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sexta-feira, 28 de março de 2014

Mais-valia na “missão integral” e as manhas de Ariovaldo Ramos


Publicado no GospelPrime e no Mídia Sem Máscara.

É bom quando o culpado confessa o delito. Facilita o trabalho e reitera o valor e a veracidade de informações que divulguei, sob grossa nuvem de críticas baseadas na ignorância ou na mentira grosseira. Mais uma vez ele, Ariovaldo Ramos, ao vivo e a cores, fez o de sempre: inseriu teses seculares falsas na fé cristã. Admitindo que a “teologia” da “missão integral” (TMI) não faz uso do referencial teórico marxista, “apenas” (jamais esquecerei este “apenas”) da tese da mais-valia e da crítica ao capitalismo. Deu na Ultimato meses atrás.
Nesta quinta-feira (20), Ariovaldo Ramos publicou o mesmo texto em seu blog, justamente sem o trecho onde afirma isso e então enviou o link para o seu amigão de longa data Renato Vargens, que havia, antes tarde do que nunca, falado algo contra a TMI. Entendeu com quem estamos lidando? É assim que o “Ari” trata de questões espirituais e intelectuais com quem considera seu amigo.

terça-feira, 25 de março de 2014

(Ainda!) Jean Wyllys no Mackenzie

Publicado no blog do Julio Severo em 14/02/2014.

Já que o trololó, onze meses depois, ainda rende, vou comentar: chega a ser cômico pensar que
um evento na maior universidade evangélica do país, com o mais raivoso supremacista gay do país, foi abafado pela liderança desta universidade, e que esta liderança estava com a consciência limpíssima quanto à presença do anticristão lá dentro.
Para piorar, quem debateu com o supremacista gay era de uma organização (Anajure) da qual o então chanceler da universidade no episódio, Augustus Nicodemus Lopes, ainda faz parte, e que estava em plena fase de divulgação massiva de seus trabalhos.
Para piorar ainda mais o vexame todo, o Mackenzie até hoje não publicou uma nota a respeito. Na ocasião, o máximo que a grandeza moral dos envolvidos e de quem quis tomar parte no mico os permitiu foi caluniar Julio Severo e tentar desviar o foco da questão por meio de recadinhos e indiretas via Facebook e Twitter.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Fé cristã e política: entre o falatório e a realidade


(Publicado no Mídia Sem Máscara.)

 
Uma coisa é o Evangelho não ser nem de direita, nem de esquerda. Outra é compactuar com quem mente dizendo não haver como analisar questões políticas à luz dos princípios da fé cristã.

 
Não é muito difícil para um falastrão qualquer apresentar uma tese verdadeira em si mesma justamente para abrir o caminho para a aceitação de uma série de bobagens. Até crianças do ensino fundamental deveriam saber disso num ambiente cultural como o nosso, no qual tornou-se um vício usar a linguagem da forma mais irresponsável e malandra possível para fins políticos ou por pura egolatria.

Um exemplo sempre presente em conversas entre cristãos, quando o assunto é política é a frase: “o Evangelho não é de direita, nem de esquerda.” Eis uma obviedade, pelo simples fato do que o Evangelho, a Revelação, a Palavra de Deus, “permanece para sempre”. Já a clivagem esquerda/direita é só um meio de mapear linhas de pensamento e ação repleto de limitações, fruto de um período histórico determinado, além de ser facilmente manipulável.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Cosmovisão cristã, a igreja brasileira, e os rumos do país: uma nota


Numa conversa com um amigo no Facebook sobre o recente "endireitamento" da Bráulia Ribeiro (legal mesmo! mas tô de olho), fiz um comentário que deixo aqui por resumir muito do que tenho pensado sobre formação cristã, a hegemonia cultural da esquerda no Brasil e o papel da Igreja nessa confusão toda.


