terça-feira, 26 de abril de 2011

Teologia “cristã” ou mera tática de corrosão cultural?

Rob Bell, ícone da chamada “igreja emergente”, lança um novo livro, intitulado Love Wins, afirmando que, no fim das contas, o “amor vence, Deus é bom demais e esse papo de inferno não é bem assim”. Previsivelmente, ressurge o debate.

Não, meus caros, eles não querem provar que sua doutrina é a correta. No fundo, sabem que estão grotescamente errados. Ou alguém aí quer algo mais literal e contundente nos Evangelhos do que as afirmações do próprio Senhor Jesus sobre a realidade do inferno? Francamente, não posso acreditar que há pessoas que vejam Rob Bell e seu amigo Brian McLaren como pessoas desprovidas de cultura teológica, que nunca leram uma sequer das muitas e contundentes refutações, algumas delas escritas há séculos, a essa pataquada chamada universalismo soteriológico.

Descartada a hipótese da tosquice doutrinária, até porque McLaren e Bell ainda evocam conhecimento filosófico (bem, evocam o desconstrucionismo “pós-moderno”...), é claro que Bell, com a bem estruturada estratégia midiática que usa, sabia de antemão do impacto que Love Wins iria provocar. O reaquecimento do debate entre fãs da teologia liberal e apologetas do cristianismo bíblico era líquido e certo.

E começa o combate. O pós-moderno lança seus jabs, rodeia, mas logo o cristão bíblico manda aquele pesado cruzado (de direita) no queixo da criatura. 8, 9, 10. Fim. O problema é que poucos assistem a luta. E a vitória, no plano cultural, a longo prazo, será, sim, do pós-moderno. Basta ver como estão nossas igrejas hoje. O aprofundamento da já assustadora flexibilização dos padrões doutrinários e de conduta dentro do evangelicalismo contemporâneo é resultado mais visível da propagação de idéias como as de McLaren, Bell, e assemelhados.

Quer um exemplo? Bem, aí temos as dezenas de blogueiros fazendo críticas ferozes aos cristãos conservadores, posando de maduros, sensatos, equilibrados, e claro, culturalmente antenados (oh, excelsa virtude!) enquanto dão links para blogs e sites pró-gayzismo, ONG’s ecofascistas, partidos pró-aborto e com agendas notoriamente anticristãs. Sempre, é claro, em nome do seu insuspeito “amor cristão” pela humanidade.

Não poderia haver “cristianismo” mais palatável aos promulgadores do secularismo radical. E claro, das elites políticas globalistas. Tudo do jeito que a ONU gosta...

Isto posto, resta-me afirmar: no debate intelectual, seja sobre soteriologia, seja sobre o “problema do mal” ou sobre a possibilidade de conhecimento da revelação divina (até isso McLaren põe em cheque), os tais emergentes sabem: para eles, não há chance. O que eles visam mesmo é a modelagem cultural. De livro em livro, de vídeo em vídeo... a longo prazo, como tudo o que é feito objetivando efeitos culturais sólidos.

Infelizmente, na mais recente polêmica suscitada pelo recém-lançado livro de Rob Bell, não vi nenhum teólogo mais conhecido lidar com tal questão, por contundentes e oportunas que tenham sido as refutações.

Gerando caos doutrinário, essas figuras corroem a credibilidade de doutrinas óbvias, consolidadas e fundamentais para vivência de um cristianismo autêntico, libertador, baseado no agir do Espírito, que gera o anseio por santidade e zelo acerca das verdades reveladas nas Escrituras.

Nota-se fenômeno semelhante quando se observa a conjuntura do atual combate cultural numa perspectiva mais ampla. Do velho e desgastado evolucionismo, ao alarmismo ecofascista, temos situação análoga: o debate acadêmico prossegue, mas o vencedor na disputa cultural já temos. Não importa o quão farsesca se mostre a cada dia a tese do aquecimento global. Qualquer chuva a mais ou a menos já é, para as mentes simples, resultado notório das tais mudanças climáticas antropogênicas.

Alguém aí dá crédito, de fato, a uma teoria como o desconstrucionismo de Derrida e de seus asseclas "pós-modernos"? Ainda assim, ela serve para emburrecer pelotões de acadêmicos. Outro caso, outra pergunta: quantas crises financeiras, quantas "bolhas" e recessões econômicas precisaremos ver e viver, e quantas lacunas lógicas e conceituais ainda precisam ser identificadas na teoria econômica de John Maynard Keynes para que se abandone de uma vez por todas o ímpeto intervencionista dos defensores do "welfare state", do "Estado-Babá", causa suprema de tantas tragédias e guerras no século XX?

Quase todas essas teorias da modernidade são mais valiosas aos revolucionários pela destruição que causam do que pela sua suposta capacidade de interpretar e descrever certos aspectos da realidade, quando de fato o fazem. E é dessa forma que devem ser observados os postulados de Rob Bell e Brian McLaren. Nada muito diferente do caso da tal “teologia” da “Missão Integral”.

As frentes de ataque ao cristianismo na esfera cultural são muitas, e a liderada pela dupla universalista me parece bem mais nociva à Igreja do que, por exemplo, a do neo-ateísmo militante de Dawkins, Harris, Dennet e Hitchens. Além de parecer muito mais uma disputa interna do que um ataque de infiltrados (e pode muito bem, ser, sim, e palmas para John MacArthur, que tocou na questão) não causam repulsa imediata da mesma forma que o gayzismo, por exemplo, causa. Mas, é claro, abre-lhe caminho, afinal, se o cristão despreparado, simples, começa a ouvir um ou outro lobo na pele de pastor dizendo que "ninguém vai para o inferno, o amor vence no final", estamos às portas de um “liberou geral” que terá na própria Igreja seu epicentro.

Vale destacar que em todo o Ocidente ainda estamos pagando um preço elevado, nas famílias, igrejas e instituições com o “liberou geral” dos anos 70.

Àqueles devotos de um suposto "equilíbrio" teológico ou intelectual, uma turma pusilânime da qual sempre desconfio, as velhas heresias de Bell e McLaren soarão como um "posicionamento interessante". E contará com vários adeptos instantâneos: aquele pelotão de cristãos já anestesiados com o pensamento deste século, que apóiam bovinamente a tudo que pareça "tolerante", "includente", ou politicamente correto. Enfim, aqueles cristãos vacilantes que a cada dia cedem um pouco mais para a cosmovisão moderna, sem a qual o reino do Anticristo não se legitima ante as massas, e que se tornam um nicho de mercado cada vez mais promissor para sofistas de fala mansa e teologia torta.



segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Sites da extrema burrice neuropetista voltam a atacar



Publicado como editorial no Mídia Sem Máscara (sim, é de minha autoria).


O protesto de alguns poucos conservadores contra a nomeação do neurocientista Miguel Nicolelis à Pontifícia Academia de Ciências do Vaticano foi o suficiente para que Nicolelis, apoiado por cães de guarda midiáticos como Luiz Calos Azenha e Luís Nassif, rotulasse toda essa oposição de "extrema-direita". Um grupo de pessoas que, na sua visão, seriam violentas e pouco inclinadas ao livre debate democrático, segundo declarou em entrevista publicada nos sites dos dois supracitados agentes da desinformatsia dilmista considerados jornalistas.

Como se não bastasse, o neurocientista, ultrassensível à críticas, pediu reforços em sua segurança pessoal, mesmo admitindo não ter recebido ameaça alguma. E de conhecimento público tornou-se o diagnóstico do mal que aflige a cabeça do Dr. Miguel Nicolelis: neuropetismo crônico e generalizado.

Patologias à parte, vamos ao saneador esclarecimento de algumas questões:

(1) A posição milenar da Igreja Católica sobre o homossexualismo não deixa dúvidas: é um pecado, é imoralidade, é algo que vai contra a própria fisiologia humana.

O neurocientista Miguel Nicolelis apóia a união civil de homossexuais, o que nivelaria juridicamente os casais gays à família tradicional.

(2) A Doutrina Social da Igreja Católica afirma sobre socialismo: os fiéis que o apoiarem estão auto-excomungados (latae sententiae).

Miguel Nicolelis, ateu, não só votou na terrorista candidata do Foro de São Paulo à presidência do Brasil, como escreveu textos em defesa de Dilma Rousseff e seu partido, o PT, durante a campanha.

(3) A Igreja Católica Apostólica Romana se opõe ao aborto.

Nicolelis é a favor da descriminalização do assassinato de fetos.

(4) Consta no artigo 5 da Constituição da Pontifícia Academia de Ciências do Vaticano: "os candidatos a uma vaga na Academia são escolhidos pela Academia na base de seus eminentes estudos científicos originais e sua reconhecida personalidade moral". A escolha, segundo o documento é feita "sem nenhuma discriminação étnica ou religiosa".

