito!
- Deus, só Tu podes me ajudar a fazer tudo sempre conforme a medida do Espírito!
Porque a completa obediência a Ele é o alvo do cristão. Em tudo, até nos detalhes. Assim Ele é plenamente glorificado.
sexta-feira, 9 de junho de 2006
Política à luz da Bíblia
Dias atrás, ao comentar no blog O Tempora O Mores, fiz uma brincadeira com o teólogo Solano Portela: afirmei que lançaria a campanha “SSS - Senta o sarrafo, Solano!” para incentivá-lo a escrever mais sobre política. O motivo é simples: quando a maior parte dos mestres no ensino das Sagradas Escrituras parece sucumbir à ideologia socialista, encontro um teólogo cujos textos merecem mais destaque pelo simples fato de refutar toda essa série de mentiras grotescas recorrendo simplesmente à leitura cuidadosa da Bíblia. E sem ginástica retórica.
Segue alguns trechos de seus artigos.
Sobre o socialismo:
(...) alguns proponentes mais insistentes passam a defender que a visão socialista é algo típico do Novo Testamento, apelando ao registro de Atos 2.42-47 – à comunidade de bens. Mas a exegese correta do relato, à luz do contexto textual e histórico, não fornece qualquer base para um modelo comunista de governo aplicável às nações da terra. Primeiro, temos aqui um registro histórico-descritivo de um micro-cosmo social existente entre cristãos, não uma definição prescritiva aos governos e governantes (um texto prescritivo é, por exemplo, a passagem claramente anti-socialista de 1 Ts 3.10 – “se alguém não quer trabalhar, também não coma”).(...)
Precisamos, como cristãos, reconhecer que essa moda de subscrição à cartilha socialista, que perdura há várias décadas, é carente de sustentação teológica e capenga em uma premissa que é totalmente anti-bíblica: a bondade natural do homem. Do artigo Socialismo na Bíblia? Mitos e verdades
Sobre as atribuições bíblicas do Estado, Solano ressalta:
(...)O livro que Deus escreveu para o homem – A Bíblia – ensina a origem da autoridade, e constatamos que ela procede de Deus (João 19.10-11). Ela também nos faz entender a origem do estado, e constatamos que ele se tornou necessário após a queda do homem em pecado, sendo formalmente instituído após o dilúvio (Gênesis 9); igualmente ela explicita o propósito principal do governo – a segurança dos seus governados (Romanos 13).
(...)
Em todas essas questões, vamos encontrar a Bíblia dando diretrizes que focalizam a tarefa principal do governo – a repressão aos malfeitores e o reconhecimento dos que praticam o bem (1 Pedro 2.13-14).
(...)
Na sociedade, a autoridade recebida de Deus é exercida pelo governo civil. Sem dúvida, de acordo com o texto magno de Romanos 13.1-7, os governantes têm a obrigação primordial de zelar pela ordem civil. É simples assim! Todas as demais questões nas quais se envolvem, são supérfluas. Todas elas tiram o foco e a concentração do principal – essa é a grande razão de estarmos envolvidos neste caos – porque durante anos, o governo tem sido voraz e temos alimentado a sua insaciabilidade. Do artigo Insegurança e Comoção Social – quando o governo perde o foco do seu propósito principal
Outras excelentes ponderações também podem ser encontradas no artigo FOME, capitalismo e a necessidade de precisão na análise.
Oro para que cada vez mais os cristãos sejam sal da terra e luz do mundo também no que tange à política. Que ao invés de politizar a Igreja - o que muitos têm feito – a Igreja passe a fazer com que os princípios eternos da Palavra de Deus influenciem cada vez mais nossas lideranças e nosso quadro institucional. Assim o Brasil poderá, de fato, ser uma nação cujo Deus é o Senhor.
Segue alguns trechos de seus artigos.
Sobre o socialismo:
(...) alguns proponentes mais insistentes passam a defender que a visão socialista é algo típico do Novo Testamento, apelando ao registro de Atos 2.42-47 – à comunidade de bens. Mas a exegese correta do relato, à luz do contexto textual e histórico, não fornece qualquer base para um modelo comunista de governo aplicável às nações da terra. Primeiro, temos aqui um registro histórico-descritivo de um micro-cosmo social existente entre cristãos, não uma definição prescritiva aos governos e governantes (um texto prescritivo é, por exemplo, a passagem claramente anti-socialista de 1 Ts 3.10 – “se alguém não quer trabalhar, também não coma”).(...)
Precisamos, como cristãos, reconhecer que essa moda de subscrição à cartilha socialista, que perdura há várias décadas, é carente de sustentação teológica e capenga em uma premissa que é totalmente anti-bíblica: a bondade natural do homem. Do artigo Socialismo na Bíblia? Mitos e verdades
Sobre as atribuições bíblicas do Estado, Solano ressalta:
(...)O livro que Deus escreveu para o homem – A Bíblia – ensina a origem da autoridade, e constatamos que ela procede de Deus (João 19.10-11). Ela também nos faz entender a origem do estado, e constatamos que ele se tornou necessário após a queda do homem em pecado, sendo formalmente instituído após o dilúvio (Gênesis 9); igualmente ela explicita o propósito principal do governo – a segurança dos seus governados (Romanos 13).
(...)
Em todas essas questões, vamos encontrar a Bíblia dando diretrizes que focalizam a tarefa principal do governo – a repressão aos malfeitores e o reconhecimento dos que praticam o bem (1 Pedro 2.13-14).
(...)
Na sociedade, a autoridade recebida de Deus é exercida pelo governo civil. Sem dúvida, de acordo com o texto magno de Romanos 13.1-7, os governantes têm a obrigação primordial de zelar pela ordem civil. É simples assim! Todas as demais questões nas quais se envolvem, são supérfluas. Todas elas tiram o foco e a concentração do principal – essa é a grande razão de estarmos envolvidos neste caos – porque durante anos, o governo tem sido voraz e temos alimentado a sua insaciabilidade. Do artigo Insegurança e Comoção Social – quando o governo perde o foco do seu propósito principal
Outras excelentes ponderações também podem ser encontradas no artigo FOME, capitalismo e a necessidade de precisão na análise.