Já lembrava o Harry Blamires: para ter uma mentalidade cristã é preciso ter uma mente cristã, e para tê-la, é necessário ter um pensamento cristão. Em qual denominação brasileira isso é levado real e radicalmente a sério? Concebe-se a fé como meio de salvação, mas nunca como uma cosmovisão. Discipulado desse jeito dificilmente vai além do adestramento denominacional. O trabalho que a sentença de Blamires implica é árduo e requer pôr a mente (estudos) e o coração (curar e disciplinar a alma) para funcionarem. E mais: funcionarem de forma harmonizada, sob a batuta do Espírito Santo.

Enquanto soar como carnalidade entre cristãos realmente nascidos de novo o trato de temas que não estejam ligados diretamente às disciplinas teológicas básicas - quando a conversa ao menos nisso consegue chegar -, é muito difícil que a influência cultural real dos cristãos seja mais do que capenga. E rejeitar o esquerdismo e outras mentiras parecerá, para alguns, uma grande vitória, quando na verdade deveria ser apenas umas das primeiras lições.

Sem a busca da santidade intelectual não vai ter jeito.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Sobre a acusação do vigarista Thiago Lima Barros


(A acusação dele 
está aqui. Meu artigo ao qual ele se refere é este. Sim, é um texto de junho de 2011. Sim, somente agora, em agosto de 2013, ele resolveu dar chiliquinho. Viram com quem estou lidando? Pois é. Aí tem? Tem! E não se pode esquecer da análise que Olavo de Carvalho fez das acusações de Thiago Lima Barros contra Julio Severo.)

Em meu artigo, cito o cara diretamente e por repetidas vezes ao longo de cinco parágrafos, contestando toda a lorota escrita por ele, deixando bem claro a todos que Thiago Lima Barros é um sofista, um enrolador, um esquerdista desonesto intelectualmente, e o que ele faz? Se atém a um parágrafo lá no fim do texto - quando se passaram mais de 1.300 caracteres da última vez em que citei o nome dele -, para posar de vítima. Para ele, eu “insinuo”. Será mesmo? Restaria-me dizer que ele insinua que eu insinuei, certo?

Tudo isso para se aparecer, tentar emular uma réplica e se esquivar de provar onde está o “caudal de inverdades” que eu teria escrito.

O mais engraçado da situação toda é que ele pensa que todo mundo lê tão mal quanto ele.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Baderna totalitária, massas nas ruas e a profecia que permanece

Em poucas horas, o pretexto-estopim, o preço da passagem, forjado por um grupo que recebia verbas do governo federal, aliado a partidos de extrema-esquerda que cooptaram punks para as manifestações, passou a ser um conglomerado de indignações genéricas, emotivas, apontadas a ninguém. Notoriamente baseadas em slogans midiáticos e sempre fundamentadas em premissas da mentalidade esquerdista, ainda que nem sempre de forma tão direta. Bastou. Dessa forma, encantaram até mesmo milhões de cristãos, levados a pensar que a “justiça” pela qual clamam os baderneiros totalitários é a mesma das Escrituras e que serviu de base para o surgimento das instituições e políticas que garantiram um mínimo de liberdade civil na civilização ocidental.

Quando a Rede Globo, o PSTU, o PSOL, petistas e ONG´s financiadas por George Soros estão TODOS irmanados num movimento, o mais elementar é concluir é que isso não evocará nem um princípio, meio ou objetivo minimamente alinhado a valores cristãos. Os quais nem mesmo nas táticas de propaganda revolucionária, montada a cooptar quem quer que seja, foram vistos. Tanto que os baderneiros já reclamam: “Não é uma causa pelos valores e pela família. Não estamos pedindo o fim do Estado – pelo contrário!” Mas há uma facilidade demasiadamente perigosa em esquecer que “o mundo jaz no maligno”. Velhas ordenanças bíblicas, como “não te associe com os revoltosos” (Pv. 24, 21,22) ou “não seguirás a multidão para fazeres o mal” (Ex. 23:2), que bem apontam o erro brutal que há em seguir massas enfurecidas, simplesmente sumiram da mente de milhares de cristãos.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Marco Feliciano: a Anajure e a perseguição anticristã


Publicado no Mídia Sem Máscara e no Gospel Mais.



