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quarta-feira, 5 de junho de 2013

Lições de Jaspers



Publicado no Mídia Sem Máscara e no Gospel Mais.



Como fogos de artifício que explodiam em brilho, mas logo deixavam tudo em trevas e caíam no absoluto esquecimento. Assim se pronunciou o maior filósofo que o Brasil já teve, Mário Ferreira dos Santos, sobre as inúmeras correntes filosóficas que surgiram desde o fim do século XIX até os anos 60. E ele se referia especialmente ao existencialismo, uma linhagem bem heterogênea e com a qual se associam nomes como Kierkegaard (seu “patrono”), Heidegger, Martin Buber, Gabriel Marcel e o escritor Jean-Paul Sartre.

A influência do existencialismo, contudo, ficou, e vale a pena examinar uma amostra do que ela trouxe, até porque perto de sandices como o desconstrucionismo, o neopragmatismo e a sanha destruidora e anticristã da Escola de Frankfurt, há muito no existencialismo que pode contribuir na análise de questões pertinentes ainda hoje, por conta não só de suas qualidades e ênfases, como também de suas próprias limitações.

sexta-feira, 29 de março de 2013

terça-feira, 9 de outubro de 2012

O globalismo ocidental e o “espírito crítico”

Já está exaustivamente documentada, e até com uma boa quantidade de confissões, a articulação, em pleno andamento no Ocidente, para criar um governo mundial. Ao se ter contato com as obras de Antony Sutton, Gary Allen e outros autores, sabe-se que o processo já dura mais de um século. Fatos como o apoio financeiro de Wall Street à Revolução Russa e o gordo patrocínio de fundações internacionais como a Ford e a Rockefeller a insanidades como o Fórum Social Mundial e a ONG’s abortistas, gayzistas e feministas raivosas bem evidenciam que os esquemas mentais para interpretar a realidade que a esquerda hegemônica faz prevalecer no ambiente cultural não passam de ferramentas para ocultar o processo todo.

Com poucas exceções, quase tudo do que se entende hoje como “terceiro setor” foi criado justamente para dar legitimidade pública a esse plano. Adornando-se com atuação filantrópica doutrinadora, as ONG’s aliançadas nessa rede disseminam slogans e “significantes vazios”, termos-chave usados justamente para criar demandas públicas, e dar ares de cientificidade, relevância, e nobreza de intenções para táticas específicas de modelagem cultural, social, e, por fim, jurídicas e políticas. Sempre conforme requeira o momento, sob a ótica da estratégia de dominação cultural, como explicou o teórico comunista Ernesto Laclau, inventor do truque manipulatório.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

O papiro dos coptas e o papinho dos contras

Segue meu comentário publicado junto à matéria 'O papiro da "esposa de Jesus" é visto como falsificação por especialistas', de Joe Kovacs, no Mídia Sem Máscara.



O papiro dos coptas e o papinho dos contras

Pelo exposto na matéria, sobram motivos para se duvidar da autenticidade do papiro. Mas ainda que o fragmento seja de fato do século IV, é lamentável ter de observar tanta gente pensando que isso pode por abaixo o fato conhecido de que Jesus nunca se casou. Haja paciência!

Não é a “tradição cristã”, como vi por aí, que garante que Cristo jamais se casou. São os inúmeros relatos, não só os bíblicos, como também os extra-bíblicos, de seus contemporâneos, dentre os quais alguns que o amavam e outros que o odiavam, que apontam para o fato de que Jesus Cristo jamais teve uma esposa. Resta alguma dúvida de que, caso ele tivesse uma esposa, esta mulher não seria apenas conhecida, mas sim uma referência histórica, um tema milenar de estudos teológicos, culturais e históricos, e seria até mesmo idolatrada?

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Do filistinismo imperante e suas consequências




“Muitos pais não percebem, mas seus filhos se tornaram idiotas”. A frase é de Ziraldo, um dos grandes beneficiários do Bolsa-Terrorista dado pelo governo dos mensaleiros a seus velhos parceiros de guerrilha e agitação revolucionária nas décadas de 60 e 70. Eis uma celebridade da 22ª Bienal do Livro de São Paulo, alguém visto como referência para a educação das crianças, e que, muito à vontade, denuncia o “‘emburrecimento’ endêmico da sociedade”. A expressão é do repórter do Uol.