Alguém duvida de que qualquer cristão com um mínimo de bom senso questionaria se o Dr. Nicolelis, apoiando o que apóia, é de fato, alguém com "reconhecida personalidade moral"?

(5) Outra pergunta: é vedado a qualquer cristão, no pleno exercício de suas atividades intelectuais, se opor à nomeação de um defensor de socialistas, do aborto e de políticas gayzistas à Pontifícia Academia de Ciência do Vaticano?

Qualquer católico não só tem esse direito, como esta é única postura coerente com os princípios de sua fé. Católicos reconhecem que o Vaticano errou, e os revolucionários, sempre posicionados contra qualquer pronunciamento da Igreja Católica (na verdade, mal escondem que, para eles, ela não deve abrir a boca sobre nada, nunca), desta vez a apoiaram, simplesmente porque favorece um de seus ícones.

A pergunta que resta é: a quem, então, Luís Nassif e Conceição Lemes, endossada por Luiz Carlos Azenha, chamam de "extrema-direita"?

Evidentemente, para esses esquerdistas conhecidos, a "extrema-direita" é composta pelos católicos, e todas as pessoas, cristãs ou não, que se opõem ao aborto, ao socialismo e às políticas gayzistas.

A canalhice da patota ao aplicar tal rótulo aos cristãos já seria aterradora ficasse por aí. Mas deve-se destacar que o rótulo "extrema-direita" comporta aí duas acusações. Além de um suposto extremismo ideológico, (como se defensores do aborto, do petismo e do gayzismo fossem os exemplares máximos da neutralidade política), fica a associação popular, e totalmente falsa, com o nazi-fascismo e com facções da linha da Ku Klux Klan.

Uma associação da qual a edição brasileira do Le Monde Diplomatique deste mês reforça com uma foto de um skinhead com uma suástica tatuada na nuca e a manchete: "Cresce a extrema direita". Nas páginas internas, matéria intitulada "A direita radicaliza", coloca os governos de Mussolini e Franco como inauguradores de um modelo que a "ofensiva da hierarquia católica" dá continuidade, valendo-se do discurso conservador dos "bons costumes".

Ao olhar do observador atento da história, e de um conhecedor do pensamento político minimamente livre da mistificação revolucionária, nada poderia ser mais falso. E ficam algumas perguntas:

Como associar os conservadores, promotores da moralidade judaico-cristã, do livre mercado e do estado mínimo, às ideologias totalitárias de Hitler e Mussolini, socialistas convictos, centralizadores de poder, anticapitalistas, anticristãos e revolucionários?

Como esquecer da apologia da eugenia por parte de ícones do progressismo, como George Bernard Shaw, John Maynard Keynes, Julian Huxley, Sidney Webb (patrono dos socialistas fabianos) E. A. Ross, e Margareth Sanger, fundadora da liga que posteriormente se tornou a instituição abortista Planned Parenthood, tão protegida pela esquerda obamista nos EUA?

Como não levar em conta os vínculos da esquerda acadêmica dita "pós-moderna" com o nazismo, lembrando-se de nomes como Paul de Man e Martin Heidegger?

Como associar a Ku-Klux-Klan a uma suposta extrema-direita, se em 1924 a facção racista participou da convenção Klanbake, do Partido Democrata dos EUA, o partido de Al Gore, Obama, Clinton e Jimmy Carter, ex-presidentes idolatrados pela imprensa socialistóide tapuia?

Não são os conservadores os principais oponentes das políticas raciais esquerdistas, como as quotas nas universidades, políticas essas que fazem do Estado instrumento de oficialização do critério de raça, ao melhor estilo nazista?

Não são os conservadores os adversários de qualquer tentativa de planificação cultural e econômica defendida pela esquerda estatólatra que faz do "Estado de Bem-Estar Social" (que ao surgir, tinha a eugenia como um de seus meios) seu deus?

Respondidas essas perguntas, fica evidente: se há alguém, no âmbito das idéias políticas, próximos a aberrações ideológicas do século XX como o nazismo e o fascismo, estes são os defensores da ideologia mãe destas duas: o socialismo, uma paixão de quase toda a imprensa brasileira atualmente.

Só mentes afligidas pela extrema burrice e pelo neuropetismo não enxergam essa obviedade.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Post rápido de Natal


Feliz Natal! Opa, pelo que tenho visto, continua valendo, e cada vez mais, o aviso que escrevi no ano passado.

E para 2011, pretendo escrever mais aqui no blog. 2010 foi uma correria, me senti numa gincana, principalmente no segundo semestre. (E aprendi a odiar gincana nos retiros da igreja.)

Neste post, o André reflete sobre algumas lições de Spurgeon sobre o Natal.

E aqui, um breve recado de John MacArthur, para avaliarmos nosso amor Àquele que veio como menino, mas que reina e vive para todo o sempre, o Senhor Jesus.

Fui!

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Universidade Mackenzie: Em defesa da liberdade de expressão religiosa

A Universidade Presbiteriana Mackenzie vem recebendo ataques e críticas por um texto alegadamente “homofóbico” veiculado em seu site desde 2007. Nós, de várias denominações cristãs, vimos prestar solidariedade à instituição. Nós nos levantamos contra o uso indiscriminado do termo “homofobia”, que pretende aplicar-se tanto a assassinos, agressores e discriminadores de homossexuais quanto a líderes religiosos cristãos que, à luz da Escritura Sagrada, consideram a homossexualidade um pecado. Ora, nossa liberdade de consciência e de expressão não nos pode ser negada, nem confundida com violência. Consideramos que mencionar pecados para chamar os homens a um arrependimento voluntário é parte integrante do anúncio do Evangelho de Jesus Cristo. Nenhum discurso de ódio pode se calcar na pregação do amor e da graça de Deus.


Como cristãos, temos o mandato bíblico de oferecer o Evangelho da salvação a todas as pessoas. Jesus Cristo morreu para salvar e reconciliar o ser humano com Deus. Cremos, de acordo com as Escrituras, que “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3.23). Somos pecadores, todos nós. Não existe uma divisão entre “pecadores” e “não-pecadores”. A Bíblia apresenta longas listas de pecado e informa que sem o perdão de Deus o homem está perdido e condenado. Sabemos que são pecado: “prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, contendas, rivalidades, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias” (Gálatas 5.19). Em sua interpretação tradicional e histórica, as Escrituras judaico-cristãs tratam da conduta homossexual como um pecado, como demonstram os textos de Levítico 18.22, 1Coríntios 6.9-10, Romanos 1.18-32, entre outros. Se queremos o arrependimento e a conversão do perdido, precisamos nomear também esse pecado. Não desejamos mudança de comportamento por força de lei, mas sim, a conversão do coração. E a conversão do coração não passa por pressão externa, mas pela ação graciosa e persuasiva do Espírito Santo de Deus, que, como ensinou o Senhor Jesus Cristo, convence “do pecado, da justiça e do juízo” (João 16.8).


Queremos assim nos certificar de que a eventual aprovação de leis chamadas anti-homofobia não nos impedirá de estender esse convite livremente a todos, um convite que também pode ser recusado. Não somos a favor de nenhum tipo de lei que proíba a conduta homossexual; da mesma forma, somos contrários a qualquer lei que atente contra um princípio caro à sociedade brasileira: a liberdade de consciência. A Constituição Federal (artigo 5º) assegura que “todos são iguais perante a lei”, “estipula ser inviolável a liberdade de consciência e de crença” e “estipula que ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política”. Também nos opomos a qualquer força exterior – intimidação, ameaças, agressões verbais e físicas – que vise à mudança de mentalidades. Não aceitamos que a criminalização da opinião seja um instrumento válido para transformações sociais, pois, além de inconstitucional, fomenta uma indesejável onda de autoritarismo, ferindo as bases da democracia. Assim como não buscamos reprimir a conduta homossexual por esses meios coercivos, não queremos que os mesmos meios sejam utilizados para que deixemos de pregar o que cremos. Queremos manter nossa liberdade de anunciar o arrependimento e o perdão de Deus publicamente. Queremos sustentar nosso direito de abrir instituições de ensino confessionais, que reflitam a cosmovisão cristã. Queremos garantir que a comunidade religiosa possa exprimir-se sobre todos os assuntos importantes para a sociedade.