“O Senhor é a Nossa Justiça”.
Jr. 33:16

As posições dos cristãos que atuam na esfera pública sem ceder às ideologias seculares são conhecidas e propiciaram, ao longo dos últimos séculos, a própria formação das democracias ocidentais. Sem perceber a influência decisiva da fé cristã, a história da formação das instituições políticas do Ocidente não pode ser compreendida de forma adequada.

O respeito à individualidade e à vida, enquanto dádiva do Criador, a primazia da família, a defesa da propriedade, a gritante falibilidade humana, e a liberdade dada por Deus para que o homem faça uso dos seus dons, exerça suas vocações, e coma do fruto do seu trabalho, sem que os poderosos deste mundo abusem do seu poder para roubar e oprimir ao cidadão comum. Tais teses, de João Crisóstomo e Santo Agostinho a Edmund Burke e Samuel Johnson, mantiveram-se por séculos no consenso entre os cristãos que buscaram fundamentar sua visão sobre questões políticas de forma fielmente fundamentada nos princípios e prescrições das Sagradas Escrituras.

domingo, 11 de novembro de 2012

No blog Púlpito Cristão: a velha bufonaria disfarçada de análise

(Publicado em minha coluna no Gospel Mais e no Mídia Sem Máscara.)


Leio num artigo postado em um blog cujos editores garantem não serem esquerdistas (já ficou claro que mentem) a seguinte pérola:

“A convergência de fenômenos como: o estimulo ao capital e consumo, a abertura e flexibilização da mídia, aumento do poder de compra, e o desejo coletivo em consumir, proporcionaram o cenário ideal para o crescimento da teologia da prosperidade no Brasil.”

E lá vamos nós. Aí está mais um exemplo claro de “bufonaria paramarxista”, como dizia Raymond Aron.  E, mais uma vez, disfarçada de crítica eclesiológica pretensamente apologética.

A começar pelo óbvio: para o autor, o problema da teologia da prosperidade é um problema decorrente da presença do livre mercado e de um estado de direito parecido com o das democracias liberais: com a possibilidade de que cada cidadão seja responsável pela melhoria de sua própria condição econômica, com imprensa livre e os direitos de propriedade e produção assegurados.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

José Genoino, Valdir Steuernagel e Robinson Cavalcanti - uma foto para a posteridade



A foto acima foi publicada na revista Ultimato em novembro de 1993.

Quando falarem de "Missão Integral", PT, "esquerda evangélica" e sandices afins, e apontarem as alianças espúrias entre essa horda, é bom ter uma certeza: sempre há mais coisas a se investigar.

Aí estão, petistas, o mensaleiro, vermelhos, e claro, mui, mas mui evangélicos, no II Fórum Nacional de Discussão e Entendimento entre Evangélicos e Partidos Progressistas.

Sempre com a cobertura da Ultimato, é claro. Assessoria de imprensa que se preza não perde um evento dos patrões. Tiete que é tiete não perde um aceno de seus ídolos.


(Foto recebida do Pr. Gustavo Abadie, via Facebook.)