Ziraldo parece se enganar, mas na verdade apenas se esquiva. Não são apenas os filhos os idiotas. A idiotização começou antes. Foi na geração dele, nesta da qual é ícone. Idiotizados estão os pais que veem em Ziraldo alguém apto a falar sobre educação. Até entendo que ele não goste do UFC, mas seu comentário, comparando um momento de “ground and pound” com uma cena de sexo reflete o quão vulgar, rasteiro e superficial tem se tornado o debate sobre cultura e educação neste país. Qualquer bárbaro bêbado, em qualquer rude taverna, faria exatamente a mesma comparação.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Perguntas rápidas para ateus e secularistas sensatos


Buscar-me-eis e achareis quando me buscarem de todo o coração.
Jr. 29:13



Nada nas ciências prova a impossibilidade da ocorrência de milagres. Muito bem. Então por que o ceticismo diante dos inúmeros relatos de milagres? Não passam de relatos? Ok. E as conclusões da ciência, não são baseadas nos relatos das experiências? Por que crer nos relatos inusitados de uns poucos cientistas e não crer em milhares de depoimentos que fortalecem-se uns aos outros ao longo de séculos?



Muitos secularistas atribuem as mais diversas motivações psicológicas para a crença em Deus. Principalmente para a crença no Deus dos cristãos, que, segundo estes, é bom, justo, e ao fim da história humana, eliminará o mal para sempre. Você tem certeza que para o ateísmo não há nenhuma motivação psicológica reconfortante, como por exemplo, a crença de que ao fim de sua vida terrena você simplesmente deixará de existir e não terá que prestar contas a nenhum Ser Superior que tudo sabe sobre você é que é perfeitamente justo e santo?

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Sobre a mídia de massa e a guerra cultural

Ainda que sejam muito comuns os casos em que jovens educados num contexto cristão cheguem às universidades e abandonem sua fé por conta do despreparo ao lidar com os postulados modernos e pós-modernos – o que evidencia a importância do ensino apologético e o desdém das famílias e de muitas igrejas pelo assunto – não acredito que o mantra do “cada um crê no que acha melhor e o importante é ser feliz” possua, de fato, entre outras baboseiras, tantos adeptos quanto a mídia de massa pode levar a crer. Não são poucos, obviamente, aqueles que intoxicaram suas almas na Academia, com o besteirol de pseudo-intelectuais midiáticos ou livros de auto-ajuda, e deve-se levar em conta também esse pelotão de gente vazia e superficial que sempre há, nos quais os telós, gugus e funkeiros da vida encontram seu público e renda. Enfim, o que desejo salientar é que os princípios e interpretações da realidade apresentados pelos intelectuais, classe artística e “especialistas” da mídia não são, de fato, os mesmos da maior parte da população, embora a influência seja, ao que me parece, crescente, ao menos em alguns aspectos.

domingo, 5 de julho de 2009

Contra o quê eles pelejam?

A verdade vem de Deus onde quer que a encontremos, e ela é nossa e é da igreja. Não devemos transformar tais coisas em ídolos, mas a verdade, onde quer que a encontremos, é da igreja.
Richard Sibbes, pastor puritano.


Quase todas as grandes questões discutidas na sociedade sobretudo ao longo dos últimos três séculos, por mais que pareçam meras disputas filosóficas, políticas, ideológicas e científicas, vão além disso. Se é verdade que os desdobramentos últimos das supostas resoluções desses problemas são sempre difíceis de prever, o aspecto subjacente que deve realmente ser identificado como o grande motor da questão deve ficar bem claro aos cristãos e não deve jamais ser perdido de vista: cada conflito existente no campo das idéias, é, em essência, uma batalha na guerra espiritual entre as verdades de Deus contra os sofismas das hostes de Satanás, aquele que vem para “roubar, matar e destruir”.