Manifestamos, portanto, nosso total apoio ao pronunciamento da Igreja Presbiteriana do Brasil publicado no ano de 2007 (link: http://www.ipb.org.br/noticias/noticia_inteligente.php3?id=808)e reproduzido parcialmente, também em 2007, no site da Universidade Presbiteriana Mackenzie, por seu chanceler, Reverendo Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes. Se ativistas homossexuais pretendem criminalizar a postura da Universidade Presbiteriana Mackenzie, devem se preparar para confrontar igualmente a Igreja Presbiteriana do Brasil, as igrejas evangélicas de todo o país, a Igreja Católica Apostólica Romana, a Congregação Judaica do Brasil e, em última instância, censurar as próprias Escrituras judaico-cristãs. Indivíduos, grupos religiosos e instituições têm o direito garantido por lei de expressar sua confessionalidade e sua consciência sujeitas à Palavra de Deus. Postamo-nos firmemente para que essa liberdade não nos seja tirada.


Este manifesto é uma criação coletiva com vistas a representar o pensamento cristão brasileiro.

Para ampla divulgação.


terça-feira, 20 de julho de 2010

PT e FARC: Recordar é viver...

Hoje tem artigo meu no Mídia Sem Máscara: PT e FARC: Recordar é viver...
(Este artigo foi citado por Índio da Costa no Twitter. Agora só falta a oposição tomar uma atitude concreta.)




Até figuras
como Alborghetti, Merval Pereira e Raul Reyes falaram dos vínculos entre o PT e as Farc. Por que o PT quer processar só o PSDB?

Se o PT quiser processar todo mundo que os liga aos narcotraficates, vai faltar tribunal. Pois além dos pioneiros Constantine Menges, Olavo de Carvalho, Graça Salgueiro, Heitor de Paola e outros articulistas do MSM, que há anos escrevem rotineiramente das conexões entre o PT, as Farc e outros grupos terroristas e do narcotráfico latino-americano, outras pessoas já denunciaram os fatos que só agora, após anos de devastação petista, Índio da Costa, seguido pela tucanada (José Serra, Sérgio Guerra, Geraldo Alckmin) resolveu comentar.

Então, considerei útil agregar alguns links, vídeos e comentários a respeito. Encontrei-os rapidamente, clicando web afora, nesta segunda (19), interessado que estava para ler a respeito.

Bem, o PT já não pode mais processar Raul Reyes, o segundo das Farc, abatido pelos bravos militares colombianos numa operação que também capturou o notebook do traficante, que continha informações sobre... Bem, para não restar dúvidas, segue trecho da entrevista do ex-vice das Farc, realizada pelo jornalista Fabiano Maisonnave, lá atrás, em agosto de 2003, na não menos revolucionária Folha de S. Paulo:

Folha de S.Paulo - Qual é a sua avaliação do governo Lula?

Reyes - Tenho muita esperança em que o governo Lula se transforme num governo que tire o povo brasileiro da crise. Lula é um homem que vem do povo, nos alegramos muito quando ele ganhou. As Farc enviaram uma carta de felicitações. Até agora não recebemos resposta.

Folha de S.Paulo - Vocês têm buscado contato com o governo Lula?

Reyes - Estamos tentando estabelecer --ou restabelecer-- as mesmas relações que tínhamos antes, quando ele era apenas o candidato do PT à Presidência.

Folha de S.Paulo - O sr. conheceu Lula?

Reyes - Sim, não me recordo exatamente em que ano, foi em San Salvador, em um dos Foros de São Paulo.

Folha de S.Paulo - Houve uma conversa?

Reyes - Sim, ficamos encarregados de presidir o encontro. Desde então, nos encontramos em locais diferentes e mantivemos contato até recentemente. Quando ele se tornou presidente, não pudemos mais falar com ele.

Folha de S.Paulo - Qual foi a última vez que o sr. falou com ele?

Reyes - Não me lembro exatamente. Faz uns três anos.

Folha de S.Paulo - Fora do governo, quais são os contatos das Farc no Brasil?

Reyes - As Farc têm contatos não apenas no Brasil com distintas forças políticas e governos, partidos e movimentos sociais. Na época do presidente [Fernando Henrique] Cardoso, tínhamos uma delegação no Brasil.

Folha de S.Paulo - O sr. pode nomear as mais importantes?

Reyes - Bem, o PT, e, claro, dentro do PT há uma quantidade de forças; os sem-terra, os sem-teto, os estudantes, sindicalistas, intelectuais, sacerdotes, historiadores, jornalistas...

Folha de S.Paulo - Quais intelectuais?

Reyes - [O sociólogo] Emir Sader, frei Betto [assessor especial de Lula] e muitos outros.

Folha de S.Paulo - No Brasil, as Farc têm a imagem associada ao narcotráfico, em especial com o traficante Fernandinho Beira-Mar. A Polícia Federal concluiu que ele esteve na área das Farc junto com Leonardo Dias Mendonça. O sr. confirma?

Reyes - Não sou um policial, sou um revolucionário. A Colômbia não é tão grande como o Brasil, mas tem 1.142.000 km2, e as Farc estão presentes em todo o país. Qualquer um que chegue do Brasil, da Europa ou dos EUA a qualquer um dos Departamentos da Colômbia, pode vir a ter contato com a guerrilha.

(http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u62119.shtml)

Fica a pergunta: Raul Reyes pôde falar das conexões PT-Farc. Por que Índio da Costa, não?

Adiante. Em março de 2005, como se publicasse grande novidade, a revista Veja apresentou a reportagem Laços Explosivos: Documentos secretos guardados nos arquivos da Abin informam que a narcoguerrilha colombiana Farc deu 5 milhões de dólares a candidatos petistas em 2002. Para quem já lia o Mídia Sem Máscara, a revista chovia no molhado.

Em 2008, até Merval Pereira [ver nota] tocou no assunto (valeu, Aluizio Amorim). Sabemos, Merval Pereira pode ser acusado de tudo, menos de conservador, de anti-esquerdista, de inteligente, etc.

Eis o vídeo:



O velho Alborghetti (bem lembrado, kamaradas do Vanguarda Popular) também não deixou por menos. No mesmo ano, lia em seu programa de tevê matéria da jornalista Juliana Castro, que tratava de uma atitude de militares da reserva brasileiros: com base nas informações apuradas pela revista Cambio, falavam das conexões entre o PT e o grupo narcoguerrilheiro auto-intitulado Farc. O PT quer ferrar os militares a todo custo, mas jamais processou o falecido Luiz Carlos Alborghetti.



O jornalista Políbio Braga comentou ontem no Twitter, que as Farc foram recebidas pelo então governador Olívio Dutra, do PT, no próprio palácio do governo do Rio Grande do Sul. Olavo de Carvalho comentou o episódio na época, não sem antes citar uma declaração de George Bernanos que adquire cada vez mais uma inegável dimensão profética. Em suas palavras:

Georges Bernanos, um profeta que tinha o péssimo hábito de acertar, disse na década de 40 que "o Brasil é um país maravilhoso, mas infelizmente destinado a ser palco da mais sangrenta das revoluções".

Se depender das autoridades gaúchas, isso é para já. Receber líderes das FARC para conversações secretas, dar-lhes proteção estatal para que ensinem até a crianças de escola as metas e métodos da narcoguerrilha colombiana é o mínimo que o governo do sr. Olívio Dutra se permite (http://www.olavodecarvalho.org/semana/04212002zh.htm).

Ainda há mais. Como a nomeação da esposa do pseudo-padre articulador das Farc Olivério Medina, para uma "boquinha" na Secretaria Especial de Agricultura e Pesca, a pedido de Dilma Roussef. Saiu na Gazeta do Povo:

A Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca, órgão do governo federal com status de ministério, emprega desde 2006, em um cargo de confiança, a paranaense Ângela Maria Slongo, mulher do ex-guerrilheiro das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) Francisco Antônio Cadenas Collazzos, conhecido como Oliverio Medina. Ela também é, desde 1986, professora concursada da Secretaria de Educação do Paraná e foi cedida pelo governo do estado ao órgão federal em 2006 - num pedido feito pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, ao governador Roberto Requião.

Acusado de homicídio e terrorismo na Colômbia, Medina viveu em prisão domiciliar em Brasília entre 2005 e março do ano passado, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) extinguiu o pedido de extradição para o país vizinho.

(http://www.gazetadopovo.com.br/vidapublica/conteudo.phtml?tl=1&id=772307&tit=Mulher-de-ex-guerrilheiro-das-Farc-tem-cargo-no-governo)

Reinaldo Azevedo também escreveu artigo relembrando de alguns desses fatos, e tem mais informações por aí. Elenquei algumas, dando ênfase aos veículos de comunicação bem conhecidos da patuléia, para não aparecer nenhum bobalhão dizendo que se trata de mais uma "teoria da conspiração".

Sabe como é. Estamos lidando com brasileiros. Gente que vota em tucanos e petistas.