Oro para que cada vez mais os cristãos sejam sal da terra e luz do mundo também no que tange à política. Que ao invés de politizar a Igreja - o que muitos têm feito – a Igreja passe a fazer com que os princípios eternos da Palavra de Deus influenciem cada vez mais nossas lideranças e nosso quadro institucional. Assim o Brasil poderá, de fato, ser uma nação cujo Deus é o Senhor.
terça-feira, 30 de maio de 2006
Gondim, mais uma vez, discordo
O cristianismo não precisa advogar tanto a ortodoxia. O mundo já não se interessa pela defesa de verdades, quaisquer que sejam elas. Existe um fastio quanto a dogmatismos — ideológicos ou religiosos. O anseio é por coerência entre discurso e vida.
Ricardo Gondim, no artigo Salvemos a próxima geração
Ortodoxia é importante sim. Quem não é fiel à Palavra de Deus nem mesmo na exegese, na teoria, será fiel na prática? Duvido. Quem não honra a Revelação divina - pura, simples e milenar, que mudou a história de pessoas e povos inteiros - nem mesmo na hermenêutica, não honrará uma interpretação moderninha qualquer na prática.
E daí que o mundo não se interessa pela defesa de verdades? Quem disse que o que se pensa no mundo deve ser referência para a atuação da Igreja?
De que adianta a coerência entre vida e um discurso distorcido, mentiroso?
A maior dificuldade dos cristãos para harmonizar discurso e prática é que, ao contrário dos discípulos e defensores de todas as outras religiões, teorias e ideologias, o cristão não acredita num discurso inventado por homens. Mas sempre há aqueles que tentam alguns atalhos, misturando cristianismo com outras coisinhas profundamente demoníacas.
Nem é preciso citar versículos que nos advertem quanto ao zelo pela genuína Palavra de Deus, não é mesmo?
Ricardo Gondim, no artigo Salvemos a próxima geração
Ortodoxia é importante sim. Quem não é fiel à Palavra de Deus nem mesmo na exegese, na teoria, será fiel na prática? Duvido. Quem não honra a Revelação divina - pura, simples e milenar, que mudou a história de pessoas e povos inteiros - nem mesmo na hermenêutica, não honrará uma interpretação moderninha qualquer na prática.
E daí que o mundo não se interessa pela defesa de verdades? Quem disse que o que se pensa no mundo deve ser referência para a atuação da Igreja?
De que adianta a coerência entre vida e um discurso distorcido, mentiroso?
A maior dificuldade dos cristãos para harmonizar discurso e prática é que, ao contrário dos discípulos e defensores de todas as outras religiões, teorias e ideologias, o cristão não acredita num discurso inventado por homens. Mas sempre há aqueles que tentam alguns atalhos, misturando cristianismo com outras coisinhas profundamente demoníacas.
Nem é preciso citar versículos que nos advertem quanto ao zelo pela genuína Palavra de Deus, não é mesmo?
terça-feira, 23 de maio de 2006
A mídia de massa, os cristãos, e uma proposta
Se me pedirem para apontar cinco jornais que estejam claramente acima desta média -- se me desafiarem a relacionar cinco jornais que sejam dirigidos de forma tão inteligente, justa, corajosa, decente e honesta como uma fábrica média de pregos, uma empresa de crédito imobiliário ou um negócio de importação de arenques --, levarei dois ou três dias para fazer a lista. E, quando ela estiver pronta e for lida pelo meirinho no tribunal, haverá um rumor de risadinhas abafadas à menção de quase todos eles. Estas risadinhas virão de jornalistas que devem saber um pouco mais do que eu sobre o assunto.
Sobre o Jornalismo - Henri Louis Mencken
Se aquilo que é mostrado é controlado, não há porque se preocupar com as opiniões que surgirão. Opinião depende diretamente da informação. Controlado o fluxo de informações, o grosso da opinião pública estará controlado. É simples assim, mas nunca pensamos que é com a gente. Manipulados são sempre os outros.
Tão importante quanto aquilo que está nos jornais é aquilo que NÃO está, aquilo que NÃO foi notícia. Para lê-los corretamente, não se pode esquecer nunca disso. O conteúdo essencial para que haja a possibilidade de se alcançar um mínimo de objetividade acerca dos fatos NÃO chega pelas grandes agências de notícias nem estará na maior parte dos jornais. E tão importante quanto à notícia dada, é a forma como foi dada. Essa forma, muitas vezes, fala mais sobre o veículo – seus interesses, o perfil intelectual de seus profissionais - do que do fato em si.
Ensina-se nas igrejas crianças e adolescentes a ler a Bíblia, entendê-la e a praticar seus preceitos. Mas será nos mass media que a fé receberá suas primeiras afrontas. Urge, portanto, fazê-los compreender os aspectos mais vis dos meios de comunicação – quem os controla, quem neles trabalha, e quais suas intenções. Fica a dica: oficinas de análise de conteúdo dos veículos de comunicação – com profissionais capacitados e maduros espiritualmente - para aguçar nos infantes o olhar crítico e oferecer-lhes critérios seletivos, tornando-os aptos para identificar a procedência e as intenções das idéias e das informações veiculadas. Assim poderão contornar a avalanche de engodo e desinformação que os cerca e faz o Corpo de Cristo tomar os mais equivocados posicionamentos em tantas ocasiões.
Sobre o Jornalismo - Henri Louis Mencken
Se aquilo que é mostrado é controlado, não há porque se preocupar com as opiniões que surgirão. Opinião depende diretamente da informação. Controlado o fluxo de informações, o grosso da opinião pública estará controlado. É simples assim, mas nunca pensamos que é com a gente. Manipulados são sempre os outros.
Tão importante quanto aquilo que está nos jornais é aquilo que NÃO está, aquilo que NÃO foi notícia. Para lê-los corretamente, não se pode esquecer nunca disso. O conteúdo essencial para que haja a possibilidade de se alcançar um mínimo de objetividade acerca dos fatos NÃO chega pelas grandes agências de notícias nem estará na maior parte dos jornais. E tão importante quanto à notícia dada, é a forma como foi dada. Essa forma, muitas vezes, fala mais sobre o veículo – seus interesses, o perfil intelectual de seus profissionais - do que do fato em si.
