Profeta Urbano
"O intelectualismo isolado é como o luar, porque é uma luz sem calor, uma luz secundária refletida por um mundo morto. (...) a lua é completamente racional; a lua é mãe dos lunáticos, e a todos eles deu o seu nome." G. K. Chesterton
quinta-feira, 4 de abril de 2013
Marco Feliciano: a Anajure e a perseguição anticristã
Publicado no Mídia Sem Máscara e no Gospel Mais.
“O Senhor é a Nossa Justiça”.
Jr. 33:16
As posições dos cristãos que atuam na esfera pública sem ceder às ideologias seculares são conhecidas e propiciaram, ao longo dos últimos séculos, a própria formação das democracias ocidentais. Sem perceber a influência decisiva da fé cristã, a história da formação das instituições políticas do Ocidente não pode ser compreendida de forma adequada.
O respeito à individualidade e à vida, enquanto dádiva do Criador, a primazia da família, a defesa da propriedade, a gritante falibilidade humana, e a liberdade dada por Deus para que o homem faça uso dos seus dons, exerça suas vocações, e coma do fruto do seu trabalho, sem que os poderosos deste mundo abusem do seu poder para roubar e oprimir ao cidadão comum. Tais teses, de João Crisóstomo e Santo Agostinho a Edmund Burke e Samuel Johnson, mantiveram-se por séculos no consenso entre os cristãos que buscaram fundamentar sua visão sobre questões políticas de forma fielmente fundamentada nos princípios e prescrições das Sagradas Escrituras.
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sexta-feira, 29 de março de 2013
domingo, 11 de novembro de 2012
No blog Púlpito Cristão: a velha bufonaria disfarçada de análise
(Publicado em minha coluna no Gospel Mais e no Mídia Sem Máscara.)
Leio num artigo postado em um blog cujos editores garantem não serem esquerdistas (já ficou claro que mentem) a seguinte pérola:
“A convergência de fenômenos como: o estimulo ao capital e consumo, a abertura e flexibilização da mídia, aumento do poder de compra, e o desejo coletivo em consumir, proporcionaram o cenário ideal para o crescimento da teologia da prosperidade no Brasil.”
E lá vamos nós. Aí está mais um exemplo claro de “bufonaria paramarxista”, como dizia Raymond Aron. E, mais uma vez, disfarçada de crítica eclesiológica pretensamente apologética.
A começar pelo óbvio: para o autor, o problema da teologia da prosperidade é um problema decorrente da presença do livre mercado e de um estado de direito parecido com o das democracias liberais: com a possibilidade de que cada cidadão seja responsável pela melhoria de sua própria condição econômica, com imprensa livre e os direitos de propriedade e produção assegurados.
Leio num artigo postado em um blog cujos editores garantem não serem esquerdistas (já ficou claro que mentem) a seguinte pérola:
“A convergência de fenômenos como: o estimulo ao capital e consumo, a abertura e flexibilização da mídia, aumento do poder de compra, e o desejo coletivo em consumir, proporcionaram o cenário ideal para o crescimento da teologia da prosperidade no Brasil.”
E lá vamos nós. Aí está mais um exemplo claro de “bufonaria paramarxista”, como dizia Raymond Aron. E, mais uma vez, disfarçada de crítica eclesiológica pretensamente apologética.
A começar pelo óbvio: para o autor, o problema da teologia da prosperidade é um problema decorrente da presença do livre mercado e de um estado de direito parecido com o das democracias liberais: com a possibilidade de que cada cidadão seja responsável pela melhoria de sua própria condição econômica, com imprensa livre e os direitos de propriedade e produção assegurados.
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Estes bárbaros
Publicado no Gospel Mais e no Mídia Sem Máscara.
Estes bárbaros desfrutam hoje da hegemonia cultural, que se traduz em votos. Tudo o que atacam parece fazer cada vez menos sentido na cultura que persistem em tentar remodelar. A sacralidade da vida? Não! Nas velhas eras pagãs, valia a lei do mais forte, ou o desejo dos líderes. Sexualidade saudável, dentro da família? Não! No mundo antigo, tudo se resumia a penetrador e penetrado. E gritam: “somos a vanguarda, num novo ‘momento histórico’”. Mas o que promovem mesmo é o retorno aos velhos tempos pagãos pré-cristãos.