Nota de esclarecimento:

É útil lembrar que Quando Olavo de Carvalho foi demitido do Globo, o editor dos seus artigos era Merval Pereira, que também ocupava um cargo na diretoria e assinava uma coluna semanal. Enquanto Olavo denunciava os fatos que comprovavam a articulação do PT com as Farc através do FSP, Merval tratava de amenidades. Em julho de 2005, Olavo foi dispensado do trabalho, sem aviso prévio, única e exclusivamente porque suas denúncias estavam criando um desconforto insuportável no ambiente do jornal. Em outras palavras, Merval é um dos responsáveis por Olavo ter perdido o emprego, e, com muitos anos de atraso, copia o colunista que ele próprio demitiu por denunciar a mesma matéria que ele repete na gravação da GloboNews.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Pela restauração dos absolutos


Se não houvesse um padrão de moralidade absoluto, discussões morais não fariam o menor sentido, lembrava C. S. Lewis. Padrões morais distintos só podem ser comparados à luz de um padrão moral absoluto, oriundo, inescapavelmente, de um Legislador Moral absoluto.

E se na esfera individual a ética é absoluta, também deve ser em âmbito coletivo. E o ordenamento da sociedade, quanto mais alinhado a este padrão, melhor será. Alguma dúvida quanto a isso? Se ainda há - mesmo diante do colapso moral e intelectual do Brasil - vale investigar, na história, as idéias predominantes na ascensão e no declínio dos povos e civilizações.


Outra conclusão fundamental, e até óbvia, de Aristóteles, que serviu de alicerce para toda a filosofia política na Idade Média, seja no contexto árabe, cristão ou judaico, foi a de que se a polis é o domínio onde os atributos da natureza humana podem se realizar de forma plena, para compreendê-la é necessário ter uma visão clara e realista da natureza humana, dos seres que compõem a polis. Enquanto os acadêmicos de hoje se descabelam, considerando problemático o fato de que, nas ciências humanas, o sujeito que estuda e o objeto de estudo é exatamente o mesmo - o homem-, Aristóteles e os grandes filósofos daqueles tempos afirmavam que essa era, e é, justamente, a solução do problema, no que tange à epistemologia.


Por que essas considerações? Simples. Para lembrar que política, e o conhecimento válido a respeito do assunto, não se reduzem meramente a achismos, mera subjetividade, atribuir culpa a esta ou aquela corrente, ou que “falou em política, falou em sujeira”, como se esta dimensão da natureza do homem, como se este ramo do conhecimento, fosse algo essencialmente maligno. Se é, por que se tem tanta esperança que processos, planejamentos, agentes, ideologias e partidos políticos podem trazer melhorias concretas para a sociedade?


Triste é constatar que os indivíduos mais esperançosos no aprimoramento do homem e da sociedade por meio dos processos políticos são os primeiros a jogar para o alto as premissas mais preciosas do conhecimento nesta área, recriminando toda e qualquer oposição a seus postulados apriorísticos (ideologia é essencialmente uma doença cognitiva baseada no apego irracional a postulados desta ordem, desconexos de mediação empírica, com a realidade) de forma arbitrária.


Para cristãos, cair nestes erros é ainda pior. Uma fé que: (1) defende o caráter absoluto da moralidade, (2) afirma a condição caída do homem, e com um (3) parecer taxativo deste Deus onisciente e perfeito sobre a condição moral da humanidade: “vós, que sois maus” (Mt.7:11), não pode, de forma alguma, ceder a relativismos epistêmicos, que jogam a orientação política de cada fiel no cesto das preferências meramente subjetivas, e das utopias que prometem paraísos na terra. Que paraíso, que reino de justiça e paz é esse repleto de homens que, enquanto estiverem vivos, serão maus?


Aí estão conclusões inescapáveis para qualquer pessoa com um mínimo de bom senso. Infelizmente, o ímpeto revolucionário, ou seja, a revolta contra a realidade, a suprema rejeição de sua condição, de sua natureza e das circunstâncias quais foi inserido, por parte do homem, se alastrou de tal forma no presente estágio da história, que a perda, ou melhor, a cegueira obstinada quanto a estes princípios redundou no surgimento das assassinas ideologias de massa, e na infiltração destas em todos os ramos do conhecimento humano. Perdidos os princípios, o debate no campo das ciências humanas, em larga medida, reduziu-se a algo semelhante às discussões de futebol: “meu time (no caso, ‘minhas teorias favoritas’) são melhores que as suas simplesmente ‘porque sim’”.


Mais de uma vez debati com pessoas que, não podendo lidar com estes e outros princípios, pois se chocavam brutalmente com suas opiniões de estimação (na prática, verdadeiras muletas existenciais), apelavam para o xingamento, para o chiste vazio, e para risadinhas que evidenciavam mais o estado deplorável de suas almas do que qualquer outra coisa. Jamais cogitaram na possibilidade de que filosofia política, ciência política, e economia política são assuntos tão espirituais quanto soteriologia, cristologia, harmatiologia, etc.


“Não vou mais discutir com você. Vou escolher outros eruditos, que falam justamente o contrário, e seguí-los”, disse-me certa vez um rapaz. Não foi o primeiro a me chamar de “erudito”, o que denota não só o desaparecimento dos eruditos, mas, pior, a quase onipresente incapacidade de identificá-los; sequer sabe-se o que é um autêntico erudito atualmente. O mais grave mesmo, na afirmação da pobre alma, é que ela me remeteu diretamente a um aviso bíblico:


Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas.
(2 Tm. 4: 3,4)


É claro que é sempre divertido encurralar gente presunçosa. Mas é lamentável ver este rapaz, e toda uma geração, rejeitando, na prática, os princípios, os absolutos, a noção mesma da verdade e da possibilidade de conhecê-la. Na política, na antropologia, na teologia, na busca de conhecimento sólido e devidamente fundamentado. Querendo dominar e aprimorar o mundo, perderam o controle de suas próprias mentes, e tornaram-se zumbis, autênticos mortos vivos, e levam o cheiro da morte por onde passam.


Já afirmei anteriormente que ser um “cidadão do nosso tempo” é essencialmente afirmar com todas as forças não suportar a mentira e a injustiça, e em seguida, dizer que a verdade é relativa e que não existe certo e errado. Há muitos que não chegam a tanto, mas abrem exceções para algumas áreas, e política costuma ser preferida. Ainda assim, sem notar na contradição em que caem, querem dar seus pareceres no assunto. Comprometidos com a verdade é que eles não podem estar, certo?


segunda-feira, 29 de março de 2010

A farsa integral de Ariovaldo Ramos


Nenhum mentiroso tem uma memória suficientemente boa para ser um mentiroso de êxito.
Abraham Lincoln


O que dizer de alguém que, dizendo-se cristão, apoiou, defendeu e integrou um governo aliado em escala continental com terroristas e narcotraficantes, fazendo da corrupção, da chantagem e da arapongagem, método de gestão, trabalhando em prol do lobby gay, do aborto, e da ruptura do pouco que restou do legado judaico-cristão no estamento jurídico brasileiro?

E mais: foi até Caracas prostrar-se ante Hugo Chávez, calou-se a respeito das dezenas (tenho a lista) de escândalos lulo-petistas, e não disse um “a” contra estripulias totalitárias como o montruoso PNDH-3, a Confecom, a Conferência de Segurança Pública, forjadas puramente para que os novos sovietes – as ONG´s cooptadas e os tais “movimentos sociais” -, driblem as instituições e acelerem o processo de cubanização do Brasil.

Sim, excetuando a idolátrica visita ao psicopata venezuelano, este é o caso de muitos cristãos do Brasil. Mas agora refiro a um em particular, que usa a teologia para injetar velhos sofismas socialistas na mente de centenas de incautos: meus prezados, cuidado, pois agora estamos lidando com Ariovaldo Ramos.

E aí, já deu uma olhada no Google Images? Não, ele não é irmão do Jorge Aragão, ao menos até onde se sabe. O samba dele, como vocês já vão constatar, é o do comunista doido. Ou não é doido quem, quando encurralado por cristãos anticomunistas diz: “não sou pró aborto, não sou pró gayzismo, seja lá o que isso signifique”, mesmo manifestando-se satisfeito porque “cumprindo a lei, o aborto foi realizado”, no polêmico episódio do estupro da menina de nove anos em Pernambuco, em artigo publicado no site das “comunidades de base” de Minas Gerais?

Vamos a alguns trechos do artigo de Ariovaldo Ramos:

Aqui a questão: quem deve ser protegida, nesse caso, é a menina. Estamos diante do principio estabelecido por Jesus Cristo. Desta feita, o sujeito de direitos é a menina. O sagrado direito à vida por que luta a Igreja Romana e todos nós, agora, tem de ser invocado para proteger a menina aviltada em seu direito à infância e à dignidade. É à menina que está, primariamente, sendo negado o direito à vida.