Ensina-se nas igrejas crianças e adolescentes a ler a Bíblia, entendê-la e a praticar seus preceitos. Mas será nos mass media que a fé receberá suas primeiras afrontas. Urge, portanto, fazê-los compreender os aspectos mais vis dos meios de comunicação – quem os controla, quem neles trabalha, e quais suas intenções. Fica a dica: oficinas de análise de conteúdo dos veículos de comunicação – com profissionais capacitados e maduros espiritualmente - para aguçar nos infantes o olhar crítico e oferecer-lhes critérios seletivos, tornando-os aptos para identificar a procedência e as intenções das idéias e das informações veiculadas. Assim poderão contornar a avalanche de engodo e desinformação que os cerca e faz o Corpo de Cristo tomar os mais equivocados posicionamentos em tantas ocasiões.
terça-feira, 16 de maio de 2006
Escola em Casa – novo blog
Leonardo da Vinci, Mozart, Graham Bell, Thomas Edison, Abraham Lincoln, George Washington, Jonathan Edwards, Dwight L. Moody, John Owen, irmãos Wesley, Albert Einstein, Blaise Pascal, Winston Churchill, Benjamin Franklin, Charles Dickens, C.S. Lewis, George Bernard Shaw, Mark Twain, Charles Chaplin, John Stuart Mill, Montesquieu, Tolstoy.
O que estas pessoas têm em comum? Estudaram em seus lares por boa parte de suas vidas. Essa lista de célebres homens e mulheres é ainda mais extensa e certamente inclui alguns que jamais chegaram a adentrar uma sala de aula. Pois educar os filhos e estudar em casa sempre foi algo comum para famílias de várias culturas e etnias ao longo das épocas. Infelizmente, após o advento da modernidade, o Estado totalitário de inspiração iluminista roubou esse direito inalienável de vastos contingentes populacionais.
É pelo resgate dessa antiga prerrogativa da família que luta meu amigo Julio Severo, que acaba de montar um blog repleto de valiosas informações sobre o homeschooling: http://www.escolaemcasa.blogspot.com/
Não deixem de visitar!
Engenharia comportamental, doutrinação ideológica: foram se os tempos quais as crianças eram educadas. Diante desse quadro, o direito ao ensino doméstico passa a ser para os cristãos uma opção da qual não se pode abrir mão.
Antes que me perguntem: não, não sou contrário às escolas tal qual conhecemos. Não sou contrário ao "o quê", e sim ao "como". Assunto para outro post.
O que estas pessoas têm em comum? Estudaram em seus lares por boa parte de suas vidas. Essa lista de célebres homens e mulheres é ainda mais extensa e certamente inclui alguns que jamais chegaram a adentrar uma sala de aula. Pois educar os filhos e estudar em casa sempre foi algo comum para famílias de várias culturas e etnias ao longo das épocas. Infelizmente, após o advento da modernidade, o Estado totalitário de inspiração iluminista roubou esse direito inalienável de vastos contingentes populacionais.
É pelo resgate dessa antiga prerrogativa da família que luta meu amigo Julio Severo, que acaba de montar um blog repleto de valiosas informações sobre o homeschooling: http://www.escolaemcasa.blogspot.com/
Não deixem de visitar!
Engenharia comportamental, doutrinação ideológica: foram se os tempos quais as crianças eram educadas. Diante desse quadro, o direito ao ensino doméstico passa a ser para os cristãos uma opção da qual não se pode abrir mão.
Antes que me perguntem: não, não sou contrário às escolas tal qual conhecemos. Não sou contrário ao "o quê", e sim ao "como". Assunto para outro post.
sábado, 6 de maio de 2006
A redução ontológica e o “Ide”
Liga-se a tevê e eis os telejornais com aquela avalanche de preocupações com saúde pública, amparo aos aposentados, direitos trabalhistas de toda ordem, “cidadania” e todas aquelas nojentas palavras-de-ordem lacrimogênias com o termo “social” no fim. A primazia dos impulsos secundários. Repetem-se os clichês em favor da “auto-estima”, conceito estranho, difuso, que, sob seus auspícios, faz florescer a nova geração dos ególatras com sua peculiar moral de plástico, coitadista, cinicamente multiculturalista e politicamente correta.
O homem moderno parece um frágil bichinho de estimação que a cada passo que dá precisa de mil e um cuidados do Leviatãzão estatal, esse hábil amestrador. Um frouxo, um chorão, um covarde, um subserviente.
A fé, a família, as responsabilidades pessoais, a defesa da pátria, a defesa dos valores que proporcionaram o desenvolvimento da sociedade – os impulsos primários - tudo isso é um fardo pesado demais para o homem moderno. Para essas coisas tenta-se de todas as formas criar “novos paradigmas”. Ávida está a Academia para enterrar o que chama de “famíla tradicional”. A combinação da cultura de shopping center com as ideologias de massa fizeram do cidadão ocidental médio um autêntico palerma. Que já cogita entregar-se servilmente aos homens-bomba, ainda que devidamente anestesiado com lixo acadêmico e midiático, mas que não hesita em abortar um filho que venha obstruir sua vida umbigolátrica de poodle com a camisa do “Che”.
Eric Voegelin usou o termo redução ontológica para se referir a essa mudança de enfoque sobre aquilo que realmente importa para uma civilização. De Deus, do summum bonum, caiu para o summum malum – o medo da morte, introduzido por Hobbes. Depois buscou-se a estabilidade da ordem civilizacional na “Razão”, com “r” maiúsculo, dos desastrados e satânicos iluministas. Mas logo esta logo é pisoteada pelo utilitarismo de John Stuart Mill. Nas palavras de Voegelin, a fase final do processo:
A tentativa de substituir a razão pelo útil foi seguida por outras etapas de descensão ontológica – como, por exemplo, pelo descenso às forças tecnológicas da produção, em Marx; à estrutura racial dos grupos humanos, em Gobineau e seus seguidores; e, finalmente, aos impulsos biológicos, na psicologia do inconsciente. Assim, a substância da ordem desceu, na escala ontológica, a partir de Deus, resvalando hierarquia abaixo pela razão, a inteligência pragmática, a utilidade, as forças de produção e determinantes raciais, até chegar aos impulsos biológicos.