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

A nova Geni

O neopentecostalismo e a teologia da prosperidade são a nova Geni. Feitos para apanhar, bons de cuspir. Só num ambiente onde impera a tosquice e a desonestidade intelectual trataria-se o neopentecostalismo como um fenômeno homogêneo, uniforme, desprovido de diferenças gritantes e essenciais entre alguns de seus elementos – no caso, denominações evangélicas – que são abrangidos pelo conceito. E o pior: pessoas que reconhecem, em algum momento, a diversidade do neopentecostalismo, quando o criticam, atacam-no como um todo: “o neopentecostalismo”. Maldita Geni! Não há como perceber que há aí, em muitas situações, uma motivação ilegítima, baseada não só na promoção da denominação que representa, por parte do criticastro, como num sentimento de superioridade intrínseca à tudo aquilo que dela não se aproxime.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Dois descaminhos



Há padrões de conversa entre cristãos que de tão repetitivos merecem ser analisados. Se algo acontece com muita frequência, certamente é porque as causas que geram o fenômeno estão atuando, e exercem uma influência decisiva e constante. Descrever tais conversas pode ser um exercício capaz de elucidar algo sobre estas causas e dar visibilidade a alguns problemas que podem estar obstruindo o conhecimento da realidade e o cumprimento da missão que Deus delegou à sua Igreja.

Vamos a um exemplo. Um pastor que conheço postou um comentário no Facebook falando da perseguição anticristã nos países islâmicos:

Em nenhum dos cerca de 50 países muçulmanos no mundo há liberdade de culto e de expressão de fato. Nem mesmo na Turquia, que é considerada a mais secular das nações islâmicas, essas liberdades são observadas. Em quase todos esses países as minorias religiosas são perseguidas, com destaque para os cristãos de todas as matizes, que têm sido sistematicamente perseguidos.

Abaixo, eis o primeiro comentário que surgiu:

domingo, 9 de setembro de 2012

De machorras militantes e mal-amadas no mercado

O feminismo está vivo e ativo como nunca antes. Não só devido a era Lula, em que as menicuccis, lionças, “vadias” e outras lésbicas comunistas interagem em postos do governo federal, marchas, articulações inter-ONG’s para lobbies políticos (o que chamam de “debate com ‘sociedade civil organizada’”) e para captar recursos de fundações globalistas para suas instituições. Além desse feminismo militante que apóia tudo o que não presta, como o aborto, a dissolução da família vide “casamento” gay e o controle da mídia, e que falando por décadas em igualdade fez as mulheres tornarem-se funcionárias da construção civil, por exemplo, há um outro, difuso, sutil, e que adentra até mesmo a cabeça das mais piedosas das mulheres cristãs.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

A praga do fideísmo


Entre os muitos exercícios para a paciência que encaro todos os dias há um que está sempre no “hard mode”: ouvir cristãos, ao emitirem opiniões (opinião, essa deusa vulgar) sobre aspectos da doutrina, sobre vida devocional, ou sobre aquilo que crêem que é correto do ponto de vista teológico e bíblico, jogando o fideísmo ao quatro ventos. “Abandone sua razão para entender o que Deus quer de você e para você”; “pare de se ater ao seu entendimento se quiser viver uma vida cristã mais rica”; “deixe de raciocinar e ouça ao Espírito”. Quem nunca ouviu tais frases? Nem é preciso dizer que daí em diante surgem os pitacos mais estapafúrdios sobre as relações entre a fé e a racionalidade, e claro, as mais “maduras” e mui “espirituais” críticas a quem é visto como apegado ao estudo de temas sérios, ao aprendizado sistemático das doutrinas cristãs, ou meramente a uma vida intelectual menos miserável.

O fideísmo é isso: usar a razão para afirmar, sobre a fé, que fé e razão não se misturam. Soa engraçado e contraditório? Sim. Mas é uma mania consolidada em muitos segmentos da igreja brasileira. Kierkegaard caiu nessa. Karl Barth também. (Barth também caiu em outras piores, assunto para outra ocasião.) E que ninguém se engane. Às portas e mesmo dos púlpitos de templos das denominações de grande tradição e legado intelectual é possível ouvir tais disparates.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Do filistinismo imperante e suas consequências




“Muitos pais não percebem, mas seus filhos se tornaram idiotas”. A frase é de Ziraldo, um dos grandes beneficiários do Bolsa-Terrorista dado pelo governo dos mensaleiros a seus velhos parceiros de guerrilha e agitação revolucionária nas décadas de 60 e 70. Eis uma celebridade da 22ª Bienal do Livro de São Paulo, alguém visto como referência para a educação das crianças, e que, muito à vontade, denuncia o “‘emburrecimento’ endêmico da sociedade”. A expressão é do repórter do Uol.