Lamentavelmente, este é um caso em que não é possível proteger a todos. Choramos pelos inocentes que não puderam vir, mas Deus entende que estamos a resgatar a inocente que já está entre nós.

Perceberam o nível da “argumentação”? Para preservar a vida da menina, mata-se o filho vindouro. Não se cogita a hipótese de dar assistência psicológica à nova gestante, nem preservar o nascituro. Levar em consideração a biologia (pois só engravida que está apta fisicamente para gerar), nem pensar... Importante é que “cumpriu-se a lei”. Se matar um nascituro inocente para que a lei seja cumprida está correto, distorcer as Sagradas Escrituras para endossar o aborto não é nada demais, não é mesmo? E mentir no site dos conservadores, então, o que seria? Ora, os conservadores...

A trajetória burlesca de Ariovaldo Ramos ainda tem outros marcos lamentáveis. Ele foi presidente da Visão Mundial, uma ONG que recebe dinheiro da fina flor da máfia globalista: as bilionárias Rockefeller, Bill & Melinda Gates e Ahmanson Foundation. “Diga-me quem te patrocina, e te direi quem és”. Bem, essas fundações patrocinam grupos abortistas, gayzistas, feministas, ambientalistas, indigenistas, etc. Fortalecer uma organização como a Visão Mundial, tida como cristã, para essa elite que sonha com um governo mundial, é um prato cheio: “oba, nada melhor do que cooptar cristãos, os que mais podem nos atrapalhar no futuro”. E lá estava Ariovaldo Ramos, peça chave no esquema todo.

A facção terrorista MST também mora no coração de Ariovaldo. Todo orgulhoso, ele conta num artigo que “foi convidado” para os 25 anos do braço armado do PT. Claro, é da turma. Também foi “conselheiro” da fanfarronada chamada “Fome Zero”.

Sem o menor pudor, cita o livro do profeta Amós como se estivesse citando Marighella. Como se uma ideologia com seus três séculos de matanças e mentiras fosse a mais pura expressão dos princípios milenares da fé judaica e da fé cristã. Como se não fosse o próprio Cristo quem tivesse comparado tantas vezes o Reino de Deus como uma vinha e seus lavradores, uma pedra preciosa pela qual um homem vende tudo o que tem para obtê-la, ou às dez virgens, das quais cinco prudentes, que não compartilharam seu óleo com as cinco incautas.

Se depois dessas analogias do próprio Senhor Jesus restar ainda alguma dúvida quanto à legitimidade do livre mercado, da propriedade privada, e das mútuas responsabilidades na relação entre patrões e empregados, na “parábola dos dez talentos” Jesus Cristo esclarece tudo, usando fatos do cotidiano, da vida econômica, para ensinar verdades espirituais mais profundas.

Então você devia ter confiado seu dinheiro aos banqueiros, para que, quando eu voltasse, o recebesse de volta com juros. Tirem o talento dele e entreguem-no ao que tem dez.(Mt. 25:27).

Como na época não havia ariovaldos para implicar com o intenso e livre comércio do império romano, logo o cristianismo foi se espalhando. Um pepino a menos.
Já a fé que Ariovaldo Ramos propaga incita a “luta de classes”. Duvida? Dá uma lida:

Eu quero o socialismo dos crentes que, em meio à marcha dos trabalhadores e, diante do impasse do confronto com as forças do estabelecido, grita ao megafone: companheiros, avancemos! Deus está do nosso lado!

Agora me diga qual é o adolescente que, após quatro horas diárias de exposição aos “paulofreirismos” e “vygotskysmos” da doutrinação imposta pelo MEC, não imagina, imediatamente, após ler uma asneira dessas, os tiros, os gritos, as foices, enxadas e picaretas levantadas pela massa que vai adentrando mais uma fazenda e destruindo tudo pelo caminho, em nome da “justiça social” ariováldica?

Este é só um exemplo do que podemos encontrar em seus artigos e pregações. Já tentei dialogar com um discipulinho de Ariovaldo Ramos, membro do EPJ e da tal Rede Fale, patotas para as quais Ariovaldo é ídolo e mentor. A figura chegou a dizer que comércio é pecado, cheio de si. A quem mostrei trechos do “debate”, ouvi conclusões similares: “Ele é doente. E burro demais”. São os frutos cognitivos do socialismo. Nem por isso, Ariovaldo deixa de passar em seu blog o número de sua conta no Bradesco, para receber contribuições.

Amigo de sofistas rasteiros, símbolos do latrinário liberalismo teológico tapuia, como Ed René Kivitz e Caio Fábio, que ele garante que é uma pessoa extraordinária, Ariovaldo Ramos chama toda essa mistura abominável entre comunismo e falácias pseudobíblicas de “Missão Integral”.

Noutro texto, todo bicudo, dando indiretas receoso em citar o MSM, Ariovaldo resmunga:

Estou farto dessa gente que não sabe o que é debate intelectual, que toma tudo como pessoal, porque se vê como a medida para a verdade.

Ah, ele parece saber o que é debate intelectual. A dialética erística Ariovaldo usa sem parar. Já silogismos com um mínimo de rigor... aí é mais difícil. Mas ele quer falar em justiça, e beija Hugo Chávez. Quer falar no valor da vida humana, e defende o aborto. Quer falar em fé cristã, mas defende Lula, anda com Caio Fábio, Ed René Kivitz e toma as dores de Marina Silva, a melancia (verde por fora, vermelha por dentro) da “Bléia”, que chorou ao assistir Avatar, aquela celebração do panteísmo eco-chato.

Antes de falar em “debate intelectual”, Ariovaldo Ramos ainda precisa entender o que é o princípio epistemológico da não-contradição. Principalmente se quiser realmente ser considerado um cristão, que entende e obedece às Sagradas Escrituras.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Reflexões após o XII Congresso da VINACC


Eles não são do mundo, como também eu não sou. Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.
João 17:16,17.

Líderes e palestrantes de diversas denominações, unidos, reafirmando a Palavra de Deus como o alicerce para uma vida cristã plena, pura, e capaz de impactar a sociedade de forma relevante e abençoadora. Algo que certamente alegrou e honrou ao Senhor Jesus, que, na chamada oração sacerdotal de João 17, pede a Deus Pai:

21)a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste.
(22) Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos; (23) eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim.

Palestras sobre doutrinas fundamentais da fé cristã, ciência, sexualidade, apologética, um painel sobre globalismo, política e a ideologia queer (gayzismo), eventos artísticos, e um povo amável que manteve o Parque do Povo, no centro de Campina Grande (PB), lotado. Como nenhuma dessas coisas se dão nem se harmonizam ao acaso, ficou clara a ação de Deus em tudo. A provisão, a proteção e a direção dEle se fizeram manifestas.

Problemas? Coisas a serem melhoradas? Também. O evento estava repleto de seres humanos, meu chapa.

Assim foi o XII Congresso Nacional da Consciência Cristã, uma iniciativa da VINACC. Fica o exemplo para a igreja do sul do país, que tem recursos, gente capacitada, e que pode, unida, e em Deus, fazer diferença, alargar o espaço de suas tendas, resgatar vidas, e preparar seus futuros líderes.

Quanto a mim, aprendi a dar palestra (acho...). Fui para abençoar, mas nada do que fiz se compara ao que o Senhor fez na minha vida. É sempre assim. Ele sempre nos surpreende, Ele sempre tem o melhor para os seus filhos. O amor dEle nos constrange.

Para 2011
O retorno para o evangelho da cruz. Este será o tema do XIII Congresso Nacional para a Consciência Cristã de 2011, e foi muito bem escolhido. Quando se atenta para a importância da ordem de Cristo “tome sua cruz e siga-me”, e para a centralidade da cruz na pregação e no ministério do apóstolo Paulo (nós pregamos a Cristo, e este crucificado), pode-se perceber melhor a relevância do tema na vida cristã.

Nas palavras de Donald Carson, no livro A Cruz e o Ministério Cristão (Ed. Fiel, 2009, págs 50, 51):

A mensagem da cruz esmaga as grandes idolatrias do mundo eclesiástico: nossa autopromoção interminável, amor ao mero profissionalismo e nosso vício por métodos bem definidos. Sem dúvida, em algumas circunstâncias, pode ser errado criticar qualquer dessas tendências. No entanto, consideradas juntas, elas formulam um padrão de ministério que está tão distante da mensagem da cruz, do demonstrável alcance da cruz e desta descrição neotestamentária do pregador da cruz, que temos de confessar, com vergonha, que nos voltamos aos ídolos e por isso arrepender-nos de nosso pecado.