Concluindo: Jesus orientou: buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e as demais coisas vos serão acrescentadas, mas nos últimos séculos tentou-se forjar as mais estapafúrdias alternativas para contornar este mandamento e sua amável promessa. Não se buscou o Reino de Deus e agora outros reinos - o de Allah e o do Estado-babá, protótipo do reino do Anticristo - estão aí, às portas.
Estão os cristãos preparados para reconduzir ao menos o Ocidente (a ordem na realidade é: ide POR TODO O MUNDO e pregai o Evangelho) aos pés da cruz? Ou será que os impulsos biológicos falaram mais alto que o Espírito Santo na vida dos ocidentais sedizentes discípulos de Cristo?
O homem moderno parece um frágil bichinho de estimação que a cada passo que dá precisa de mil e um cuidados do Leviatãzão estatal, esse hábil amestrador. Um frouxo, um chorão, um covarde, um subserviente.
A fé, a família, as responsabilidades pessoais, a defesa da pátria, a defesa dos valores que proporcionaram o desenvolvimento da sociedade – os impulsos primários - tudo isso é um fardo pesado demais para o homem moderno. Para essas coisas tenta-se de todas as formas criar “novos paradigmas”. Ávida está a Academia para enterrar o que chama de “famíla tradicional”. A combinação da cultura de shopping center com as ideologias de massa fizeram do cidadão ocidental médio um autêntico palerma. Que já cogita entregar-se servilmente aos homens-bomba, ainda que devidamente anestesiado com lixo acadêmico e midiático, mas que não hesita em abortar um filho que venha obstruir sua vida umbigolátrica de poodle com a camisa do “Che”.
Eric Voegelin usou o termo redução ontológica para se referir a essa mudança de enfoque sobre aquilo que realmente importa para uma civilização. De Deus, do summum bonum, caiu para o summum malum – o medo da morte, introduzido por Hobbes. Depois buscou-se a estabilidade da ordem civilizacional na “Razão”, com “r” maiúsculo, dos desastrados e satânicos iluministas. Mas logo esta logo é pisoteada pelo utilitarismo de John Stuart Mill. Nas palavras de Voegelin, a fase final do processo:
A tentativa de substituir a razão pelo útil foi seguida por outras etapas de descensão ontológica – como, por exemplo, pelo descenso às forças tecnológicas da produção, em Marx; à estrutura racial dos grupos humanos, em Gobineau e seus seguidores; e, finalmente, aos impulsos biológicos, na psicologia do inconsciente. Assim, a substância da ordem desceu, na escala ontológica, a partir de Deus, resvalando hierarquia abaixo pela razão, a inteligência pragmática, a utilidade, as forças de produção e determinantes raciais, até chegar aos impulsos biológicos.
Concluindo: Jesus orientou: buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e as demais coisas vos serão acrescentadas, mas nos últimos séculos tentou-se forjar as mais estapafúrdias alternativas para contornar este mandamento e sua amável promessa. Não se buscou o Reino de Deus e agora outros reinos - o de Allah e o do Estado-babá, protótipo do reino do Anticristo - estão aí, às portas.
Estão os cristãos preparados para reconduzir ao menos o Ocidente (a ordem na realidade é: ide POR TODO O MUNDO e pregai o Evangelho) aos pés da cruz? Ou será que os impulsos biológicos falaram mais alto que o Espírito Santo na vida dos ocidentais sedizentes discípulos de Cristo?
quinta-feira, 27 de abril de 2006
Sede de excelência
O profeta Daniel, em sua juventude, não só resolveu não se contaminar com as finas iguarias do rei, como também não comeu do pão da preguiça. Pois não foi à-toa que entre os eruditos jovens de Judá, quando o reino estava sob jugo babilônico, lá estava Daniel, aprovado no “vestibular” do rei Nabucodonozor. Ali chegou mostrando que até se alimentar melhor que os outros jovens escolhidos ele sabia. Quanto à sabedoria e o conhecimento, o próprio Aspenaz considerou Daniel e seus amigos “apenas” dez vezes mais sábios que os magos e encantadores da Babilônia.
Percebo com isso que a fidelidade de Daniel a Deus, louvável durante sua exemplar trajetória, começou muito antes, com um forte anseio de dar o melhor de si em tudo, com o simples objetivo de glorificar o nome do Deus de Judá em cada circunstância de sua vida. Ousado, disciplinado, sensível às revelações de Deus e com uma superioridade intelectual e espiritual que em seu semblante acabou por tornar-se notória, vide o episódio da escolha de sua dieta.
Desnecessário é dizer que Daniel deve ser um exemplo de conduta para a vida de todos os cristãos - num tempo em que a palavra ‘excelência’ deixou de ser valorizada. Tempo no qual se vê os que deveriam ser mestres na Palavra “dando na trave” em sermões, servos desleixados nas igrejas, músicos pífios e ministros imaturos conduzindo o louvor e a adoração e a mediocridade prevalecendo em várias áreas da nossa própria vida.
Verdade é: Aspenaz, eunuco de Nabucodonozor, escolheu os melhores. Já Jesus escolheu para seus discípulos - que mais tarde se tornaram os grandes líderes da igreja primitiva - jovens simplórios, néscios e birrentos. Não há problema nenhum em ser como eram os recém-escolhidos discípulos de Jesus. O que não se pode é permanecer assim por toda a vida, em tantas áreas. A vida dos apóstolos e a de Daniel devem inspirar cada cristão a ter sede de dar o melhor de si em todas as coisas, para que o Reino cresça e que, repletos da sabedoria vinda do alto e sem o cheiro da carne em nós, fechemos as bocas dos leões da Babilônia moderna.
Percebo com isso que a fidelidade de Daniel a Deus, louvável durante sua exemplar trajetória, começou muito antes, com um forte anseio de dar o melhor de si em tudo, com o simples objetivo de glorificar o nome do Deus de Judá em cada circunstância de sua vida. Ousado, disciplinado, sensível às revelações de Deus e com uma superioridade intelectual e espiritual que em seu semblante acabou por tornar-se notória, vide o episódio da escolha de sua dieta.