Sim, a verdade é invencível, pois ela vem de Deus, e Ele mesmo é o Caminho, a Verdade e a Vida. A luta daqueles que não conhecem a Deus e o rejeitam, esses que são “por natureza, filhos da ira”, não é uma luta contra a verdade. Contra ela, eles nada podem fazer, e em certa medida, dependem dela para transformar seus ensinamentos falsos em consenso no seio da sociedade. O que eles querem, por mais apaixonados que se digam pela verdade, é encobri-la. Tantos para eles mesmos como para os outros. Querem roubá-la dos que a possuem. Destruí-la desde dentro (ah, e quantos infiltrados na igreja de Cristo...) e desde fora (você conhece um intelectual e um “livre-pensador” típico).

É claro, contudo, que há muita gente séria, mas iludida, a defender mentiras diabólicas, e pessoas que sempre rejeitaram o Deus dos cristãos, mas não a totalidade das verdades que podem ser descobertas lendo as Escrituras ou observando com um mínimo de honestidade existencial e intelectual a Criação, pela qual muito se pode conhecer dos atributos do Criador.

Mais do que disputas entre linhas teóricas, perspectivas e versões da história, o que temos é uma guerra entre a verdade de Deus e a multidão de mentiras dos “réprobos quanto a fé”, como disse o apóstolo Pedro, dos cuja linguagem “corrói como o câncer”, segundo o apóstolo Paulo, dos aprisionados pelo príncipe deste mundo. Um mundo que “jaz no maligno”.

Parece um tanto dramático? Talvez sim, para alguns. Mas percebamos ou não, a cada verdade encoberta sobre o ser humano, sobre a estrutura da existência, sobre Deus e seus planos para a humanidade, o “inimigo de nossas almas” ganha terreno. E a vida piora já em nossa época, com resultados muitas vezes imediatos. Sem falar nas dificuldades crescentes em mostrar a seres humanos cada vez mais desnorteados intelectual, social e espiritualmente, as verdades excelsas do amor de Deus, seu plano de Redenção e sua vontade específica para cada homem, vontade que é “boa, perfeita e agradável”, por mais que muitas vezes incompreensível.

Note: em cada grande reivindicação, a cada grande polêmica levantada pelos “cidadãos do nosso tempo”, os portadores da tal “consciência moderna”, há sempre uma grande objeção à fé cristã, direta, ou subjacente. Dos abortistas aos planejadores sócio-econômicos, dos eco-fascistas aos cientificistas militantes, só se pode vê-los como “pessoas em busca de um mundo melhor” se o discípulo de Cristo entender que para os tais, “mundo melhor” é sinônimo de “mundo sem o Deus Verdadeiro e suas verdades”. Essa é a “luta” deles. Uma luta contra Deus, contra seu próprio Criador.

sábado, 8 de setembro de 2007

Cientificismo no ar: a nova ordem da ignorância mundial


O cientificismo permanece até hoje como um dos poderosos movimentos gnósticos na sociedade ocidental; e o orgulho imanentista na ciência é tão forte que até mesmo os ramos especiais da ciência dei­xam sedimentos tangíveis nas variantes da salvação através da física, da economia, da sociologia, da biologia e da psicologia.
Eric Voegelin


Na edição de Veja desta semana, na matéria “Graças a Deus – não a Darwin”, o jornalista Marcos Todeschini, finalizando matéria na qual escolas adventistas eram criticadas por ensinarem o criacionismo, não se conteve: “Falta ainda a essas escolas, no entanto, entender que o criacionismo foi superado pela ciência há mais de um século.” E a naturalidade com que William Bonner anunciou a descoberta de nove dentes de gorila na Etiópia como um “elo perdido” na “cadeia evolutiva” do homo sapiens escandaliza apenas aqueles que ainda não se acostumaram com o amontoado de lorotas cientificistas divulgado todos os dias por diversos veículos de comunicação, especializados ou não. Quem viu a chamada do Jornal Nacional no dia 22 de agosto e está minimamente a par do debate notou: Bonner fez tudo o que Richard Dawkins manda: tratou a evolução como um fato, e não como uma especulação teórica.