Ziraldo parece se enganar, mas na verdade apenas se esquiva. Não são apenas os filhos os idiotas. A idiotização começou antes. Foi na geração dele, nesta da qual é ícone. Idiotizados estão os pais que veem em Ziraldo alguém apto a falar sobre educação. Até entendo que ele não goste do UFC, mas seu comentário, comparando um momento de “ground and pound” com uma cena de sexo reflete o quão vulgar, rasteiro e superficial tem se tornado o debate sobre cultura e educação neste país. Qualquer bárbaro bêbado, em qualquer rude taverna, faria exatamente a mesma comparação.

domingo, 22 de julho de 2012

Economia, lógica, e um velho debate


Não adianta fugir, pois o assunto sempre surge. Mas um dos caminhos mais curtos para se resolver nas conversas entre amigos questões sobre o papel do estado na economia, e de como os cristãos devem se posicionar a respeito, é recorrer à fundamentação teórica de cada modelo econômico. Tudo o que um “evangélico progressista” tem na mão para se alicerçar são a falácia marxista da “mais-valia”, as quantificações descabidas de John Maynard Keynes, e, é claro, muita tagarelice gnóstico-revolucionária vinda diretamente das urucubacas iluministas, sobretudo as
francesas.

Para disfarçar essa miséria intelectual toda, muitos deles evocam a tal “teologia da Missão Integral”, que no fim das contas é a tentativa de cristianizar aquilo que sempre foi anticristão, uma vez que um de seus ícones máximos no Brasil, Ariovaldo Ramos, admitiu que esta é a versão protestante da “Teologia da Libertação” que os comunistas inventaram para se infiltrar na Igreja Católica. Já o livre comércio sempre existiu, não há nenhuma objeção bíblica ao livre mercado, e as refutações da teoria econômica liberal, sobretudo da Escola Austríaca, mostram a fragilidade teórica (a prática está mais que evidente ao longo da história) dos modelos socialistas. E o que não tem lógica, o que está desprovido de coerência interna, não pode vir de um Deus que se identifica com o próprio Logos, o fundamento da realidade e da capacidade humana (limitada, sim) em apreendê-la, cuja palavra é inerrante, e que é perfeito, justo, e pronto para manifestar sua provisão àquele que for fiel.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Marina Silva na Rio +20: símbolo de uma tragédia

Começo este artigo citando o escritor e acadêmico português Mendo Castro Henriques:

“Revolução não é apenas a conquista violenta do poder. Revolução é toda a aceleração política que arrasta um povo para um processo que não domina nem compreende. E a força das revoluções provém menos da violência, que do caos e da opacidade que as acompanham, e que faz perder o sentido dos valores e das proporções, instaurando a desorientação e dispondo a população a aceitar, em nome da segurança, quaisquer exigências dos novos poderes.”
(Em ‘Revolução’, Euronotícias, 27/04/2001. Reproduzido no site de Olavo de Carvalho).

Quando Marta Suplicy criticou a atuação da Igreja Católica, que, apoiada por delegações de diversos outros países, obteve êxito ao excluir termos como “direitos reprodutivos” e “saúde reprodutiva” (leia-se aborto, na novilíngua do globalismo ocidental) do texto final da Rio +20, a última pessoa que imaginei que poderia abrir a boca para se opor à posição sempre abortista, sempre gayzista, sempre feminista e sempre errada da senadora petista foi Marina Silva. Acertei. Nada! Como diz minha amiga jornalista Graça Salgueiro, “de onde menos se espera, é que não sai nada mesmo”.

sábado, 23 de junho de 2012

Rio+20: besteirol totalitário e anticristão


“Herança do Senhor são os filhos; o fruto do ventre, seu galardão.”
Salmo 127:3

“O homem não é mais importante que qualquer outra espécie… Pode ser que nossa extinção conserte as coisas”.
David Foreman, porta-voz da Ong ‘Earth First!’