O Congresso da VINACC tem o mérito de tratar assuntos que quase a totalidade da igreja brasileira nem sequer reconhece como importantes para a vida cristã. Muitos de nossos líderes ainda acham que política, geopolítica, cultura e o papel dos meios de comunicação de massa e a construção de conhecimento firmemente embasado e harmonizado com a Palavra de Deus não seriam “assuntos espirituais”. Em 2011, a mensagem da cruz, e o chamado ao quebrantamento, ao arrependimento, e à uma reavaliação de nossas diretrizes existenciais e ministeriais que tal mensagem evoca, estarão no centro das discussões na próxima edição do congresso. Num tempo em que a proliferação de pseudo-evangelhos repletos de misturas com doutrinas humanas (até com socialismo!) é um fato notório e alarmante, o retorno à cruz por parte dos que realmente crêem no sacrifício definitivo de Cristo, Rei do Reis, e Senhor dos Senhores, é fundamental, é de suma importância.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Eu, no XII Congresso Nacional da Consciência Cristã


Supondo que nunca existiu nenhum indivíduo neste mundo, em nenhuma época do tempo, que nunca haja vivido uma vida cristã perfeita em todos os níveis e possibilidades, tendo o Cristianismo sempre brilhante em todo o seu esplendor, e parecendo excelente e amável, mesmo sendo essa vida observada de qualquer ângulo possível e sob qualquer pressão, eu resolvi agir como se pudesse viver essa mesma vida, mesmo que tenha de me esforçar no máximo de todas as minhas capacidades inerentes e mesmo que fosse o único em meu tempo.
(Resolução 63, de Jonathan Edwards, 14 de Janeiro e 3 de Julho de 1723)

Certo dia orei: “Senhor, quando, e se o Senhor quiser, que me chamem, pois eu não vou atrás disso”. E não é que me chamaram para ensinar o que tenho aprendido ao longo dos últimos anos! Quem chamou foi o pastor Euder Faber, presidente da ONG (essa é “do bem”, e não “do B”, como a maioria) VINACC – Visão Nacional Para a Consciência Cristã. A indicação foi do meu amigo Julio Severo.

E lá vou eu para o XII Congresso, um evento consolidado e influente, realizado anualmente em Campina Grande, na Paraíba. Para mim, um desafio, afinal, dentre outros preletores estão Luiz Sayão, Adauto Lourenço e Russell Shedd. Mas vou com fé, crendo que é Deus quem está me capacitando. Vou participar do 2º Painel sobre Políticas Públicas e Estratégias da Nova Ordem Mundial, cujo tema será “Confrontando a Ideologia “Queer”. Vou debater esse tema com o teólogo Franklin Ferreira, a psicóloga Rozângela Justino, e com os pastores Joide Miranda, ex-travesti, e Jorge Noda.

Também serei o preletor do 3º Fórum de Capacitação de Lideranças Cristãs, abordando três temas:

“A Ética Esquecida: A Ética Intelectual do Cristão”;

“Ética Cristã: Fundamentos e Princípios para a Excelência Pessoal e Institucional”, e

“Ética Cristã e Mídia de Massa: Preparando-se para o Combate Cultural”.


Por enquanto, estou estudando, organizando o material das palestras, coletando informações, documentos, medito na Palavra de Deus, e busco seguir a recomendação do apóstolo Paulo ao jovem Timóteo: “torna-te padrão dos fiéis”, pois, como esse jovem pastor da igreja do primeiro século, desde a infância conheço “as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus”.

Mais informações, no site no VINACC.
Fiquem com Deus!
Fui!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

O Natal... e os ladrões

Se o cristianismo não é digno de defesa, então o que é?
Edward John Carnell, apologeta

Natal, celebração da vida que nos foi dada mediante a Encarnação. O exemplo, o sacrifício definitivo, a manifestação de Deus entre homens. A plena liberdade, em sua equação mais precisa: servir a Deus, submeter-se a Ele, pois só Ele é perfeito, nos ama, nos criou, e nos conhece mais do que nós mesmos. Rendidos ao senhorio de Cristo, conquistamos a eternidade, a plena posse do Ser. Com o Espírito Santo nos fortalecendo, a confusão se desfaz, e manifestamos a todo povo, língua e nação que o Salvador veio, pagou o preço da nossa queda, e nos fez co-herdeiros do seu Reino.

O liberalismo teológico, um nome pomposo para as multiformes heresias que têm atacado a fé cristã ao longo da história, quer de nós roubar tudo isso. Querem dissociar o "Jesus Histórico" do "Cristo da Fé", querem negar uma realidade espiritual que Jesus tanto afirmou - a danação eterna -, querem reduzir a sã doutrina a uma suposta "missão integral" que só entende a fé como inteira se contaminada com premissas materialistas e totalitárias. Enquanto Cristo diz "vá, e não peques mais", os liberais dizem: "o pecado está em sua subjetividade". Quanto a esses enganadores, vale o aviso do apóstolo João: "acautelai-vos, para não perderdes aquilo que temos realizado com esforço, mas para receberdes completo galardão."

No presente estágio da história, marcado pelas conseqüências práticas dessas e outras doutrinas de demônios em quase todas as áreas da vida, resiste a celebração do Natal, sempre transcendendo as barreiras da cristandade. Ao se celebrar a vinda do Autor e Consumador da fé, da graça especial, a graça comum acaba por ser fortalecida.

Mas os falsificadores, os ladrões, continuam a espreita, e cada vez mais infiltrados. Não prevalecerão no dia do juízo, mas não querem ser derrotados sozinhos. Arrastar os incautos, repartir a derrota de forma igualitária, eis o pobre triunfo destes.

Que neste Natal, o Espírito Santo nos conduza a entender que o amor de Cristo, as verdades por Ele anunciadas e reiteradas, e o seu sacrifício definitivo, são indissociáveis, e infalíveis. Para todas as dimensões da vida.



Ps: Uma conversa muito agradável e edificante com o Jorge Isah resultou nesse post, no qual fiz mais algumas considerações sobre o liberalismo teológico. Leiam também os comentários.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Eles estão vindo

Eles vêm, meu caro. Impávidos. Não aceitam os céticos, quando o assunto é a natureza humana. Nem os crédulos, quando falam numa redenção sobrenatural e gratuita.

Eles vêm, minha amiga. Resolutos. Não vão tolerar no seu ventre o fruto dos seus sonhos. Nem a você como sacerdotisa de uma família autônoma. No máximo, uma burocrata. Rígida, estéril.

Eles vêm, meu distinto senhor. Enfurecidos. Não vão tolerar as máquinas ligadas por muito tempo para sustentar sua vida caso um derrame lhe acometa. Nem a esperança daqueles que crêem na sua recuperação.

Eles vêm, minha senhora. Despudorados. Com recursos fartos para suas orgias públicas, mas não ouse reclamar. Nem se oponha a aliciação de seus netos nas escolas, nas falsas igrejas, nem nos prostíbulos de conspiração política.

Eles vêm, reverendo. Sagazes. A imanência é a nova ortodoxia. Nada de vocações autênticas, de inspirações e ministérios espontâneos, nada de zelos teologais. O cânon é o deles, o índex, e o loteamento. Na terra, e só da terra.

Eles vêm, artista. Solícitos. Mas desde que a sua subjetividade se torne assunto de estado. Sua alma agora é panfleto, seu amor, megafone, seus pincéis, armas de fogo.
Não ouse desafinar enquanto é executada a sinfonia da supressão do espírito.

Eles vêm, trabalhador. Avarentos. Não vão tolerar outros patrões diante deles, e só a eles você prestará serviços. O profissional liberal, outro herege. As fornalhas esperam os submissos, para mover a máquina; e os rebeldes, lenha viva.

Eles vêm, cientista. Decididos. Cuide do seu relatório, pois os céus e os sóis, agora, são deles funcionários. A grande desculpa, para tudo controlarem, para tudo regularem, para tornar o círculo um quadrado.

Eles vêm, homem livre. Ardilosos. Omitindo informações. Falseando a realidade. Pervertendo o direito. Sufocando a fluidez da vida. Enaltecendo as equações frias da ideologia psicótica.

Ele vêm, meus prezados e minhas prezadas. Para construir o reinado do anticristo. A era da mentira.

E você, vai para onde?

sábado, 31 de outubro de 2009

Alguns pensamentos...

É assustadora a pressa dos que dizem “não tô nem aí” e “nem quero saber” em expor suas opiniões quando o assunto nunca antes estudado acaba por despertar algum interesse. Se a pressa pela obtenção da resposta é a mãe da burrice, a pressa em oferecer aquele pitaco idiota ou papagaiar um clichê qualquer pode ser seu mais grave sintoma.