Estes bárbaros desprezam a individualidade da pessoa, bem como seu valor intrínseco. Nivelando todos os valores, dizendo que são todos subjetivos, querem mesmo é que César diga o que é certo ou errado. O resto não passa de “constructo social”. Da suprema blasfêmia a essa paganismo segue um trecho: “Consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens sejam criados de modo igual e providos pelo Criador de certos direitos inalienáveis; entre eles, a vida, a liberdade e busca da felicidade”.
Estes bárbaros desfrutam hoje da hegemonia cultural, que se traduz em votos. Tudo o que atacam parece fazer cada vez menos sentido na cultura que persistem em tentar remodelar. A sacralidade da vida? Não! Nas velhas eras pagãs, valia a lei do mais forte, ou o desejo dos líderes. Sexualidade saudável, dentro da família? Não! No mundo antigo, tudo se resumia a penetrador e penetrado. E gritam: “somos a vanguarda, num novo ‘momento histórico’”. Mas o que promovem mesmo é o retorno aos velhos tempos pagãos pré-cristãos.
Estes bárbaros desprezam a individualidade da pessoa, bem como seu valor intrínseco. Nivelando todos os valores, dizendo que são todos subjetivos, querem mesmo é que César diga o que é certo ou errado. O resto não passa de “constructo social”. Da suprema blasfêmia a essa paganismo segue um trecho: “Consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens sejam criados de modo igual e providos pelo Criador de certos direitos inalienáveis; entre eles, a vida, a liberdade e busca da felicidade”.
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Visões inconciliáveis
“O homem que diz que a verdade não existe está pedindo para que você não acredite nele. Portanto, não acredite.”
Roger Scruton
Sempre encontro ex-cristãos, pessoas que alegam terem perdido a fé. Às vezes se dizem ateus, agnósticos, ou simplesmente falam que “largaram a Igreja”. Muito raramente encontro entre estes alguém que apostatou por conta de dúvidas de ordem filosófica mais profunda ou por alguma lacuna encontrada na apologética cristã. Na verdade, buscar muita coisa nesta direção é até uma certa ingenuidade, e pode sinalizar que perdeu-se de vista a dimensão existencial e relacional do problema, algo que apologetas autênticos como Alister McGrath tem procurado resgatar.
E então, o que se vê? Bem, o que sempre se pode ver nestes casos são ressentimentos, frustrações, uma imersão gradual no mundanismo vulgar (baladas, bebedeiras, sexo casual ou nem tanto) e a subsequente batalha perdida, no âmbito moral ou emocional, para se recuperar e voltar ao Caminho. De que as igrejas muitas vezes falham, e grotescamente, não há dúvida. O filistinismo, a subserviência intelectual a postulados seculares, e o despreparo técnico e existencial puro e simples são notórios nos púlpitos, nas lideranças e seminários. A falta de sensibilidade aos fenômenos culturais mais óbvios é assombrosa. Mas não há escapatória: a responsabilidade maior é sempre da pessoa. Conheço muita gente que aturou horrores entre irmãos (reais e falsos), mas soube discernir entre a perfeição das verdades do Evangelho e a falibilidade humana dos crentes. De outro lado, temos alguns com uma abertura sincera, ainda que restrita, e também um grande pelotão com frescurites e presunção de uma superioridade moral e intelectual puramente imaginária e auto-lisonjeira. Identificar os dois casos e dar o tratamento adequado é sempre um desafio. Há polaridades e nuances.
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quarta-feira, 24 de outubro de 2012
José Genoino, Valdir Steuernagel e Robinson Cavalcanti - uma foto para a posteridade
A foto acima foi publicada na revista Ultimato em novembro de 1993.
Quando falarem de "Missão Integral", PT, "esquerda evangélica" e sandices afins, e apontarem as alianças espúrias entre essa horda, é bom ter uma certeza: sempre há mais coisas a se investigar.
Aí estão, petistas, o mensaleiro, vermelhos, e claro, mui, mas mui evangélicos, no II Fórum Nacional de Discussão e Entendimento entre Evangélicos e Partidos Progressistas.
Sempre com a cobertura da Ultimato, é claro. Assessoria de imprensa que se preza não perde um evento dos patrões. Tiete que é tiete não perde um aceno de seus ídolos.