Parece que não basta mais à Rede Globo soar ridícula no Fantástico. O Jornal Nacional também deve fazer sua parte. A editora Abril, por sua vez, ao permitir que bobagens como as de Todeschini e as da revista Superinteressante sejam publicadas, não fica atrás em matéria de caipirice.

Se, por um lado, o que se vê na mídia de massa sobre ciência nada mais é do que a afirmação de enunciados muito contestados, como os da datação geralmente aceita (DGA) para a idade do planeta e para o período em que viveram seres hoje extintos, por outro, teorias e fatos comprovados que põem em cheque a fé cientificista são simplesmente ignorados. Nunca se comenta, quando se fala em evolucionismo, afirmações como a do eminente defensor da evolução Stephen Jay Gould de que as “árvores evolutivas que enfeitam nossos livros só têm dados nas pontas e nos nós de seus galhos; o resto é dedução, por mais que razoável que seja, não evidência de fósseis”. Porém, mal se descobre uma ossada, e já se ouve a expressão “elo perdido” - falácia que pressupõe uma linha evolutiva com algumas lacunas, quando na verdade tais linhas sequer existem, como confessa Gould.

Diante disso, pode-se concluir: a modelagem do imaginário coletivo em direção ao agnosticismo e à descrença na religião revelada está em estado tão avançado que tratar uma dessas teorias como fato passou a ser um procedimento automático. E pior: confere ao seu emissor a pecha de “esclarecido”, palavra que, nesse contexto, define o crente no velho mito da luta entre religião e ciência, uma das maiores e mais daninhas farsas da história do pensamento ocidental, cujo resultado trágico ainda não pode ser mensurado, mas que em Dostoiévski já era possível detectar sua natureza macabra: “se Deus não existe, tudo é permitido”.

Interessante é que se você perguntar a um desses “esclarecidos” da mídia de massa o que é ciência, é quase certo que ele não saberá responder ou falará asneira. Quanto a isso, o físico escocês James Clerk Maxwell já alertava: “uma das provas mais difíceis para uma mente científica é conhecer os limites do método científico”. Se para tais mentes há essa dificuldade, imagine entre pitaqueiros profissionais, nerds e bobocas diplomados pelo... MEC. Assim fica fácil entender como a redução da pesquisa científica a uma ideologia burra e teofóbica vai ao ar e faz a cabeça da já confusa patuléia telespectadora. Para piorar, o fato é que faz parte do jogo dos cientificistas omitir o significado preciso do que seja ciência – a pesquisa experimental materialista, na definição concisa e certeira de Olavo de Carvalho. Logo, não será na grande mídia que o cidadão comum aprenderá certos conceitos fundamentais sobre a ciência, e tampouco conhecerá as teorias, descobertas e fatos que não só confrontam, mas que em muitos casos destroem na base a maior parte das presunções cientificistas.

Portanto, vale enumerar alguns conceitos e informações que a mídia cientificista omite do grande público.

Sobre o que a ciência pode falar ou não:

A pesquisa experimental materialista - mais conhecida como “ciência empírica” ou “ciências operacionais” - é, de acordo com Gene Calahan, “a tentativa de abstração dos dados experimentais na obtenção de uma relação mecânica universal entre as quantidades mensuráveis”. Não pode reduzir os fenômenos às suas relações mecânicas, nem falar do que algo realmente é. Muito menos afirmar sobre o que é certo ou errado do ponto de vista moral, como muitos que tentam embasar premissas éticas relativistas na Teoria do Caos, no Princípio da Indeterminação de Heisenberg ou na Teoria da Relatividade de Einstein com interpretações forçadas.

A ciência das origens, que investiga a origem, o início e por quais processos o universo teria passado para ser como é, não se enquadra como empírica, e sim como ciência forense, com princípios, regras e métodos diferentes de investigação, pois não lida com aspectos quantitativos e repetíveis, e sim com eventos singulares do passado.

Nenhum conhecimento dessa ordem tem caráter definitivo, e suas premissas, alicerces epistemológicos e conclusões devem passar sempre por um crivo filosófico rigoroso.