Desnecessário é dizer que Daniel deve ser um exemplo de conduta para a vida de todos os cristãos - num tempo em que a palavra ‘excelência’ deixou de ser valorizada. Tempo no qual se vê os que deveriam ser mestres na Palavra “dando na trave” em sermões, servos desleixados nas igrejas, músicos pífios e ministros imaturos conduzindo o louvor e a adoração e a mediocridade prevalecendo em várias áreas da nossa própria vida.
Verdade é: Aspenaz, eunuco de Nabucodonozor, escolheu os melhores. Já Jesus escolheu para seus discípulos - que mais tarde se tornaram os grandes líderes da igreja primitiva - jovens simplórios, néscios e birrentos. Não há problema nenhum em ser como eram os recém-escolhidos discípulos de Jesus. O que não se pode é permanecer assim por toda a vida, em tantas áreas. A vida dos apóstolos e a de Daniel devem inspirar cada cristão a ter sede de dar o melhor de si em todas as coisas, para que o Reino cresça e que, repletos da sabedoria vinda do alto e sem o cheiro da carne em nós, fechemos as bocas dos leões da Babilônia moderna.
terça-feira, 18 de abril de 2006
Agitação política e miséria espiritual
Um dos clichês presentes na ponta da língua de ateus peso-pena (99% dos casos) é o de que a fé no sobrenatural e em verdades absolutas constitui uma fuga da realidade, uma muleta para almas fracas. Na Academia muito se fala também que o estabelecimento e a defesa da verdade e da fé não passam de estratégia para fazer com que homens se submetam a outros. É comum ouvir os tais intelectuais tagarelarem o que Michel Foucault afirmou em seu Microfísica do Poder:
A "verdade" está circularmente ligada a sistemas de poder, que a produzem e apóiam, e a efeitos de poder que ela induz e que a reproduzem. "Regime" da verdade.
Logo adiante declara:
O problema político essencial para o intelectual não é criticar os conteúdos ideológicos que estariam ligados à ciência ou fazer com que sua prática científica seja acompanhada por uma ideologia justa; mas saber se é possível constituir uma nova política da verdade. O problema não é mudar a "consciência" das pessoas, ou o que elas têm na cabeça, mas o regime político, econômico, institucional de produção da verdade.
Não se trata de libertar a verdade de todo o sistema de poder – o que seria quimérico, na medida em que a própria verdade é poder – mas de desvincular o poder da verdade das formas de hegemonia (sociais, econômicas, culturais) no interior nas quais ela funciona no momento.
Para o Foucault, que morreu de Aids - deveria pensar que a existência do HIV não passava de um discurso do moralismo capitalista para dominar e reprimir as pessoas - a verdade, que ele fez tanta questão de pô-la sempre entre aspas, crendo que a inexistência dela fosse, uma... verdade, existia apenas como instrumento de dominação, de poder, para a implantação de hierarquias e regimes. Uma mera ferramenta criada pelos homens repletos da libido dominandi da qual falava Hobbes.
Jovens mais preocupados em "sair na balada" e "ficar" com a gatinha certa, ao entrar em contato com tais teses, logo aprendem a papagaiá-las – sempre prontos que estão a absorver qualquer coisa que dê certa consistência ao "faço faculdade". De fato, nada mais justo que consagrar a mesa de bar como o local mais apropriado para a livre circulação das idéias de Foucault.
No entanto, sem a verdade o homem não vive. E com o sufocante vácuo espiritual contemporâneo, as pessoas
não só passam a acreditar que a solução para suas vidas é ingressar na igreja Jedi ou na do deus Maradona, como se apegam a preceitos como o de Foucault e à infinita cadeia – não há termo mais preciso - de reivindicacionalismos que ele suscita. Assim a agitação política passa a ser o diclofenaco psíquico dos que não reconhecem a veracidade (como poderiam?) da máxima de Spinoza: sentimos e experimentamos que somos eternos.
Não há fuga maior da patente realidade espiritual do que restringir toda a missão dos homens na Terra à esfera sócio-cósmica. Aí está a essência do velho gnosticismo do início da era cristã. Eis a força motriz das ideologias totalitárias modernas. Sem dúvida, uma das mais eficazes ferramentas na mão do diabo atualmente e que pode funcionar mesmo para os cristãos. Quem dá testemunho disso é o demônio Screwtape, da ficção de C.S. Lewis Cartas do Inferno:
Uma vez providenciado para que encontros, panfletos, políticas, movimentos, causas e cruzadas comecem a ter muito mais importância para ele do que as orações, ordenanças e a caridade, ele é nosso e quanto mais religioso (nestes termos) ele for, mais seguramente nosso ele se tornará. Eu poderia mostrar a você uma gaiola cheia desse tipo de almas aqui embaixo.
Que o cristão fique atento para que também não caia nessa armadilha. Alguns não só já caíram nela como a transformaram em "teologia" e em balizas para suas missiologias. Outros não chegaram a tanto, mas sem querer, acabam contribuindo para a politização de todos os aspectos da vida e das atividades da Igreja de Cristo, lamentavelmente.
A "verdade" está circularmente ligada a sistemas de poder, que a produzem e apóiam, e a efeitos de poder que ela induz e que a reproduzem. "Regime" da verdade.
Logo adiante declara:
O problema político essencial para o intelectual não é criticar os conteúdos ideológicos que estariam ligados à ciência ou fazer com que sua prática científica seja acompanhada por uma ideologia justa; mas saber se é possível constituir uma nova política da verdade. O problema não é mudar a "consciência" das pessoas, ou o que elas têm na cabeça, mas o regime político, econômico, institucional de produção da verdade.
Não se trata de libertar a verdade de todo o sistema de poder – o que seria quimérico, na medida em que a própria verdade é poder – mas de desvincular o poder da verdade das formas de hegemonia (sociais, econômicas, culturais) no interior nas quais ela funciona no momento.