*
É perfeitamente possível, e fácil até, ter etiqueta, sem ter educação.
E ser educado, polido, sem ter um mínimo de apreço pelo próximo.
Ser inteligente, e continuar ignorante.
Ter estudo, diploma, e não ter, de fato, uma formação.
Que conhecimento e sabedoria vivem sem o outro, é ponto pacífico.

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Ser um “cidadão do nosso tempo” é essencialmente afirmar com todas as forças não suportar a mentira e a injustiça, e em seguida, dizer que a verdade é relativa e que não existe certo e errado.

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Confúcio disse que “o homem de bem exige tudo de si próprio, e o homem medíocre espera tudo dos outros.” Para Confúcio, um medíocre não é um homem de bem. E ser um medíocre é precisamente ficar na média, fazendo apenas aquilo que deve ser feito, tornando-se assim o homem definido pelo Senhor Jesus como “servo inútil”. Muitos já escreveram que a excelência, o talento evidente, o mérito digno de honra, irrita às hordas medíocres. Charles Swindoll lembra em Eu, um servo? Você está brincando! que a perseguição vem sempre sobre aqueles que fazem o que é certo e que Jesus disso sabia. Swindoll destaca que quando Jesus diz: “bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e, mentindo, disserem todo o mal contra vós”, Jesus não usa o termo “se”, mas sim “quando”. O cristão é o alvo da flecha certeira dos perseguidores e a mediocridade e corrupção reinante mostra que se o mundo nos ama, certamente estamos com algum grave problema.

*
Dicionário Brasil:
“Consciência crítica”: ter os clichês dos livros recomendados pelo MEC na ponta da língua.
“Fascista”: Sujeito provido da capacidade de desmentir o livro recomendado pelo MEC.

*
Para quem exerce algum cargo de chefia, uma trovinha de Rui Barbosa propõe o auto-exame:

Há tantos burros mandando
Em homens de inteligência
Que às vezes fico pensando
Que a burrice é uma ciência.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Os sofismas da “fé” pós-moderna


Desde os filósofos pré-socráticos se fala nas limitações do conhecimento humano. Mas o Jorge Camargo, que nada entende de Teoria do Conhecimento, endossa o parecer errado do Brian McLaren: “A pós-modernidade não relativiza o que é absoluto. Apenas admite que, diante do absoluto, nossas interpretações serão sempre relativas!” Que Brian McLaren não entende nada de cristianismo, eu já sabia. A novidade aí está: ele também não sabe nada da filosofia (se é que pode ser assim chamada) dita pós-moderna. Quem conhece minimamente a obra de um baluarte do pós-modernismo como Michel Foucault sabe que para ele a verdade é apenas um discurso de poder, é a fala dos mais poderosos, que criam um “regime de verdade”.

Outro ícone dessa turba da sofistas, Jacques Derrida, afirmava que nenhum texto tem sentido objetivo, unívoco, e nele não há sentido absoluto capaz de transcender e ter o mesmo significado em contextos culturais distintos. Não é preciso pensar muito e aplicar esse método hermenêutico aos próprios postulados de Derrida e notar que estes sim, não fazem o menor sentido.

Portanto, chamar esse tipo de asneira com o pomposo nome de “filosofia pós-moderna” é coisa de caipirões que consideram Brian McLaren referência para alguma coisa, como Jorge Camargo e René Padilla, o “pai” da tal “Missão Integral”, que nas primeiras páginas do seu livro “O que é Missão Integral?” cita McLaren. Por aí se vê as intenções de Padilla. Ou alguém aí pensa que está comprometido com a pureza do Evangelho um autor que cita (sem ressalvas) alguém que não vê a cruz de Cristo como o sacrifício expiatório definitivo para a salvação daquele que crê, mas sim como “propaganda enganosa” da fé cristã, e nem acredita na existência do inferno? É o caso de McLaren. Pense comigo: além das Sagradas Escrituras, inerrantes, infalíveis e suficientes, temos dois milênios de história do cristianismo, com seus mártires, heróis, teólogos, filósofos e pregadores apaixonados. E essas figuras escolhem justamente Brian McLaren para falar de fé, da igreja, e outros assuntos.

Sempre lembrando que Foucault e Derrida são ídolos da esquerda acadêmica. E a versão “gospel” do seus lacaios aí estão, com seus artigos na revista Ultimato.

Aí vem o Élben L. Cezar com aquele chororô: “a revista não flerta com o liberalismo teológico” e “não, a Ultimato não é de esquerda”. Esse povo tem uma dificuldade em se assumir... Porém, por mais que não sejam muito chegados no princípio epistemológico da não-contradição, a Bíblia é clara: “Seja seu sim, sim, e seu não, não, e o que passar disso, vem do maligno”. Para o esquerdistas e pós-modernos, isso é puro diletantismo, pura coerção. Para os que crêem na Palavra, ela é o poder de Deus.

Finalizo com vídeo com Brian McLaren se enlameando em heresias (em inglês). Não sem deixar um breve recado do apóstolo João, direto da Bíblia:

Porque já muitos enganadores entraram no mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em carne. Este tal é o enganador e o anticristo. Olhai por vós mesmos, para que não percamos o que temos ganho, antes recebamos o inteiro galardão.Todo aquele que prevarica, e não persevera na doutrina de Cristo, não tem a Deus. Quem persevera na doutrina de Cristo, esse tem tanto ao Pai como ao Filho.
2 João 1:7,8,9.

sábado, 29 de agosto de 2009

Imbecilidades e suas vitrines de hoje e de amanhã

Muros e postes pichados e repletos de cartazes, “stickers” e “lambe-lambes” na região central de Curitiba estão tornando-se ferramentas interessantes para a análise das idéias de algumas das patotas mais afoitas a influenciar a opinião pública – aquela que é sempre uma doente mental, como já lembrava Nélson Rodrigues.

Percebem-se algumas coisas:

(1) - Os vegans vêm aí, e mais radicais. Sabe aquela gente chata, amarelada por falta de proteínas, querendo ser mais santos do que Deus? Pois é. Espalharam pela cidade seu “carne é crime”. Se eu não tivesse mais o que fazer, pegaria o spray e replicava: “ah, bonitão, e a pobrezinho da alface, que nem pode fugir?”, pois não há como levar a sério pessoas que tornam uma mera opção em sua dieta em proposta política. Sim, política, porque taxar alguém de criminoso – no caso, a sociedade atual inteira, praticamente - pelo simples fato de não partilhar dos mesmos hábitos alimentares é até mais do que simplesmente defender um ideal e uma forma de se relacionar com seu corpo e com o meio em que vive. É ser um totalitário assumido.

Outra frase dramática é “Se os açougues tivessem paredes transparentes, ninguém comeria carne”. Prova que o déficit nutricional gera déficit cognitivo e também de vergonha. Viva de gravetos e torne-se um cara-de-pau que pensa truncado.

(2) - Surge um neo-humanismo de beira de estrada que se volta única e exclusivamente ao pacifismo. Luther King e Gandhi são os heróis da turma. Toda e qualquer forma de violência é repudiada. Toda. Jesus pegou o azorrague e pôs ordem e moralidade no templo, e até recomendou aos seus discípulos o porte de espada em certa ocasião. O “homem segundo o coração de Deus”, segunda a Bíblia, foi um rei guerreiro. Portanto, temos em Curitiba mais uma turminha de gente mais amorosa, terna e misericordiosa do que Deus. Não há como não lembrar de G. K Chesterton falando da modernidade como se fosse o conjunto das boas e antigas virtudes cristãs tornadas loucas, pairando soltas e desconexas, distorcendo-se.

(3) - Neonazistas estão à solta. Os punks garantem e advertem. Parece-me que são os únicos figuras aptos a detectá-los, e até porque para eles a violência nazi foi o ferimento de semanas, meses atrás, e não apenas história do século passado, eles sabem o que tal perigo representa. Ao contrário do pelotão de sociologozinhos comunistas da UFPR, cheios de verbas no bolso, menos interessados em pesquisa de campo e alerta a população, do que em legitimar na sala de aula as pichações louvando o MST, o PC do B e o PCB, tão comuns há décadas. Sim, isto cheira a pacto Ribbentrop-Molotov, mas sempre foi mais cômodo para essa turma taxar seus inimigos do dia de “extrema-direita” do que fazer aquilo para o qual são bem pagos.

(4) – Adesivos de gangues com forte propensão a tornarem-se ONGs com boas chances de receberem bufunfa pública (ou seja, o seu e o meu dinheiro), com slogans do tipo “salve o planeta, acabe com os humanos” já podem ser vistos em postes e paredes. Como bem observa o colunista americano Don Feder, eles não especificam o método. Mas após o século XX o que não vai faltar é know-how aos eco-fascistas.