Uma das grandes palhaçadas desta Rio+20, além da insistência na tese furada do “aquecimento global” por conta do melancia-mor Gorbachev e sua trupe, foi a conclamação, da parte dos integrantes de 105 academias de ciência (ligadas à IAP), para que chefes de estado presentes ao evento elaborem um plano mundial para a diminuição da população do planeta. Para lá de duvidosa no que diz respeito às suas intenções e fundamentação científica, e sabendo que o Clube de Roma já fazia previsões escabrosas na década de 70 e nada se cumpriu, a proposta lembra-me os mandamentos secularistas das Pedras da Geórgia, monumento de autoria misteriosa (um tal R. C. Christian, pseudônimo) que nem por isso deixa de ter seus postulados defendidos por celebridades e no qual há notórias correlações com seitas pagãs e orientais. De acordo com o próprio monumento, foi erigido com o patrocínio de “um pequeno grupo de americanos que segue ‘a idade da Razão’”.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Os assassinos da areté

Publicado no GospelMais.


O Prêmio Areté, uma tentativa de Oscar do mercado editorial evangélico brasileiro, em sua edição de 2012, homenageou um defensor confesso da poligamia (po-li-ga-mi-a), entusiasta da “teologia” comunista da “missão integral", e com uma história marcada pela atuação em favor do partido que impôs ao Brasil o aborto de anecéfalos, a mordaça gayzista, o mensalão, e as alianças com o narcoterror vermelho das FARC, Chávez e Fidel, por meio do Foro de São Paulo.

Eis o premiado: Robinson Cavalcanti, assassinado brutalmente pelo próprio filho há poucos meses. Morte trágica, lamentável, não menos estarrecedora do que o legado que Cavalcanti deixou, por conta de posturas intelectuais para lá de heréticas e pecaminosas, que nortearam desde a produção de seus artigos à sua mentoria ao movimento que contaminou a igreja evangélica brasileira com o esquerdismo grosseiro da Era Lula, com seus chavões, relativismos e revisionismos, além dessa confusão nefasta e corruptora entre santidade e a mera afetação moralistóide do politicamente correto, essa hipnose semântica e comportamental com a qual a esquerda vai impondo sua revolução cultural e inutilizando a consciência de pastores, líderes, artistas, ministros e ovelhas.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Genizah: esculacho pró-socialismo travestido de apologética