(Foto recebida do Pr. Gustavo Abadie, via Facebook.)
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domingo, 21 de outubro de 2012
Um totalitarismo hi-tech?
O filósofo francês Louis Lavelle, comentando as descobertas científicas de Max Plank, Werner Heisenberg, Einstein, Louis de Broglie e outros, em meados da década de 30 na revista Le Temps, observava que com os avanços na pesquisa sub-atômica, a nova física que surgia apontava para fenômenos completamente distintos do que até então se conhecia, o que causou muitas surpresas. Lavelle percebia que, mesmo diante de novidades desconcertantes, “a ciência provoca no espírito uma espécie de embriaguez”, parecendo colocar nas mãos do homem parte do poder criador, por ser “uma arma prodigiosa, cujo valor depende do uso que se fizer dela”. Por este motivo, Lavelle constatava que, por outro lado, tudo isso produzia “certo calafrio mesmo naqueles que mais a admiram e amam”.
Lavelle apontou para questões relativas à imagem que a ciência fazia de si mesma, do próprio mundo material que é seu objeto de investigação, e as implicações de questões como essas para o espírito humano. “A ciência não busca mais nos dar uma imagem das coisas. Ela as transforma e multiplica”.
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
A nova Geni
O neopentecostalismo e a teologia da prosperidade são a nova Geni.
Feitos para apanhar, bons de cuspir. Só num ambiente onde impera a
tosquice e a desonestidade intelectual trataria-se o neopentecostalismo
como um fenômeno homogêneo, uniforme, desprovido de diferenças gritantes
e essenciais entre alguns de seus elementos – no caso, denominações
evangélicas – que são abrangidos pelo conceito. E o pior: pessoas que
reconhecem, em algum momento, a diversidade do neopentecostalismo,
quando o criticam, atacam-no como um todo: “o neopentecostalismo”.
Maldita Geni! Não há como perceber que há aí, em muitas situações, uma
motivação ilegítima, baseada não só na promoção da denominação que
representa, por parte do criticastro, como num sentimento de
superioridade intrínseca à tudo aquilo que dela não se aproxime.
terça-feira, 9 de outubro de 2012
O globalismo ocidental e o “espírito crítico”
Já está exaustivamente documentada, e até com uma boa quantidade de
confissões, a articulação, em pleno andamento no Ocidente, para criar um
governo mundial. Ao se ter contato com as obras de Antony Sutton, Gary
Allen e outros autores, sabe-se que o processo já dura mais de um
século. Fatos como o apoio financeiro de Wall Street à Revolução Russa e
o gordo patrocínio de fundações internacionais como a Ford e a
Rockefeller a insanidades como o Fórum Social Mundial e a ONG’s
abortistas, gayzistas e feministas raivosas bem evidenciam que os
esquemas mentais para interpretar a realidade que a esquerda hegemônica
faz prevalecer no ambiente cultural não passam de ferramentas para
ocultar o processo todo.
Com poucas exceções, quase tudo do que se entende hoje como “terceiro setor” foi criado justamente para dar legitimidade pública a esse plano. Adornando-se com atuação filantrópica doutrinadora, as ONG’s aliançadas nessa rede disseminam slogans e “significantes vazios”, termos-chave usados justamente para criar demandas públicas, e dar ares de cientificidade, relevância, e nobreza de intenções para táticas específicas de modelagem cultural, social, e, por fim, jurídicas e políticas. Sempre conforme requeira o momento, sob a ótica da estratégia de dominação cultural, como explicou o teórico comunista Ernesto Laclau, inventor do truque manipulatório.
Com poucas exceções, quase tudo do que se entende hoje como “terceiro setor” foi criado justamente para dar legitimidade pública a esse plano. Adornando-se com atuação filantrópica doutrinadora, as ONG’s aliançadas nessa rede disseminam slogans e “significantes vazios”, termos-chave usados justamente para criar demandas públicas, e dar ares de cientificidade, relevância, e nobreza de intenções para táticas específicas de modelagem cultural, social, e, por fim, jurídicas e políticas. Sempre conforme requeira o momento, sob a ótica da estratégia de dominação cultural, como explicou o teórico comunista Ernesto Laclau, inventor do truque manipulatório.