Sobre a DGA:


O apego à Datação Geralmente Aceita pelos cientificistas, sobretudo por parte de darwinistas, advém do fato que milhões de anos são uma condição necessária para a macroevolução. Mas para se endossar a DGA é preciso ter confiança cega em três coisas quais não há como provar: (1) que é possível saber as condições originais do artefato que terá sua idade medida – o quanto o mar tinha de sal, ou se isótopos de chumbo não existiam no princípio, por exemplo; (2) que não houve contaminações na amostra, capazes de alterar a taxa de decomposição; e (3) que a taxa de decomposição ao longo dos séculos foi exatamente a mesma.

Do contrário, a data resultante estará errada.

Sobre a natureza religiosa da formulação darwinista

Não há problema algum numa teoria por ter uma fonte inspiracional religiosa. O que uma teoria dita científica precisa ter é apoio científico possível ou real. Tal como o criacionismo, inspirado no Gênesis bíblico, o mito da evolução era uma antiga crença gnóstica que só por meio de Charles Darwin tornou-se hipótese científica, e como mito gnóstico é que grande parte de sua força pode ser explicada. Os tradicionais ataques à fé cristã perpetrados por darwinistas não passam de uma conseqüência natural desse fato, para quem conhece minimamente a história do gnosticismo na cultura ocidental e sua transmutação moderna nas mais variadas ideologias. Não é à toa que cientificismo, marxismo e nazismo sempre partilharam das teses evolucionistas e da fúria contra o legado cultural judaico-cristão.

Sobre teorias alternativas ao evolucionismo, como a do Design Inteligente:

Pouco espaço se dá na mídia de massa aos defensores da Teoria do Design Inteligente (TDI). Três são os motivos: as severas objeções às teses evolucionistas, o fato das suas especulações favorecerem o teísmo e a associação indevida da TDI com o criacionismo.

EM TEMPO: Nem o evolucionismo, nem o criacionismo, nem a TDI, como hipóteses científicas, poderão um dia provar que estão certas, não só pelas próprias limitações do método científico, como por objeções sérias de ordem filosófica: observar o mundo criado e pensar num Criador por analogia é válido. Já tentar provar a existência de Deus, ou do "Designer Inteligente", em laboratório, esquadrinhando fragmentos da criação é ridículo, pois a causa, o propósito e o sentido das coisas criadas estão sempre além delas mesmas. Nem se nega a existência e a necessidade dEle pela presença de combinações naturais bem-sucedidas que supostamente O descartariam. E quantas dessas combinações seriam necessárias para termos uma palmeira, uma ameba ou um elefante? A tese evolucionista esbarra no problema das séries infinitas, e para superá-la deve se ter uma capacidade equivalente a de dizer quantos pontos há numa reta.

Sobre evidências históricas e arqueológicas da veracidade dos relatos bíblicos:

Afirma Nelson Glueck em seu Rivers in the Desert: “nenhuma descoberta arqueológica jamais contradisse uma referência bíblica. Várias descobertas arqueológicas foram feitas que confirmam de forma geral ou em detalhes exatos as afirmações históricas na Bíblia.”

A confirmação de relatos bíblicos por fontes não cristãs, sobretudo sobre a vida de Cristo, também são abundantes, mas, entre fatos históricos comprovados e teorias capengas, a mídia cientificista prefere sempre produzir documentários sobre essas últimas.

Sobre o Princípio Antrópico:

Para que a vida na Terra fosse possível, no momento do big-bang uma série de fatores deveriam estar presentes, e estavam, diz o Princípio Antrópico. Divulgado tal postulado, o fortalecimento da crença em Deus como causa planejadora do universo pode ser tão grande nas massas quanto tem sido entre os mais eminentes cientistas, e isso a mídia não quer. Como diz o filósofo Peter Kreeft, “existem, relativamente, poucos ateus entre neurologistas, neurocirurgiões e astrofísicos, mas muitos entre psicólogos, sociólogos e historiadores. A razão parece óbvia: os primeiros estudam o design divino, e os últimos estudam o undesign humano.”