O blog Genizah, comandado pelo marqueteiro
Danilo Fernandes, republicou dias atrás matéria da revista Istoé que trata da participação política dos protestantes durante o regime militar instalado no país em 1964, expressando apoio integral ao conteúdo da reportagem.
O que esperar da abordagem da revista Istoé sobre o tema? Bem, dependente de verbas governamentais, e com notório alinhamento às posições do partido que hoje controla o país, temos a resposta óbvia: lá está toda a engenharia da culpa típica das hostes socialistas, que sempre fazem a habitual e soturna seletividade na apresentação dos fatos: faz de terroristas, seus apoiadores e defensores, as pobres vítimas, e dos alinhados ao regime, os monstros, os verdugos, os carrascos.
Mas como esquecer do fato de que, durante a última campanha à presidência, assim que o candidato a vice na chapa do PSDB lembrou a todos de que o PT tem uma histórica aliança com o grupo narcoterrorista FARC, a revista fez matéria de capa atribuindo à oposição a mania de “ver fantasmas” e apelar para a “tática do medo”? Como a existência e ação contínua e planejada do Foro de São Paulo, que agrega PT, FARC e outros grupos socialistas da América do Sul é algo confessado pelo próprio Lula, um dos mentores do projeto, fica evidente que a Istoé tem um papel fundamental na revolução cultural anestésica promovida pela esquerda: sem fabricar a desinformação (dezinformatsiya – em russo), é quase impossível empreender a subversão das instituições.
E lá vamos por pingos nos ‘i’s. Houve exagero da parte dos militares? É claro, e eles mesmos reconhecem, hoje, envergonhados, ainda que saibam que estavam do lado da legalidade e da ordem, com amplo apoio popular. E o que fazem os revolucionários: continuam manifestando apoio a Fidel Castro, prosseguem encobrindo os assassinatos de seus próprios “camaradas” - os chamados “justiçamentos”-, desconversam quando toca-se no fato de que muito antes do golpe, já realizavam ataques, treinavam militantes, recebiam treinamento e diretrizes da Rússia, da China, e aliciavam estudantes. Que tal ler o manual de guerrilha urbana de Carlos Marighella? Na Intentona Comunista de 1935, mataram 500 pessoas em uma semana. O regime militar, em 20 anos, fez 376 vítimas, dentre as quais terroristas obstinados, ávidos por transformar o Brasil num grande Gulag.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Teologia “cristã” ou mera tática de corrosão cultural?

Rob Bell, ícone da chamada “igreja emergente”, lança um novo livro, intitulado Love Wins, afirmando que, no fim das contas, o “amor vence, Deus é bom demais e esse papo de inferno não é bem assim”. Previsivelmente, ressurge o debate.

Não, meus caros, eles não querem provar que sua doutrina é a correta. No fundo, sabem que estão grotescamente errados. Ou alguém aí quer algo mais literal e contundente nos Evangelhos do que as afirmações do próprio Senhor Jesus sobre a realidade do inferno? Francamente, não posso acreditar que há pessoas que vejam Rob Bell e seu amigo Brian McLaren como pessoas desprovidas de cultura teológica, que nunca leram uma sequer das muitas e contundentes refutações, algumas delas escritas há séculos, a essa pataquada chamada universalismo soteriológico.

Descartada a hipótese da tosquice doutrinária, até porque McLaren e Bell ainda evocam conhecimento filosófico (bem, evocam o desconstrucionismo “pós-moderno”...), é claro que Bell, com a bem estruturada estratégia midiática que usa, sabia de antemão do impacto que Love Wins iria provocar. O reaquecimento do debate entre fãs da teologia liberal e apologetas do cristianismo bíblico era líquido e certo.

E começa o combate. O pós-moderno lança seus jabs, rodeia, mas logo o cristão bíblico manda aquele pesado cruzado (de direita) no queixo da criatura. 8, 9, 10. Fim. O problema é que poucos assistem a luta. E a vitória, no plano cultural, a longo prazo, será, sim, do pós-moderno. Basta ver como estão nossas igrejas hoje. O aprofundamento da já assustadora flexibilização dos padrões doutrinários e de conduta dentro do evangelicalismo contemporâneo é resultado mais visível da propagação de idéias como as de McLaren, Bell, e assemelhados.

Quer um exemplo? Bem, aí temos as dezenas de blogueiros fazendo críticas ferozes aos cristãos conservadores, posando de maduros, sensatos, equilibrados, e claro, culturalmente antenados (oh, excelsa virtude!) enquanto dão links para blogs e sites pró-gayzismo, ONG’s ecofascistas, partidos pró-aborto e com agendas notoriamente anticristãs. Sempre, é claro, em nome do seu insuspeito “amor cristão” pela humanidade.

Não poderia haver “cristianismo” mais palatável aos promulgadores do secularismo radical. E claro, das elites políticas globalistas. Tudo do jeito que a ONU gosta...