(5) – Óbvia, mas vale comentar: Comum a todos esses grupos é uma escala de valores na qual a opinião dos cidadãos é muito importante (e deve ser mudada), já suas propriedades... não, pois nem o mobiliário urbano é poupado. Sim, eu, você, fulano e beltrano pagamos aquele absurdo em impostos para comprar e manter bancos de praça, sinalização, pontos de ônibus em boas condições de uso, e lá vêm os auto-proclamados visionários de um mundo melhor, para deixar tudo um lixo só.

(6) – Outros grupos: ainda há os adolescebas do “fure o tubo” - que pensam que combustível é capim e se sentem afrontados com, veja só, o dever de pagar a tarifa de ônibus – e o numeroso pessoal do grafite, do hip-hop, com todo aquele talento mal orientado e aquele discurso, misto de petismo, clichês sub-cristãos, asneiras politicamente corretas e defesa da “periferia como padrão estético”. Além dos vândalos vazios de sempre, claro.

Enfim, na propriedade alheia e nos bens públicos, têm aí suas vitrines as manifestações da multiforme imbecilidade humana. Tornam-se visíveis aos poucos, aqui e acolá, algumas de suas novas formas, algumas ainda repudiadas. Logo serão vistas como filosofias respeitáveis e nobres ideais, porque planejadores mundiais como ONU, Clube de Bilderberg, Diálogo Interamericano, CFR e afins sabem o quanto elas podem ser úteis no quadro maior da rede de mentiras com a qual querem enredar a humanidade. A Geração Odara, versão tabajara dos baby-boomers, olha algumas dessas patacoadas com desdém, e com razão. Só esquece que aderiu a outras tão ridículas quanto, as quais só a força do consenso mais bocó pôde atribuir alguma relevância. Mas a pichação de hoje tem tudo para ser o slogan do mainstream cultural e político de amanhã. Estarão nas colunas de jornal, nos cadernos de cultura, na tevê, teatro e cinema. E pior: logo se tornarão leis.

Todos aqueles que não se deixam engambelar por tais sandices já viram e vêem esse filme, que pode passar mais uma vez. É só não fazer nada, já avisava Edmund Burke.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

"Responsabilidade social", ecofarsas e doutrinação ideológica

Publicado no Mídia Sem Máscara

A atitude dos ambientalistas em relação à natureza é análoga à abordagem marxista relacionada à economia.
Václav Klaus

A incorporação ao movimento Nazista de temas ambientalistas foi um fator crucial para a ascensão deles à popularidade e ao poder estatal.
Peter Staudenmaier

Nos anos 1970, o mundo passará por períodos de fome generalizada - centenas de milhões de pessoas morrerão sem ter o que comer.
Paul Ehrlich, no bestseller "The Population Bomb" ( A Bomba Populacional).



Chego atrasado na aula. Sento-me, e, ante a fala da professora Susie Pontarolli, em poucos segundos sou levado a ser brutalmente honesto comigo mesmo e com meus colegas e me manifesto, não sem antes pensar: "há um só lado da questão sendo apresentado, e é direito assegurado na Constituição o ensino imparcial, com o máximo de perspectivas acerca do assunto sendo apresentados em sala de aula". O que era, para mim, para lá de previsível, dado o próprio nome da disciplina numa pós-graduação voltada a Business Education: "Responsabilidade Social e Imagem Corporativa".
Sim, previsível porque o pressuposto, a base de toda essa conversa de "Responsabilidade Social" é que a existência e a atuação das empresas não se legitimam pelo simples fato de elas gerarem renda e empregos, prestarem serviços, oferecerem opções de produtos e pagarem altos impostos ao governo. Para os entusiastas da "responsabilidade social", tudo isso não é o suficiente: a empresa deve se enquadrar nas exigências de ONG's que não geram nada disso, e aí, estão com os bolsos cheios de dinheiro, apontando o dedo e dando lições de moral para um empresariado cada vez mais acuado psicologicamente, que para não ser tachado de politicamente incorreto, acaba por cair na chantagem psicológica desses auto-proclamados descobridores e detentores da fórmula para um "outro mundo possível", no entender deles, "mais justo" e "sustentável".

Voltemos à aula da ativista Susie Pontarolli. Sim, ativista, pois quando expus à turma que eram óbvios os fatores que levaram o Instituto Ethos a ser considerado pelas Nações Unidas e outras dessas "lideranças globais" (que nunca receberam votos de nenhum cidadão do planeta) como um "caso de sucesso" e ter "um alto índice de respeito", ela disse: "me inclua nessa". E quem é "essa"? Bem, o Instituto Ethos foi idelizado por ninguém menos que o militante socialista e cumpincha do PT Oded Grajew. Sim, Grajew, a mesma figura nefanda que fundou o maior encontro global de entusiastas dos governos de Hugo Chávez, Fidel Castro, maconheiros, eco-fascistas, abortistas, gayzistas e congêneres: o Fórum Social Mundial.

Para quem não sabe, o Fórum Social Mundial é financiado por duas das mais influentes fundações multimilionárias junto à ONU e grupos globalistas: as fundações Ford e Rockefeller. Portanto, infere-se o elementar: o prestígio de Grajew se dá pelo fato de que quem lhe atribui relevância recebe grana, influência e meios para ação das mesmas fontes, pois os vínculos entre tais fundações, ONU e outros componentes da máfia globalista estão muito bem documentados. Ainda assim, se você falar, nessa bolha de desinformação chamada Brasil, que há uma rede global a fim de redesenhar as estruturas institucionais e políticas do planeta de acordo com suas fixações ideológicas, logo vem um bobalhão desinformado te dizer: "ah, isso é 'teoria da conspiração". E as aulas das milhares de Susies Pontarollis espalhadas mundo a fora serão tidas como isentas, imparciais e equilibradas.

Tão "equilibrada" era sua aula que, se não fosse eu lembrar de fatos como a Petição do Oregon, na qual mais de 17 mil cientistas manifestaram-se contrários ao alarmismo eco-fascista, e de declarações de cientistas como Claude Allegre e Paul Crutzen, todas as previsões que ela apresentava, mostrando dados da ONG WWF, seriam encaradas como incontestáveis. Falei, mesmo não dominando por completo o assunto, da mera impossibilidade metodológica para se fazer cálculos como fez o Clube de Roma na década de 70, cujos relatórios apontavam para as duas décadas seguintes o esgotamento total de vários recursos naturais do planeta. Eu disse que eles quebraram a cara, e que os globalistas fizeram um novo reagendamento. Termo que ela mesma repetiu, com cara de "como-é-que-esse-cara-sabe?": "sim, reagendamento". Prossegui falando dos estudos de Pascal Bernardin e do atual presidente da República Tcheca, Václav Klaus, incisivos ao afirmar a sanha totalitária e comunista dos "verdes". Esqueci-me, infelizmente, de citar Mikhail Gorbachev, fundador da Cruz Verde internacional, que confessou ser a ecologia a nova estratégia socialista, com todas as letras. Quando o assunto foi o alicerce epistemológico das teses dos climatólogos e dos alarmistas, instaurou-se a confusão. Como a maior parte dos alunos nem sequer sabe (e o pior, nem quer saber) o que é epistemologia, afirmei que, sem esse debate prévio, a aula estaria reduzida à mera propaganda de um dos lados de uma questão polêmica.

Susie Pontarolli teve de recuar, dizendo que apresentava apenas uma perspectiva do assunto. "Vamos ver, de acordo com esse enfoque, a WWF blá blá blá..." Mas logo retornava a afirmar como verdade cabal todos aqueles dados. Não sem papagaiar um dos clichês mais engraçados vindos das bocas "verdes": que, por dia, mais de 100 espécies de animais são extintas, na maior parte, espécies nunca catalogadas. Aí eu perguntei: - professora como é que se contabiliza o que não se conhece? Alguns riram, e após citar o absurdo, ela logo buscou alicerce na lógica mais basilar: "o fato é que os recursos são finitos". Polido, segurei um "ah, não brinca!"

No restante da aula, loas a Betinho, a WWF e à tese da tal "pegada ecológica", que a própria professora assumiu que não entendeu a fundo, videozinho com depoimento e mais elogios rasgados a Grajew e ao Instituto Ethos, fora dar por inquestionável a credibilidade da ONU. Na apostila, só aquele consenso entre impostores como Leonardo Boff, James Lovelock, Fritjof Capra, etc.

Nada de contrapontos, nada de críticas, e quando apresentei algo nesse sentido, "fiquei travando a aula" como me disse um colega no intervalo. Mas propaganda não é aula, nunca foi. E dentro da sala de aula, é ilegal.