Sobre as leis da termodinâmica:

As duas primeiras leis (há uma lei “zero” que versa sobre a temperatura como propriedade de equilíbrio) da termodinâmica afirmam que: (1) a quantidade de energia real no universo prevalece constante e (2) a quantidade de energia utilizável está diminuindo, o universo tende à entropia, ao “desgaste”. Essa segunda lei tem uma implicação séria: o que se desgasta não pode ser eterno, logo, teve um início, uma Causa: Deus.

Perguntar não ofende

Por que teorias e postulados que favorecem especulações materialistóides, sempre com as insinuações anti-religiosas de praxe são tão divulgadas na mídia de massa e outras, que, se comprovadas (quando isso é possível) prensariam ateus e cientificistas contra a parede, simplesmente parecem inexistir? Há quanto tempo não se vê nas grandes redes de comunicação, nas revistas de grande circulação e na imprensa especializada tais temas sendo tratados?

Só uma bem articulada estratégia de promoção da ignorância cientificista auxiliada por jornalistas esquerdômanos anticristãos não explica a questão, se não se falar nos mentores do fenômeno. A crescente concentração do poder midiático nas mãos de grupos de planejadores mundiais bilionários, aliançados com a ONU, onde impera o gnosticismo, parece ser a explicação mais plausível para a disseminação sistemática da ideologia cientificista. E nem falo aqui da omissão criminosa da divulgação dos inúmeros pareceres científicos contrários ao discurso ecofascista, como o dos 17 mil cientistas que assinaram a Petição do Oregon, ou de especialistas eminentes como Paul Lindzen e Claude Allegre.

“A ignorância é a maior multinacional do mundo”, dizia o velho Paulo Francis. Qual será o tamanho dela no futuro, quando um mega-truste dessas proporções age sem parar, com todos os recursos ao seu dispor, ávido por dominar o planeta?

quarta-feira, 25 de abril de 2007

As atribuições do homem

Algo muito humano é reconhecer uma fraqueza, um problema ou uma pendência que precisa de solução e tentar esquecê-la, desviar-se dela, protelar o confronto consigo mesmo e com a tal tarefa. Quem já não lembrou, num momento de lazer ou alegria, de um dever ainda não cumprido, que requer justamente aquilo que se pensa não poder dar, seja por medo, dificuldade de qualquer ordem, ou por pura negligência orgulhosa e empedernida? A protelação então, mancha o bom momento, gera um desconforto quase inconsciente que se prolonga por dias, semanas, meses. A consciência, como um acorde dominante repleto de intervalos alterados, pede resolução plena, a função tônica que finaliza a harmonia tonal. Enfim, pede o cumprimento do dever, o confronto com a realidade, a realização do que ainda é idéia ou ideal.

Penso que toda pessoa já passou por isso, seja nas pequenas tarefas do cotidiano ou nas grandes questões existenciais. A forma que nos habituamos a encarar tais situações evidenciam o estado do nosso caráter, que, se essencialmente é o mesmo, ainda assim pode ser moldado. A grande doença de nossos tempos é a vontade de driblar as atribuições do homem frente à realidade, seja relativizando cada uma delas ou inventando uma interpretação mais cômoda do conjunto dos fatos. Tais mentes, muitas vezes, sim, imaturas, mas não raro deliberadamente intransigentes e omissas, buscarão no consentimento alheio o respaldo para os sofismas que inventaram para cauterizar suas próprias consciências.

Não tenho dúvidas que aí reside boa parte dos aspectos psicológicos e espirituais que forjaram a mentalidade moderna.

Logo me dirão:
-Eliot, o cristianismo também pode ser facilmente enquadrado como uma dessas fugas, prometendo para uma vida futura aquilo que nega para a presente.

Respondo:
- E você está de fato disposto a experimentá-lo, ao menos para ver se esse é o caso? Evidências da veracidade da fé cristã te garanto que não faltarão.

Mais de uma vez vi refletido no olhar de tais pessoas uma profusão dessas fugas, uma explosão desses sofismas, vindas das profundezas do ser.

Logo emendo:
- Quem te capacitará a andar com Deus, a seguir a Cristo, será o Espírito Santo.