Para o Foucault, que morreu de Aids - deveria pensar que a existência do HIV não passava de um discurso do moralismo capitalista para dominar e reprimir as pessoas - a verdade, que ele fez tanta questão de pô-la sempre entre aspas, crendo que a inexistência dela fosse, uma... verdade, existia apenas como instrumento de dominação, de poder, para a implantação de hierarquias e regimes. Uma mera ferramenta criada pelos homens repletos da libido dominandi da qual falava Hobbes.
Jovens mais preocupados em "sair na balada" e "ficar" com a gatinha certa, ao entrar em contato com tais teses, logo aprendem a papagaiá-las – sempre prontos que estão a absorver qualquer coisa que dê certa consistência ao "faço faculdade". De fato, nada mais justo que consagrar a mesa de bar como o local mais apropriado para a livre circulação das idéias de Foucault.
No entanto, sem a verdade o homem não vive. E com o sufocante vácuo espiritual contemporâneo, as pessoas
não só passam a acreditar que a solução para suas vidas é ingressar na igreja Jedi ou na do deus Maradona, como se apegam a preceitos como o de Foucault e à infinita cadeia – não há termo mais preciso - de reivindicacionalismos que ele suscita. Assim a agitação política passa a ser o diclofenaco psíquico dos que não reconhecem a veracidade (como poderiam?) da máxima de Spinoza: sentimos e experimentamos que somos eternos.
Não há fuga maior da patente realidade espiritual do que restringir toda a missão dos homens na Terra à esfera sócio-cósmica. Aí está a essência do velho gnosticismo do início da era cristã. Eis a força motriz das ideologias totalitárias modernas. Sem dúvida, uma das mais eficazes ferramentas na mão do diabo atualmente e que pode funcionar mesmo para os cristãos. Quem dá testemunho disso é o demônio Screwtape, da ficção de C.S. Lewis Cartas do Inferno:
Uma vez providenciado para que encontros, panfletos, políticas, movimentos, causas e cruzadas comecem a ter muito mais importância para ele do que as orações, ordenanças e a caridade, ele é nosso e quanto mais religioso (nestes termos) ele for, mais seguramente nosso ele se tornará. Eu poderia mostrar a você uma gaiola cheia desse tipo de almas aqui embaixo.
Que o cristão fique atento para que também não caia nessa armadilha. Alguns não só já caíram nela como a transformaram em "teologia" e em balizas para suas missiologias. Outros não chegaram a tanto, mas sem querer, acabam contribuindo para a politização de todos os aspectos da vida e das atividades da Igreja de Cristo, lamentavelmente.
terça-feira, 11 de abril de 2006
Exercícios espirituais
Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina
I Carta de Paulo à Timóteo cap. 4, ver.16
Quantas coisas há para desviar a atenção daquele que valoriza a proximidade com Deus! As notícias – todas parecem importantíssimas; os anúncios – tentando incutir mais desejo, mais ambição, mais inquietação; as causas – todas parecendo tão nobres e justas; as inúmeras opções da indústria do entretenimento – eis o amigo ao telefone, convidando para assistir tal filme, tal disputa, ou para saborear tal prato ou bebida... Sem falar nos sonhos, projetos, o casamento, a família, os estudos, os trabalhos e os gostos, os hobbies... Na agitação da vida na metrópole, ainda que não seja numa das maiores, a busca daquele tempo interior, daquele momento no qual a alma pode se aquietar para buscar a presença de Deus e ouvir Sua voz acaba por se tornar um grande desafio, uma árdua batalha.
Oração, meditação, estudo da Bíblia, reflexão sobre os acontecimentos e sobre suas próprias atitudes, a contemplação daquilo que Deus fez e do que Ele tem feito: sem momentos de tempo e silêncio, esses exercícios espirituais, que, segundo o apóstolo Paulo, são muito mais proveitosos do qualquer outro exercício, se inviabilizam. Com o tempo a alma sente o desgaste, fica “fora de forma” e esse constante nado contra a corrente torna-se mais difícil. O risco de se deixar levar pela águas é crescente – estas encontram-se cada vez mais turvas, agitadas, poluídas e caudalosas.
Pobre da pessoa que, por alguma razão, deixa de praticar os exercícios espirituais a contento. Pior para aquela que nem falta deles sente, enredada pelas distrações mundanas ou por suas próprias fraquezas interiores. Não abrir mão desses instantes preciosos e manter-se vigilante durante o dia-a-dia, alerta para o que acontece ao nosso redor e em nosso coração (quem já não acordou repleto da alegria dEle e acabou o dia com a alma aos trapos?) não constitui excentricidade, luxo ou frescura; é cuidar de si próprio, é valorizar a própria vida, pois grande nuvem de testemunhas rodeia o discípulo de Jesus.
quinta-feira, 30 de março de 2006
A ONU começa a mostrar suas garras
"Os problemas da humanidade já não podem ser resolvidos pelos governos nacionais. O que é preciso é um Governo Mundial. A melhor maneira de realizá-lo é fortalecendo as Nações Unidas."
(Relatório sobre o Desenvolvimento Humano da ONU, 1994).
Os evangélicos brasileiros não podem mais fingir que não sabem. No dia 5 de dezembro último, o Diário do Comércio publicou o indispensável artigo Papai Noel em Depressão(1), de Olavo de Carvalho, no qual o filósofo dá detalhes da imensa batalha cultural entre os cristãos norte-americanos e o megacomplô globalista que pretende implantar um governo mundial, liderado pela ONU e financiado por entidades multimilionárias como a Rockefeller, Carnegie, MacArthur e Open Society.