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sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Dois descaminhos
Há padrões de conversa entre cristãos que de tão repetitivos merecem ser analisados. Se algo acontece com muita frequência, certamente é porque as causas que geram o fenômeno estão atuando, e exercem uma influência decisiva e constante. Descrever tais conversas pode ser um exercício capaz de elucidar algo sobre estas causas e dar visibilidade a alguns problemas que podem estar obstruindo o conhecimento da realidade e o cumprimento da missão que Deus delegou à sua Igreja.
Vamos a um exemplo. Um pastor que conheço postou um comentário no Facebook falando da perseguição anticristã nos países islâmicos:
Em nenhum dos cerca de 50 países muçulmanos no mundo há liberdade de culto e de expressão de fato. Nem mesmo na Turquia, que é considerada a mais secular das nações islâmicas, essas liberdades são observadas. Em quase todos esses países as minorias religiosas são perseguidas, com destaque para os cristãos de todas as matizes, que têm sido sistematicamente perseguidos.
Abaixo, eis o primeiro comentário que surgiu:
terça-feira, 25 de setembro de 2012
O papiro dos coptas e o papinho dos contras
Segue meu comentário publicado junto à matéria 'O papiro da "esposa de Jesus" é visto como falsificação por especialistas', de Joe Kovacs, no Mídia Sem Máscara.
O papiro dos coptas e o papinho dos contras
Pelo exposto na matéria, sobram motivos para se duvidar da autenticidade do papiro. Mas ainda que o fragmento seja de fato do século IV, é lamentável ter de observar tanta gente pensando que isso pode por abaixo o fato conhecido de que Jesus nunca se casou. Haja paciência!
Não é a “tradição cristã”, como vi por aí, que garante que Cristo jamais se casou. São os inúmeros relatos, não só os bíblicos, como também os extra-bíblicos, de seus contemporâneos, dentre os quais alguns que o amavam e outros que o odiavam, que apontam para o fato de que Jesus Cristo jamais teve uma esposa. Resta alguma dúvida de que, caso ele tivesse uma esposa, esta mulher não seria apenas conhecida, mas sim uma referência histórica, um tema milenar de estudos teológicos, culturais e históricos, e seria até mesmo idolatrada?
O papiro dos coptas e o papinho dos contras
Pelo exposto na matéria, sobram motivos para se duvidar da autenticidade do papiro. Mas ainda que o fragmento seja de fato do século IV, é lamentável ter de observar tanta gente pensando que isso pode por abaixo o fato conhecido de que Jesus nunca se casou. Haja paciência!
Não é a “tradição cristã”, como vi por aí, que garante que Cristo jamais se casou. São os inúmeros relatos, não só os bíblicos, como também os extra-bíblicos, de seus contemporâneos, dentre os quais alguns que o amavam e outros que o odiavam, que apontam para o fato de que Jesus Cristo jamais teve uma esposa. Resta alguma dúvida de que, caso ele tivesse uma esposa, esta mulher não seria apenas conhecida, mas sim uma referência histórica, um tema milenar de estudos teológicos, culturais e históricos, e seria até mesmo idolatrada?
domingo, 23 de setembro de 2012
De volta ao lar, de volta à realidade
É sempre interessante ter contato com as lições de quem dedicou muito tempo estudando uma determinada teoria e se tornou capaz de explicá-la e analisá-la em seus detalhes. Coisa distinta, porém, é conhecer o testemunho de alguém que manteve um contato não apenas “técnico” e distante com esta teoria, conjunto de convicções ou ideologia, mas que fez ou faz destes enunciados o norte para sua vida, neles busca respostas às questões existenciais mais profundas, e com eles determina seu padrão de conduta, suas respostas a situações diversas e seus objetivos maiores. Diz mais sobre um conjunto de convicções quem as vive com intensidade, quem mergulha sua alma naquilo que professa.
Por isso os relatos de pessoas que passaram por reviravoltas na dimensão intelectual e espiritual de suas biografias é algo enriquecedor, sendo inúmeros os exemplos na história da ideias, da filosofia e da teologia. As melhores mentes sempre estiveram em busca de respostas. Para elas, ampliar a visão e a consciência sempre foi um dever moral. O relativismo só satisfaz aos frívolos. Grandes mentes sempre almejam respostas no mínimo satisfatórias para suas indagações.