Alguns dizem que disso sabem. Noutros, noto, condoído, o anseio louco e redobrado de se lançar com todas as forças no abismo das elocubrações herdadas dos que há séculos fazem de tudo para fugir de Deus.

Então noto que não é essa a condição para o qual o homem foi criado. Um ser forjado "à imagem e semelhança de Deus", mesmo aprisionado pelo pecado, necessita da verdade e da comunhão com seu Criador.

Cabe ao homem buscar saber até que ponto está disposto a buscar a verdade, em todas as áreas, e o que está disposto a fazer para estar próximo daquele que promete:

Buscar-me-eis e me achareis quando me buscares de todo o coração.

quarta-feira, 21 de março de 2007

Ateu não existe

Não, não vou tratar agora das fragilidades conceituais de posições como o materialismo, o agnosticismo radical, evolucionismo e outras crenças do tipo. Se você não acredita na Bíblia, (deveria acreditar, mas isso fica para outro post) certamente não encontrará nada nesse post que vá, de fato, confrontar seus posicionamentos mais seriamente. Até te aconselho ler outra coisa, mas enfim, você que sabe, fique à vontade.

Bem agora que estamos conversados, defenderei o porquê de, como cristão, não acreditar na existência de ateus. Em Eclesiastes 3:11, o pregador diz:

Tudo fez Deus formoso em seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem, sem que este possa descobrir as obras de Deus desde o princípio até o fim.

(Bíblia de Estudo Almeida,Revista e Atualizada)


A passagem sugere não só o anseio do homem em buscar o sentido máximo de sua vida e de todo o plano da existência, como também dá a entender que há um conhecimento inato de um Ser Superior inerente à condição humana, ou, ao menos, um conhecimento da imortalidade, da natureza espiritual do homem, e o que reforça essa análise é são os trechos do Gêneses que tratam do homem enquanto ser criado à imagem (Gen.1:27) e semelhança (Gen. 5:1) de Deus”.

Mesmo arautos do ateísmo como Marx, Sartre e Bertrand Russel foram teístas confessos em alguma fase de suas vidas. Alguns deles, ao assumirem-se como ateus, falaram desse posicionamento como algo terrível, duro, cruel. Talvez por ter de se deparar a todo instante com aquilo que negavam. Não sei, nunca fui ateu.

Além dessa evidência interna da existência de Deus, há também a evidência externa, a qual a passagem de Romanos 1:19-20 faz referência:

Porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Porque os atributos invisíveis de Deus, como também sua divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis;

(Bíblia de Estudo Almeida,Revista e Atualizada)


Infere-se, portanto, com base bíblica, a existência da revelação interna (no coração) e a revelação externa (presente na natureza) da existência de um Ser Superior, Criador e Sustentador do mundo. Não é à-toa que o salmista foi enfático em declarar: “Não há Deus, diz o tolo em seu coração” (e eis a base bíblica para afirmar que as universidades estão repletas de tolos). Só pode ser um tolo quem despreza sua experiência vivencial mais básica e tenta fazer vistas grossas ao que a Criação manifesta constantemente. Sempre tive a impressão que ateus confessos estão “fingindo ateísmo” o tempo todo.

Vale destacar que a revelação interna se faz presente no homem também pelo simples fato dele ser parte da Criação. E é bem no homem que revelação da existência de Deus é mais gritante, pois ele é a obra máxima da Criação, feito à imagem de Deus.

Alguém logo dirá: “ei, mais essa revelação não é suficiente para salvar o homem”. Concordo. Não estou falando aqui da salvação, do plano salvador de Deus executado por Cristo. Estou falando do “acreditar que Deus existe”, não no “acreditar em Deus” e muito menos no “acreditar que só em Jesus se obtém a salvação”. Falo da revelação geral, da teologia natural. Não da revelação especial, que é a Bíblia, a Palavra de Deus. E nela que, sim, podemos ter conhecimento da mensagem da cruz e não só ter comunhão com Cristo agora e na eternidade, como, por meio dessa comunhão, perceber de forma mais completa a beleza da Criação, da vida, e do amor eterno de Deus Pai, Criador e Sustentador (pois nEle, TUDO subsiste) de todas as coisas.