Em 9 de março, no mesmo jornal, no artigo O Avesso do avesso(2), Olavo, destacou a natureza do globalismo: não se trata de estratégias econômicas ou de mero interesse geopolítico: trata-se sim, de todo um novo conceito de civilização, totalmente incompatível com os valores judaico-cristãos que serviram de base para a formação da civilização ocidental.Daí se explica a onda de antiamericanismo que varre o planeta, pois é nos EUA que o projeto dos planejadores mundiais encontra a franca oposição de uma intelectualidade pró-cristã, num embate que se reproduz parcialmente na disputa política entre conservadores e "liberals". Em Os evangélicos brasileiros e as causas do Anticristo (3), explico os interesses dessas grandes fundações e enumero algumas características da moral que a ONU tentará legitimar no planeta com seus projetos de planificação cultural. Dou algumas referências de artigos e sites. Livros que tratam da questão são citados pelo filósofo em O estupro das soberanias nacionais,(4) publicado no Diário do Comércio de 20 de março, artigo que ressalta o firme objetivo das Nações Unidas em legalizar a prática do aborto em todos os países do mundo e impor sanções econômicas aos que não se sujeitarem à nova diretriz. Ali, Olavo esclarece:
"De um lado, a substância ideológica dessa revolução é extraída diretamente do materialismo revolucionário do século XVIII: trata-se de criar uma sociedade global totalmente administrada e controlada por uma elite de intelectuais iluminados, porta-vozes da razão científica contra o obscurantismo das religiões e culturas tradicionais.
Mas todo esse racionalismo é somente uma casca brilhante construída para engodo das multidões (nisto incluído o "proletariado intelectual" das universidades). Por dentro, o iluminismo inteiro foi um amálgama tenebroso de ocultismo, magia, gnosticismo, sociedades secretas, rituais entre cômicos e macabros. Não há um só historiador sério que ignore isso.
Do mesmo modo, o laicismo "esclarecido" da nova ordem global é puro teatro. Suas fontes são as mesmas do ocultismo da "Nova Era". Seus gurus são Helena Petrovna Blavatsky, Alice Bailey, Aleister Crowley e outros saídos do mesmo esgoto espiritual."
Tenho plena certeza que a desinformação e o profundo despreparo para lidar com a questão, atribuídas a toda a intelectualidade brasileira pelo filósofo, um dos poucos defensores autênticos do cristianismo na grande mídia brasileira, se estende irrestritamente às cabeças pensantes da igreja evangélica brasileira. Exceções confirmam a regra. Nos EUA, qualquer adolescente cristão sabe desses fatos, e sabe o que implica cada vitória eleitoral dos "liberals".
De agora em diante, porém, não há mais como fugir da questão.
Que os evangélicos brasileiros cessem os ridículos e descabidos ataques aos conservadores norte-americanos com base nas informações da mídia anticristã, envolvida até a medula nesse demoníaco processo de planificação cultural, e percebam a virada intelectual que esse grupo empreendeu nos meandros acadêmicos ianques. Que deixem seus devaneios ideológicos estatólatras de lado, e compreendam os danos que a adesão a tais pressupostos implicam ao Evangelho em escala global, pois tal posicionamento acarretou na subserviência a um partido abortista(5), aliançado com narcotraficantes(6), que apóia amplamente o lobby gay(7) e "governou" o Brasil institucionalizando o suborno, a propina e a violação aos direitos individuais. A semelhança entre as causas desse partido com os planos da ONU torna claro a quem tantos líderes evangélicos estavam servindo e a apoiando, inconsciente e indiretamente. Até agora.
Referências:
1- Papai Noel em Depressão - http://www.olavodecarvalho.org/semana/051205dc.htm
2- O Avesso do avesso - http://www.midiasemmascara.org/artigo.php?sid=4657
3- Os evangélicos brasileiros e as causas do anticristo - http://profetaurbano.blogspot.com/2006/02/os-evanglicos-brasileiros-e-as-causas.html
4- O estupro das soberanias nacionais - http://www.olavodecarvalho.org/semana/060320dc.htm
5- Ver Considerações pessoais sobre o aborto em http://normabraga.blogspot.com/2005/11/consideraes-pessoais-sobre-o-aborto.html
6- Ver artigo Lula, réu confesso em http://www.midiasemmascara.org/artigo.php?sid=4140
7- Ver matéria Gays se encontrarão com ministro da SEDH em http://mixbrasil.uol.com.br/mundomix/centralplus/noticia.asp?id=3907
(Relatório sobre o Desenvolvimento Humano da ONU, 1994).
Os evangélicos brasileiros não podem mais fingir que não sabem. No dia 5 de dezembro último, o Diário do Comércio publicou o indispensável artigo Papai Noel em Depressão(1), de Olavo de Carvalho, no qual o filósofo dá detalhes da imensa batalha cultural entre os cristãos norte-americanos e o megacomplô globalista que pretende implantar um governo mundial, liderado pela ONU e financiado por entidades multimilionárias como a Rockefeller, Carnegie, MacArthur e Open Society.
Em 9 de março, no mesmo jornal, no artigo O Avesso do avesso(2), Olavo, destacou a natureza do globalismo: não se trata de estratégias econômicas ou de mero interesse geopolítico: trata-se sim, de todo um novo conceito de civilização, totalmente incompatível com os valores judaico-cristãos que serviram de base para a formação da civilização ocidental.Daí se explica a onda de antiamericanismo que varre o planeta, pois é nos EUA que o projeto dos planejadores mundiais encontra a franca oposição de uma intelectualidade pró-cristã, num embate que se reproduz parcialmente na disputa política entre conservadores e "liberals". Em Os evangélicos brasileiros e as causas do Anticristo (3), explico os interesses dessas grandes fundações e enumero algumas características da moral que a ONU tentará legitimar no planeta com seus projetos de planificação cultural. Dou algumas referências de artigos e sites. Livros que tratam da questão são citados pelo filósofo em O estupro das soberanias nacionais,(4) publicado no Diário do Comércio de 20 de março, artigo que ressalta o firme objetivo das Nações Unidas em legalizar a prática do aborto em todos os países do mundo e impor sanções econômicas aos que não se sujeitarem à nova diretriz. Ali, Olavo esclarece:
"De um lado, a substância ideológica dessa revolução é extraída diretamente do materialismo revolucionário do século XVIII: trata-se de criar uma sociedade global totalmente administrada e controlada por uma elite de intelectuais iluminados, porta-vozes da razão científica contra o obscurantismo das religiões e culturas tradicionais.
Mas todo esse racionalismo é somente uma casca brilhante construída para engodo das multidões (nisto incluído o "proletariado intelectual" das universidades). Por dentro, o iluminismo inteiro foi um amálgama tenebroso de ocultismo, magia, gnosticismo, sociedades secretas, rituais entre cômicos e macabros. Não há um só historiador sério que ignore isso.