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Três motivos para detestar ideologias
“Não sentir a putrefação do mundo moderno é sintoma de contágio.”
Nicolás Gómez Dávila
A chamada guerra cultural é um fato latente de nosso tempo que nenhum cristão maduro pode deixar de levar em conta se almeja entender os atuas fenômenos culturais e políticos. O termo “disputa por corações e mentes” remete a Guerra Fria, mais ainda serve para evocar uma realidade que se tornou nas últimas duas décadas ainda mais complexa do que aquela em que apenas dois pólos se opunham. Intelectuais agindo em redes organizadas, próximos ao centros de poder e de divulgação de informações para as massas têm definido não só os temas a serem debatidos, mas principalmente os termos nos quais se deve-se debater questões políticos e culturais decisivas.
O boicote e as ameaças que cientistas que se recusaram endossar a tese do “aquecimento global” sofreram são provas claras que certos grupos não descartam recorrer à chantagem e a métodos escusos para modelar, mais do que a opinião pública por alguns meses, o imaginário coletivo por décadas.
Nicolás Gómez Dávila
A chamada guerra cultural é um fato latente de nosso tempo que nenhum cristão maduro pode deixar de levar em conta se almeja entender os atuas fenômenos culturais e políticos. O termo “disputa por corações e mentes” remete a Guerra Fria, mais ainda serve para evocar uma realidade que se tornou nas últimas duas décadas ainda mais complexa do que aquela em que apenas dois pólos se opunham. Intelectuais agindo em redes organizadas, próximos ao centros de poder e de divulgação de informações para as massas têm definido não só os temas a serem debatidos, mas principalmente os termos nos quais se deve-se debater questões políticos e culturais decisivas.
O boicote e as ameaças que cientistas que se recusaram endossar a tese do “aquecimento global” sofreram são provas claras que certos grupos não descartam recorrer à chantagem e a métodos escusos para modelar, mais do que a opinião pública por alguns meses, o imaginário coletivo por décadas.
domingo, 9 de setembro de 2012
De machorras militantes e mal-amadas no mercado
O feminismo está vivo e ativo como nunca antes. Não só devido a era Lula, em que as menicuccis, lionças,
“vadias” e outras lésbicas comunistas interagem em postos do governo
federal, marchas, articulações inter-ONG’s para lobbies políticos (o que
chamam de “debate com ‘sociedade civil organizada’”) e para captar
recursos de fundações globalistas para suas instituições. Além desse
feminismo militante que apóia tudo o que não presta, como o aborto, a
dissolução da família vide “casamento” gay e o controle da mídia, e que
falando por décadas em igualdade fez as mulheres tornarem-se funcionárias da construção civil, por exemplo, há um outro, difuso, sutil, e que adentra até mesmo a cabeça das mais piedosas das mulheres cristãs.
terça-feira, 4 de setembro de 2012
A praga do fideísmo
Entre os muitos exercícios para a paciência que encaro todos os dias há um que está sempre no “hard mode”: ouvir cristãos, ao emitirem opiniões (opinião, essa deusa vulgar) sobre aspectos da doutrina, sobre vida devocional, ou sobre aquilo que crêem que é correto do ponto de vista teológico e bíblico, jogando o fideísmo ao quatro ventos. “Abandone sua razão para entender o que Deus quer de você e para você”; “pare de se ater ao seu entendimento se quiser viver uma vida cristã mais rica”; “deixe de raciocinar e ouça ao Espírito”. Quem nunca ouviu tais frases? Nem é preciso dizer que daí em diante surgem os pitacos mais estapafúrdios sobre as relações entre a fé e a racionalidade, e claro, as mais “maduras” e mui “espirituais” críticas a quem é visto como apegado ao estudo de temas sérios, ao aprendizado sistemático das doutrinas cristãs, ou meramente a uma vida intelectual menos miserável.
O fideísmo é isso: usar a razão para afirmar, sobre a fé, que fé e razão não se misturam. Soa engraçado e contraditório? Sim. Mas é uma mania consolidada em muitos segmentos da igreja brasileira. Kierkegaard caiu nessa. Karl Barth também. (Barth também caiu em outras piores, assunto para outra ocasião.) E que ninguém se engane. Às portas e mesmo dos púlpitos de templos das denominações de grande tradição e legado intelectual é possível ouvir tais disparates.
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