Isto posto, resta-me afirmar: no debate intelectual, seja sobre soteriologia, seja sobre o “problema do mal” ou sobre a possibilidade de conhecimento da revelação divina (até isso McLaren põe em cheque), os tais emergentes sabem: para eles, não há chance. O que eles visam mesmo é a modelagem cultural. De livro em livro, de vídeo em vídeo... a longo prazo, como tudo o que é feito objetivando efeitos culturais sólidos.

Infelizmente, na mais recente polêmica suscitada pelo recém-lançado livro de Rob Bell, não vi nenhum teólogo mais conhecido lidar com tal questão, por contundentes e oportunas que tenham sido as refutações.

Gerando caos doutrinário, essas figuras corroem a credibilidade de doutrinas óbvias, consolidadas e fundamentais para vivência de um cristianismo autêntico, libertador, baseado no agir do Espírito, que gera o anseio por santidade e zelo acerca das verdades reveladas nas Escrituras.

Nota-se fenômeno semelhante quando se observa a conjuntura do atual combate cultural numa perspectiva mais ampla. Do velho e desgastado evolucionismo, ao alarmismo ecofascista, temos situação análoga: o debate acadêmico prossegue, mas o vencedor na disputa cultural já temos. Não importa o quão farsesca se mostre a cada dia a tese do aquecimento global. Qualquer chuva a mais ou a menos já é, para as mentes simples, resultado notório das tais mudanças climáticas antropogênicas.

Alguém aí dá crédito, de fato, a uma teoria como o desconstrucionismo de Derrida e de seus asseclas "pós-modernos"? Ainda assim, ela serve para emburrecer pelotões de acadêmicos. Outro caso, outra pergunta: quantas crises financeiras, quantas "bolhas" e recessões econômicas precisaremos ver e viver, e quantas lacunas lógicas e conceituais ainda precisam ser identificadas na teoria econômica de John Maynard Keynes para que se abandone de uma vez por todas o ímpeto intervencionista dos defensores do "welfare state", do "Estado-Babá", causa suprema de tantas tragédias e guerras no século XX?

Quase todas essas teorias da modernidade são mais valiosas aos revolucionários pela destruição que causam do que pela sua suposta capacidade de interpretar e descrever certos aspectos da realidade, quando de fato o fazem. E é dessa forma que devem ser observados os postulados de Rob Bell e Brian McLaren. Nada muito diferente do caso da tal “teologia” da “Missão Integral”.

As frentes de ataque ao cristianismo na esfera cultural são muitas, e a liderada pela dupla universalista me parece bem mais nociva à Igreja do que, por exemplo, a do neo-ateísmo militante de Dawkins, Harris, Dennet e Hitchens. Além de parecer muito mais uma disputa interna do que um ataque de infiltrados (e pode muito bem, ser, sim, e palmas para John MacArthur, que tocou na questão) não causam repulsa imediata da mesma forma que o gayzismo, por exemplo, causa. Mas, é claro, abre-lhe caminho, afinal, se o cristão despreparado, simples, começa a ouvir um ou outro lobo na pele de pastor dizendo que "ninguém vai para o inferno, o amor vence no final", estamos às portas de um “liberou geral” que terá na própria Igreja seu epicentro.

Vale destacar que em todo o Ocidente ainda estamos pagando um preço elevado, nas famílias, igrejas e instituições com o “liberou geral” dos anos 70.

Àqueles devotos de um suposto "equilíbrio" teológico ou intelectual, uma turma pusilânime da qual sempre desconfio, as velhas heresias de Bell e McLaren soarão como um "posicionamento interessante". E contará com vários adeptos instantâneos: aquele pelotão de cristãos já anestesiados com o pensamento deste século, que apóiam bovinamente a tudo que pareça "tolerante", "includente", ou politicamente correto. Enfim, aqueles cristãos vacilantes que a cada dia cedem um pouco mais para a cosmovisão moderna, sem a qual o reino do Anticristo não se legitima ante as massas, e que se tornam um nicho de mercado cada vez mais promissor para sofistas de fala mansa e teologia torta.