Do mesmo modo, o laicismo "esclarecido" da nova ordem global é puro teatro. Suas fontes são as mesmas do ocultismo da "Nova Era". Seus gurus são Helena Petrovna Blavatsky, Alice Bailey, Aleister Crowley e outros saídos do mesmo esgoto espiritual."
Tenho plena certeza que a desinformação e o profundo despreparo para lidar com a questão, atribuídas a toda a intelectualidade brasileira pelo filósofo, um dos poucos defensores autênticos do cristianismo na grande mídia brasileira, se estende irrestritamente às cabeças pensantes da igreja evangélica brasileira. Exceções confirmam a regra. Nos EUA, qualquer adolescente cristão sabe desses fatos, e sabe o que implica cada vitória eleitoral dos "liberals".
De agora em diante, porém, não há mais como fugir da questão.
Que os evangélicos brasileiros cessem os ridículos e descabidos ataques aos conservadores norte-americanos com base nas informações da mídia anticristã, envolvida até a medula nesse demoníaco processo de planificação cultural, e percebam a virada intelectual que esse grupo empreendeu nos meandros acadêmicos ianques. Que deixem seus devaneios ideológicos estatólatras de lado, e compreendam os danos que a adesão a tais pressupostos implicam ao Evangelho em escala global, pois tal posicionamento acarretou na subserviência a um partido abortista(5), aliançado com narcotraficantes(6), que apóia amplamente o lobby gay(7) e "governou" o Brasil institucionalizando o suborno, a propina e a violação aos direitos individuais. A semelhança entre as causas desse partido com os planos da ONU torna claro a quem tantos líderes evangélicos estavam servindo e a apoiando, inconsciente e indiretamente. Até agora.
Referências:
1- Papai Noel em Depressão - http://www.olavodecarvalho.org/semana/051205dc.htm
2- O Avesso do avesso - http://www.midiasemmascara.org/artigo.php?sid=4657
3- Os evangélicos brasileiros e as causas do anticristo - http://profetaurbano.blogspot.com/2006/02/os-evanglicos-brasileiros-e-as-causas.html
4- O estupro das soberanias nacionais - http://www.olavodecarvalho.org/semana/060320dc.htm
5- Ver Considerações pessoais sobre o aborto em http://normabraga.blogspot.com/2005/11/consideraes-pessoais-sobre-o-aborto.html
6- Ver artigo Lula, réu confesso em http://www.midiasemmascara.org/artigo.php?sid=4140
7- Ver matéria Gays se encontrarão com ministro da SEDH em http://mixbrasil.uol.com.br/mundomix/centralplus/noticia.asp?id=3907
quinta-feira, 23 de março de 2006
Um compromisso
Além disso, a linguagem deles corrói como câncer;
2 Tim. 2:17
Querer ter a consciência limpa perante Deus ao final de cada frase que vier a escrever nesta vida. Talvez esse posicionamento faça um homem, na sua condição de cristão, escrever menos do que gostaria, mas o que ele deve de fato almejar são linhas cheias daquele sal. Para si e para seus estimados leitores. Argumentação honesta é imprescindível e bela retórica enriquece o texto, mas, se ao escrever, tal homem não confrontar sua própria alma e não levar algo vivo, fresco, belo e principalmente verdadeiro a quem lê seus escritos, tudo se resumirá a perda de tempo e de "energia" espiritual. Ele deve buscar o despertar do que há de melhor na interioridade de seus leitores, trazendo à tona a Verdade que dormita nas profundezas da alma humana, transpassando o oceano de sofismas e frivolidades que a afogam. Afinal, diz o Eclesiastes, Deus pôs a eternidade no coração do homem.
Ciente disso, deve tomar um rumo diferente do que fazem certos afloradores de tornados emocionais maliciosos e homicidamente sarcásticos. Desses, provém a letra que mata e o logos sem rhema. Muitos teóricos e sábios deste mundo escolheram esse descaminho: tomados que estão dessas "disposições mentais reprováveis", como bem descreveu o apóstolo Pedro, geram aquela sabedoria que outro apóstolo, Paulo, qualifica como "animal, terrena e diabólica". O resultado é terrível para envenenadores e envenenados. Exemplos? Nietzsche e Lênin morreram loucos. E não é isso que um autêntico cristão, seja um jornalista, um escritor ou um teórico, desejaria para quem lesse seus textos. Jesus advertiu: "Pelos frutos os conhecereis". Que o escritor cristão seja aprovado neste exame.
2 Tim. 2:17
Querer ter a consciência limpa perante Deus ao final de cada frase que vier a escrever nesta vida. Talvez esse posicionamento faça um homem, na sua condição de cristão, escrever menos do que gostaria, mas o que ele deve de fato almejar são linhas cheias daquele sal. Para si e para seus estimados leitores. Argumentação honesta é imprescindível e bela retórica enriquece o texto, mas, se ao escrever, tal homem não confrontar sua própria alma e não levar algo vivo, fresco, belo e principalmente verdadeiro a quem lê seus escritos, tudo se resumirá a perda de tempo e de "energia" espiritual. Ele deve buscar o despertar do que há de melhor na interioridade de seus leitores, trazendo à tona a Verdade que dormita nas profundezas da alma humana, transpassando o oceano de sofismas e frivolidades que a afogam. Afinal, diz o Eclesiastes, Deus pôs a eternidade no coração do homem.
Ciente disso, deve tomar um rumo diferente do que fazem certos afloradores de tornados emocionais maliciosos e homicidamente sarcásticos. Desses, provém a letra que mata e o logos sem rhema. Muitos teóricos e sábios deste mundo escolheram esse descaminho: tomados que estão dessas "disposições mentais reprováveis", como bem descreveu o apóstolo Pedro, geram aquela sabedoria que outro apóstolo, Paulo, qualifica como "animal, terrena e diabólica". O resultado é terrível para envenenadores e envenenados. Exemplos? Nietzsche e Lênin morreram loucos. E não é isso que um autêntico cristão, seja um jornalista, um escritor ou um teórico, desejaria para quem lesse seus textos. Jesus advertiu: "Pelos frutos os conhecereis". Que o escritor cristão seja aprovado neste exame.
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